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CHILE

Chilenos produzem excelentes rótulos de vinho, mas preferem as louras

País exporta 90% da produção da bebida. Enquanto os turistas preferem o que vem das uvas, os nativos são amantes da cerveja, cujo mercado artesanal cresce a olhos vistos

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postado em 01/01/2017 09:00 / atualizado em 28/12/2016 16:56

Simon van den Broek/Flickr

A maioria esmagadora dos turistas que visita o Chile se surpreende com um dado: o chileno não bebe vinho. O país é conhecido como a capital latina da bebida e faz preciosidades reconhecidas internacionalmente, mas quem mora por lá bebe outra coisa: cerveja. Cerca de 90% dos vinhos produzidos pelas principais vinícolas são destinados à exportação — a Viña Montes, por exemplo, exporta 95% do produto e invariavelmente o Brasil está na lista dos cinco países que mais compram.

 

Se a ideia é ir para o Chile à caça de vinhos, que tal, então, procurar a bebida mais consumida por lá? O cenário da cerveja artesanal está em franca expansão no país, como no Brasil, porém com um diferencial extremamente agradável: o preço. Os produtores locais não precisam encarar impostos abusivos, portanto uma garrafa de ótima cerveja custa entre 1 mil e 2 mil pesos chilenos — de R$ 5 a R$ 10. Não apenas as cervejas de massa, vendidas em boteco. Lá é possível comprar uma gelada puro malte por essa bagatela.

 

Outra coisa interessante é a facilidade para encontrar as cervejas locais. Elas estão em qualquer supermercado ou nas diversas lojas de bebidas, chamadas botillerias. E até as importadas valem a pena. Alemãs, norte-americanas e belgas, que no Brasil chegam a custar entre R$ 20 e R$ 30, lá são compradas por, no máximo, R$ 15. Uma boa pedida é a Beervana (Los Leones 106, Providencia, Región Metropolitana). A loja especializada em cervejas artesanais fica a apenas 200 metros do Costanera Center, ponto quase obrigatório para os turistas que visitam Santiago.

Santiago

Luciano Marques/CB/D.A Press

É lá que está o Sky Costanera, o edifício mais alto da América Latina. O mirante de 300 metros de altura dá uma visão incrível de toda a cidade e se estende até as cordilheiras (para se ter uma ideia, o mirante da Torre de TV, em Brasília, tem 75 metros de altura). A torre é integrada ao shopping Costanera Center, ótimo para compras, mas também para quem caça cervejas. Lá tem um supermercado Jumbo, que sempre disponibiliza as cervejas artesanais chilenas, como a Kunstmann (da espetacular Torobayo), Kross e Szot. Passe lá antes de caminhar até a Beervana ou qualquer botilleria no bairro.

Mesmo que a viagem tenha o vinho como meta e a hospedagem em Santa Cruz seja mais cômoda — por causa da proximidade das vinícolas —, há quem prefira ficar em Santiago. Uma boa pedida é o hotel boutique Luciano K, no bairro Lastarria, bem próximo ao Costanera Center. O lugar é incrível e os 38 apartamentos misturam a decoração clássica com a art dèco design. Em frente, está uma linda praça, a Baquedano, que ostenta uma obra de arte a céu aberto: a Fuente Alemana. Ela é rodeada pelo Parque Florestal e fica à beira do rio Mapocho, um dos pontos mais agradáveis de Santiago. Dá para ir a pé, também, para o Mercado Central (especializado em frutos do mar), a La Veja (você precisa provar as frutas frescas do Chile) e o Museu de Bellas Artes.

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