MINAS GERAIS

Basta uma única viagem para se apaixonar pelas ruas de Ouro Preto

O casario da cidade convida para longos passeios a pé. E as igrejas... Ah, as igrejas são verdadeiros templos e museus de arte. Não só religiosa. Na cidade, a obra de Aleijadinho marca a riqueza do interior do Brasil

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postado em 22/02/2017 20:00 / atualizado em 22/02/2017 13:05

Juan Mabromata/AFP Photo

Viajar a Ouro Preto, a 825 quilômetros de Brasília — pouco menos de 12 horas de viagem de carro —, é como se você estivesse indo para o coração do Brasil. As ladeiras da cidade guardam a história de séculos de extração de minério, a riqueza da arquitetura colonial e algumas das principais obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e de Mestre Ataíde. As igrejas barrocas com traços de rococó, o casario colonial e o relevo dão charme único à cidade, fundada em 1711 e que chegou a ser a mais populosa da América Latina no século 18, no auge da extração do ouro. Desde 1980, a cidade histórica é patrimônio mundial da Unesco.

 

Para conhecer Ouro Preto, algumas dicas são úteis: a maior parte das igrejas e museus ficam fechados às segundas-feiras, e a entrada nos pontos turísticos custa entre R$ 6 e R$ 10; por causa do flash da câmera e da delicadeza da riqueza guardada, é proibido fotografar dentro das principais igrejas e museus — consulte o guia antes; para encarar as ladeiras, use calçados confortáveis para conhecer a cidade, uma vez que os principais monumentos, bem como as ruas e largos mais famosos, podem ser feitos em um circuito a pé.

 

Artista

Digna Imagem/Flickr

Por causa da proximidade com a capital mineira, muitos turistas separam alguns dias da visita para conhecer Belo Horizonte. Dois dias são ideais para visitar as igrejas, museus e aproveitar o melhor da culinária. As igrejas são a principal atração, com destaque para três das obras mais celebradas de Aleijadinho: a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja de São Francisco de Assis e a de Nossa Senhora das Mercês e dos Perdões.

 

Tombadas

Renato Luiz Salero/CB/D.A Press

Outras igrejas tombadas pelo patrimônio histórico não podem faltar no roteiro, como a Matriz de Nossa Senhora do Pilar — que guarda uma das maiores riquezas de Minas Gerais —, e as igrejas de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

 

Mão do mestre

Douglas Canjani1/Flickr

Para quem quer se aprofundar sobre a vida e obra do artista plástico Mestre Ataíde e das igrejas ouro-pretanas, vale a pena visitar o Museu Aleijadinho, criado em 1968, que reúne cerca de 250 peças de arte sacra e documentos gráficos. Em 2007, o museu passou por revitalização museológica e museográfica.

 

Mestre barroco

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, filho de um carpinteiro português e de uma escrava, nasceu por volta de 1738, embora não se possa afirmar. Desde menino, gostava de acompanhar o trabalho do pai na oficina e começou a fazer pequenos trabalhos. Logo foi chamado por várias igrejas e começou a se destacar pelas esculturas feitas em pedra-sabão. Por ser mulato, sofreu preconceito e, por isso, estudou apenas poucos anos. Ganhou o apelido de Aleijadinho por volta dos 40 anos, quando foi atingido por uma doença que o deixou sem os movimentos dos pés e das mãos. A deficiência, no entanto, não o impediu de trabalhar. Ele continuou a esculpir com as ferramentas amarradas aos pulsos. Aleijadinho morreu cego, aos 76 anos, em Ouro Preto.

 

» Visite

Museu da Inconfidência

Praça Tiradentes, 139, Centro

De terça a domingo, das 10h às 18h

Entrada: R$ 10 (inteira)

 

Museu Aleijadinho

Rua Ouro Preto, 179, Praça de Antônio Dias

De terça a sexta, das 8h30 às 12h, e das 13h30 às 17h; Sábados, domingos e feriados, das 9h às 15h

Entrada: R$ 10

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