ISRAEL

Formações geológicas chamam a atenção de quem visita o deserto de Negev

É lá que estão a cratera Ramón, maior buraco sem água do mundo, e o Parque Natural de Timna

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postado em 18/12/2016 09:00

Igor Galo/Esp. CB/D.A Press

Alguns quilômetros mais ao sul está a cratera Ramón, que é uma formação geológica única na península do Sinai, provavelmente no planeta. Esse é o maior “buraco” sem água do mundo e um grande reservatório onde podem ser encontrados 80 tipos de minerais e diferentes tipos de formações geológicas. Precisamente na entrada está a localidade de Mitzpe Ramón que tem todo tipo de alojamentos: desde hotéis cinco estrelas a albergues juvenis.



No centro de interpretação, é possível conhecer a história dessa formação geológica e também a vida do primeiro astronauta israelense, que não por coincidência, se chamava Ramón.

 

A cratera pode ser percorrida de bicicleta ou caminhando (à noite é proibido) de forma individual por várias rotas existentes. Também é possível dormir no local, numa das quatro zonas permitidas (e gratuitas) ou num acampamento com chuveiros, que custa 25 shekels por pessoa (cinco euros), mas é necessário levar a barraca. Quem preferir, pode fazer uma imersão rápida de meio dia contratando um passeio de Jeep. O endereço Negev Trails oferece mapas e informação de todas as rotas para o “trekking” e o ciclismo na região.

Além das vistas espetaculares, a cratera dá a possibilidade de conhecer a fauna da região, como cabras selvagens, raposas ou lobos, e de realizar viagens em jeeps para conhecer essa zona do deserto que faz os terráqueos imaginarem um cenário no planeta Marte. A empresa NegevLand oferece serviço de visitas guiadas em jeep, bicicleta ou rapelling no miradouro da Cratera Ramón. O guia Alen Garfy é uma boa fonte para obter explicações sobre a história de Israel e do Negev. No centro de visitantes da cratera e no endereço oficial da região  — há ofertas de outras empresas e serviços na região.

 

História e beleza natural

Igor Galo/Esp. CB/D.A Press

Perto de Eliat está o Parque Timna, outro parque natural de Negev, que  vale a pena visitar tanto pelas suas vistas como pela sua história e formações geológicas. Localizado a 45 minutos, essas antigas zonas de minas de cobre que foram exploradas no tempo do imperador Ramses podem ser visitadas de carro até certos pontos e depois a pé ou em bicicleta, para seguir alguma das dez rotas assinaladas tanto para viajantes em boa forma física como para os mais preguiçosos.

A entrada custa dez euros e inclui um mapa com as rotas assinaladas e a entrada em uma projeção explicativa da importância histórica da zona. O parque não está situado na estrada 40 de Israel, mas na estrada 90, e você pode visitá-la a meio dia de Eilat ou fazendo uma paragem no caminho de regresso a Tel-Aviv.

Pelo Parque Timna também passa o Trail de Israel, uma espécie de Caminho de Santiago, que está perfeitamente assinalado para os amantes do trekking. Une Eilat com localidade de Arad, na fronteira com o Líbano.  No caminho, alguns locais  (conhecidos como anjos do Trail) costumam deixar comida ou ajudar os viajantes que fazem esse passeio.

Apesar de todo o Trail de Israel estar planificado para ser percorrido em 21 dias, vale a pena fazer alguma parte se você tiver tempo, seja indo para Eilat ou na volta para Tel Aviv, para absorver o espírito de Negev, o deserto de Israel.

 

Vá de carro
O aluguel de automóveis por cinco dias em Israel, com recolha no aeroporto de Tel Aviv, custa a partir de 111 euros (preços para janeiro de 2017), segundo o comparador trabber.com.br, para os veículos de categoria A (a mais básica), de quatro lugares, com os seguros mínimos. Os carros das categoria B e C (quatro lugares e mais espaço e mala) partem dos 150 euros. O litro de gasolina custa 1,5 dólares e, desse modo, é melhor alugar carros pequenos que não consumam muito ou os que são movidos a diesel.

As estradas por todo o país são boas e o carro é a melhor maneira de você se mover tanto nas estradas como nas cidades. Embora o trânsito seja complicado em Jerusalém — onde é melhor usar transporte público (não tanto em Tel Aviv) —, quase não há pedágio no país. Apenas na estrada 6, que une Tel Aviv a Beersheba a caminho de Eilat.

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