NATUREZA

Estufas proporcionam passeios pela flora dos quatro cantos do globo

Atrações comuns em jardins botânicos do Brasil e do mundo, nessas instalações é possível ver de perto árvores, flores e outras espécies de plantas de diversos países

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postado em 10/01/2017 09:00

MarceloPereira/Flickr

Dentro de estruturas de vidro ou de material sintético, plantas se desenvolvem em um ambiente protegido e com a temperatura ideal para o crescimento. O objetivo das estufas é proteger e colaborar com pesquisas na área de botânica, mas — em muitos locais — o entretenimento também é garantido. Uma das estufas mais famosas do Brasil é a do Jardim Botânico de Curitiba (PR), cartão-postal da capital do Paraná.

 

A construção foi inspirada no Palácio de Cristal de Londres, construção que inspirou várias outras ao redor do mundo. Na estufa curitibana são mantidas espécies de plantas da Floresta Atlântica, como caraguatá, caetê e palmito. Quem visita o Jardim Botânico da cidade ainda tem a chance de conhecer o Jardim das Sensações, o Museu Botânico Municipal e o Espaço Cultural Frans Krajcberg.

 

Ponto de partida

Mayare Macedo/Flickr

As duas estufas e o orquidário foram o ponto de partida para a criação do Jardim Botânico de São Paulo. Os prédios foram criados pelo botânico Frederico Carlos Hoehne — que dá nome às construções — em 1928, mas só 10 anos depois, o Jardim Botânico da capital paulista foi oficializado. Em uma das estufas, é possível ver plantas tropicais, principalmente da Mata Atlântica. Na outra, o turista encontra exposições temporárias.

 

O Jardim Botânico abriga outras atrações que merecem a visita: o Jardim dos Sentidos, Jardim de Lineu, Lago das Ninfeias, Museu Botânico, e muitos outros. Quem quiser passar muitas horas não precisa se preocupar com a alimentação, já que o complexo conta com um restaurante de comidas típicas brasileiras.

 

Matahashi Katagiri/Flickr

O Rio de Janeiro também tem uma estufa para chamar de sua. É lá que o visitante consegue apreciar bem de perto as belezas de mais de 700 orquídeas e outras plantas ornamentais — como antúrios, avencas e filodendros. A estufa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, erguida no século 19, foi restaurada pela última vez no ano de 1998. Não deixe de passar também em atrações como as alamedas, Casa dos Pilões, Jardim Japonês, Lago Frei Leandro.

 

» Para saber mais

A inspiração mundial

Philip Henry Delamotte/Wikipedia

O Palácio de Cristal de Londres serviu de inspiração para muitos outros edifícios, como em Madrid, na Espanha, e Porto, em Portugal. A grande construção foi erguida para abrigar a Grande Exposição de 1851. Originalmente localizado no Hyde Park, o monumento acabou transferido para uma zona mais rica de Londres, Sydenham Hill. Em 1936 — degradado por causa de uma grande dívida da companhia que o administrava —, o Palácio de Cristal pegou fogo. Em poucas horas, as chamas destruíram o prédio que serviria de motivação para a criação de muitos outros.

 

Por dentro das greenhouses

O interessante de visitar uma estufa é poder notar variadas espécies de plantas e perceber como elas se adaptam — em suas formas e tamanhos — para sobreviver nos diferentes climas. O Turismo destaca algumas estufas, espalhadas por dois continentes, onde é possível ver de perto plantas dos quatro cantos do globo.

Kew Gardens (Londres, Inglaterra)

Iana Caramori/Esp. CB/D.A Press

Nos Jardins de Kew, existem inúmeras atrações para os visitantes, incluindo várias estufas. Uma das maiores é a Palm House and Rose Garden, construída para abrigar plantas da Era vitoriana — entre 1837 e 1901. Também é possível visitar as estufas dos bonsais, o Conservatório Princess of Wales — com plantas características de manguezais, florestas úmidas — e a Temperate House, a maior estufa do ponto turístico.

 

Fridheimar (Reykholt, Islândia)

John Lynch/Flickr

O que era apenas um negócio familiar acabou se tornando uma experiência gastronômica para turistas das mais diversas partes do globo. Independentemente da época do ano, a família cultiva quatro tipos de tomate a partir do uso de luzes artificiais em várias estufas. No restaurante do Fridheimar, localizado no meio de uma das estufas, o turista aproveita um menu com o que é há de melhor.

 

Royal Greenhouse of Laeken (Bruxelas, Bélgica)

Wesley & Brandon Rosenblum/Flickr

Construído para abrigar plantas africanas e inúmeras espécies de flores, o prédio se encontra no jardim do Palácio Real de Laeken e foi erguido, entre os anos de 1874 e 1895, com o objetivo de abrigar uma capela. A Estufa Real de Laeken está aberta para o público apenas durante três semanas — normalmente entre o fim de abril e início de maio, quando está tudo florido. As datas de visitação podem ser consultadas no site.

Centennial Park Conservatory (Toronto, Canadá)

Mapio/Reprodução

Localizada em um dos maiores parques da cidade canadense — o Centennial Park — , a estufa é divida em uma área de plantas tropicais, outra de espécies de clima árido, e uma última seção de tipos de diferentes partes do mundo. O prédio foi construído, em 1969, para celebrar os 100 anos do país. Em dezembro, para comemorar as festas de fim de ano, a estufa é decorada com mais de 30 variedades da flor poinsétia, também conhecida como a flor-do-natal.

United States Botanic Garden (Washington D.C., EUA)

Ingfbruno/Wikipedia

A estufa Lord & Burnham, do jardim botânico da capital norte-americana, é tão grande que será difícil não perder muitas horas lá dentro. São 13 áreas: entre elas estão o jardim das crianças, orquidário, plantas medicinais, espécies havaianas. Assim como em várias outras estufas listadas pelo Turismo, a Lord & Butnham tem seu clima controlado por computadores, para que a temperatura esteja sempre ideal para a sobrevivência das plantas.

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