REFÚGIO ALAGOANO

Descubra a praia do Patacho, onde o mar se veste com diversos tons de azul

O cenário é de total tranquilidade. São quilômetros de litoral com águas calmas que se encontram delicadamente com o céu na linha do horizonte. O litoral é puro prazer e tem diversas piscinas naturais que surgem quando a maré seca

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 15/03/2017 20:00 / atualizado em 15/03/2017 16:25

Taís Braga/CB/D.A Press
  

Feche os olhos e imagine a imensidão do mar, a sensação da água quentinha, o embalo das ondas, o calor do sol e uma praia inteira para você. Essa é a recompensa para quem percorre, de carro, cerca de 130 quilômetros em direção ao norte de Alagoas, partindo da capital Maceió. O percurso é cercado pela vegetação característica de manguezais e extensas plantações de cana-de-açúcar. Pela rodovia que segue o litoral e corta pequenas cidades, quase sempre se descortinam o azul esplendoroso das praias e o verde das longas fileiras de coqueirais. Paisagens que ajudam a passar o tempo.


Patacho é um barco a vela. Nada mais representativo do sentimento de liberdade ao caminhar pela areia e observar o horizonte, o nascer e o pôr do sol. A praia batizada com esse nome integra o roteiro ecológico da Costa dos Corais. Fica entre a badalada São Miguel dos Milagres e a quase desconhecida Japaratinga. Localizada na cidade de Porto de Pedras, que nasceu entre uma encosta e a margem direita do rio Manguaba, a praia do Patacho é considerada uma das mais belas do país. Quase nativa, encanta pela sua extensão e pelas piscinas naturais que surgem com a maré baixa. Aliás, se você pensa em visitar esse paraíso, é importante consultar a tábua das marés antes de marcar a viagem: www.climatempo.com.br/tabua-de-mares. Na Semana Santa, por exemplo, estará perfeita — seca na parte da manhã e cheia durante a noite.

 

Taís Braga/CB/D.A Press

 

Experimente a água doce

Porto de Pedras está exatamente na boca da barra — o local onde o rio Manguaba deságua no Oceano Atlântico. Nesse ponto, as águas azuis se tornam um pouco mais escuras e a areia adquire um tom acinzentado e a textura macia como a do leito do rio. Um serviço de balsa ajuda o visitante a atravessar as águas doces em direção ao município de Japaratinga, onde encontrará outra praia com aquele azul resplandecente que encanta os olhares. A travessia dura cerca de 10 minutos. Automóveis pagam R$ 14 e os pedestres viajam de graça. É um passeio que vale a pena.

Taís Braga/CB/D.A Press


Na pequena cidade, é gostoso caminhar pelas ruas e sentir o clima tranquilo e a hospitalidade dos moradores, que conservam hábitos antigos como o de sentar em cadeiras nas calçadas e observar o movimento dos carros e dos visitantes. Não deixe de dar uma boa olhada na igrejinha de Nossa Senhora da Piedade, que data de 1850. Cruze a rua do mercadinho de São Mateus e siga em frente. Uma estradinha de pedras conduz à ladeira que leva ao farol, o guia dos navegantes durante as noites, até o porto do rio Manguaba. Inaugurado em 1933, tem 36 metros e lá do alto a vista é deslumbrante. O farol fica fechado, mas, para quem gosta de fotografar, é o local ideal.



O município também é banhado pelo rio Tatuamunha, onde é possível fazer um passeio de barco e conhecer o trabalho da associação de proteção e preservação do peixe-boi. Durante o trajeto, a grande torcida é para encontrar com o simpático mamífero aquático, cuja espécie está classificada no Brasil como “em perigo crítico de extinção”. Segundo levantamento da associação, existem apenas 500 exemplares da espécie no país, e estados como Sergipe e Bahia já não registram a presença do peixe-boi. Para fazer um passeio pelo rio com direito a um encontro com o animal, é preciso agendar com os guias/condutores treinados pela associação: (82) 3298-6247, 99917-2146 ou por mensagem pelo WhatsApp: (82) 99359-7473. Custa R$ 50 por pessoa. A renda mantém a associação, formada por ribeirinhos, pescadores, estudantes e moradores da cidade.

»Gigante dócil
O tamanho assusta, mas o peixe-boi é um mamífero marinho totalmente inofensivo — desde que não caia sobre ninguém. Um indivíduo adulto pode chegar a quatro metros e pesar até uma tonelada. Apesar disso, alimenta-se apenas de vegetais. Consegue consumir até 13% do seu peso corporal por dia. Eles se comunicam por meio de sons que lembram pequenos gritos. Uma mãe consegue identificar a “voz” do filhote entre todos os ruídos.
 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.