CONSCIENTIZAÇÃO

Evite fazer estes 5 passeios onde os animais são a atração principal

Não são raras as programações turísticas que envolvem bichos. Algumas adotam práticas como sedação, exposição a situações estressantes ou grande esforço físico, condenadas por entidades de proteção

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postado em 19/03/2017 10:00 / atualizado em 22/03/2017 14:13

Hoang Dinh Nam/AFP

Grande parte das atrações turísticas com animais traz diversos malefícios para o bem-estar dos bichos. Em casos de selfies com felinos, por exemplo, não é difícil encontrar aqueles que parecem estar drogados para evitar um acidente. O Turismo separou passeios que são comuns em algumas regiões do mundo, mas que devem ser evitados, de acordo com pesquisas realizadas pela unidade de Conservação da Vida Selvagem (WildCRU, em inglês), pela World Animal Protection e pela ONG Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA, em inglês). 

 

Passeios em elefantes

Para que o ser humano consiga montar nas costas de um elefante, o animal precisa passar por muito treinamento — muitos deles cruéis, envolvendo chicotes e correntes prendendo suas pernas. Alguns dos países que têm diversas atrações que oferecem passeios de elefantes são África do Sul, Tailândia e Vietnã.

 

Jane Lowe/Flickr

Fotos com tigres

Na Tailândia, o turista encontra diversos espaços onde é possível tirar selfies, alimentar e ver espetáculos com felinos. Nessas atrações, os tigres — que, em sua maioria, vivem em cativeiro — são expostos a situações estressantes, castigos físicos, além de viverem em espaços pequenos.

 

Atta Kenare/AFP

Show  de golfinhos

Atrações que mantêm golfinhos em tanques para apresentações podem não trazer benefícios para a espécie. Mantidos em pequenos espaços, os animais têm seus movimentos e comportamentos naturais restringidos. Nos Estados Unidos e no Caribe, é comum encontrar atrações onde seja possível nadar ou ver apresentações com golfinhos.

 

Sharif Karim

Passeios em carruagens 

Os cavalos que fazem esse trabalho passam horas puxando o peso das carruagens e das pessoas, por ruas de vários destinos ao redor do mundo. Muitos deles acabam sofrendo por exaustão — algumas vezes durante um passeio. Os acidentes machucam não só os animais, mas quem mais estiver na carruagem.

 

Sonny Tumbelaka/AFP

Fazenda de civetas

O Kopi Luwak é um dos cafés mais caros do mundo, produzido com grãos extraídos das fezes da civeta, pequenos mamíferos asiáticos. Na Indonésia, apesar de existirem fornecedores que apenas coletam as fezes da natureza, atrações turísticas mantêm os animais enjaulados para acelerar a produção e para que os turistas possam ver de perto os animais.

 

BOS Foundation/Reprodução

A favor dos animais

Os orangotangos da ilha asiática Bornéu têm futuro incerto. Segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o desflorestamento para a plantação de óleo de palma e as mudanças climáticas são responsáveis pela ameaça de extinção enfrentada pelos primatas. Ainda de acordo com o PNUMA, Bornéu tem uma das maiores taxas de desmatamento do mundo — com mais de 50% das florestas tropicais perdidas ao longo de duas décadas. Se o ritmo continuar o mesmo, acredita-se que 75% das florestas será perdida até 2030.

 

Foi diante desse cenário que nasceu a Borneo Orangutan Survival Foundation (BOSF), em 1991. Em parceria com as comunidades locais, oMinistério do Meio Ambiente da Indonésia e outras organizações internacionais, a ONG promove a conservação da espécie dos orangotangos de Bornéu. São mais de 700 animais cuidados por especialistas na área. A ONG aceita voluntários.

 

Para ajudar o projeto, é possível fazer uma doação em dinheiro, adotar um orangotango ou comprar produtos, como camisetas e bichos de pelúcia. Mas se a ideia é ver o projeto mais de perto, vale a pena se hospedar no Samboja Lestari Eco-lodge, que faz parte de um dos projetos da BOSF. Lá, o hóspede pode visitar a Ilha dos Orangotangos para ajudar a preparar a comida e observar o comportamento da espécie. O contato direto com os animais não é permitido para que o trabalho de readaptação do orangotango ao seu habitat tenha resultados positivos.

 

Libearty Bear Sanctuary/Reprodução

O nosso amigo urso

Na Romênia, um projeto faz o papel de conservação da vida de uma espécie animal. O Santuário Libearty foi criado, em 2005, para abrigar cerca de 50 ursos que foram retirados da natureza para viver em cativeiro. Outros animais da espécie se mudaram para o santuário após a implementação de novas regras aos zoológicos da União Europeia.

 

O santuário recebe turistas durante todo o ano. Fique atento ao uso de máquinas fotográficas especiais: é preciso reservar uma vaga no grupo destinado a fotógrafos profissionais, ou o visitante paga uma taxa de 35 euros — aproximadamente R$ 120. Grupos de mais de 15 pessoas precisam fazer reserva. A visitação é acompanhada de diversas regras. Não alimentar os animais, fazer silêncio e não usar o flash de câmeras fotográficas são algumas delas.

 

Risco de extinção

Atualmente, os orangotangos vivem apenas em Bornéu e Sumatra, na Indonésia. Ambas as espécies estão em perigo crítico de extinção, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês). Segundo a fundação, a degradação do habitat dos orangotangos e a caça são os maiores motivos para a morte da espécie.

 

» Planeje a sua visita


The Borneo Orangutan Survival Foundation

Informações: www.orangutan.or.id

Samboja Lestari Eco-lodge
Informações: www.sambojalodge.com

Santuário Libearty
Informações: www.ampbears.ro/en/visit  
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