ROTEIRO

Conheça lugares na Terra que parecem fazer parte de outro planeta

Conheça lugares que parecem fora do planeta Terra, mas, se preferir, embarque como turista no próximo foguete e saia de órbita com destino à Lua

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postado em 23/03/2017 12:00 / atualizado em 24/03/2017 16:20

Travyde/Reprodução

Vivemos no planeta Terra, mas não estamos tão distantes de outros astros do sistema solar. Nosso planeta azul tem paisagens que lembram — e muito — as descobertas de outros mundos. Logo, para apreciar cenários extraterrestres nem é preciso ir à Lua. Mas, se uma viagem espacial estiver nos planos, vá em frente. Uma empresa que constrói naves espaciais e foguetes vai levar duas pessoas ao satélite da Terra no próximo ano. Os turistas já pagaram pela viagem. O valor da jornada não foi divulgado, mas certamente é estratosférico.


Viajar dentro do planeta pode fornecer uma experiência parecida. Em desertos, montanhas com picos a perder de vista e vulcões, a sensação de estar em um lugar inabitado, completamente diferente das paisagens vistas no dia a dia, é equivalente a fazer uma viagem interplanetária.

Olimpo asiático
No Monte Popa, em Myanmar, a sensação é de estar no Olimpo dos gregos, em termos de quantidade de divindades e altura. A temática é diferente, budista, mas é a fé quem ocupa os lugares altos. O monte surgiu depois de um terremoto acontecer no local. Como resultado, lava de basalto foi expelida e, depois de secar, formou o monte. Outro efeito das cinzas vulcânicas foi a fertilização do solo e o nascimento de flores nas imediações. O nome popa é uma homenagem a isso. Significa flor em birmanês.

O bacharel em direito Guilherme Vieira, 22 anos, foi ao local em fevereiro para passar as férias com o pai. “Da cidade de Bagan, viajamos por uma hora de carro até lá”, lembra. Mais de 700 degraus separam a entrada do topo. “Não pode subir de tênis nem chinelo, só descalço. No caminho, o único problema são os macacos”, conta Guilherme, que relata que os bichos levam os pertences dos desavisados, principalmente comida.

 

Arquivo Pessoal

Lá em cima, há uma profusão de altares, cada um com ornamentos únicos. O que se repete é a imagem do Buda, frutas e incenso. “Encontramos muitos turistas europeus, mas poucos brasileiros. Não acho que o motivo seja o preço, porque a Ásia é um lugar barato. Acredito que seja o desconhecimento”, avalia.

Em 2010, o rapaz passou por uma avenida de vulcões no Equador. Ao longo de 300 km a partir de Quito, há uma cadeia montanhosa formada por 27 deles. “É muito lindo. Foge do comum. O interessante de ir de carro é que você pode fazer seu roteiro por lá”. Para combinar com a paisagem, a viagem foi de aventura e durou 45 dias na estrada. “Andamos o Equador todo e boa parte da Avenida dos Vulcões. Em alguns dá para subir, mas por causa da altitude e da neve, é preciso ter equipamentos especiais”, recomenda.

No mundo da lua
Como os astronautas da nave Apollo 10 nos anos 1960, dois turistas vão à Lua no ano que vem. A viagem,batizada de Dragon 2, inclui uma volta no satélite terrestre e o retorno à Terra. A dupla vai passar por testes de saúde e condicionamento físico e por um treinamento inicial ainda neste ano, para entender os detalhes da missão. Antes da viagem, a empresa SpaceX fará um lançamento de teste em parceria com a NASA, sem pessoas a bordo e em modo automático, com a nave Crew Dragon. Mais informações no site: www.spacex.com.

 

Moongateclimber/Wikimedia Commons
 

Parque Nacional Etosha (Namíbia)

O parque tem um deserto de sal tão grande que pode ser visto do espaço. O Etosha Pan cobre cerca de 4.800m² e, há 100 milhões de anos, era um lago. Etosha, que significa grande lugar branco, foi descoberto por exploradores europeus em 1851. A área era habitada por povos que viviam em harmonia com a vida selvagem própria dali. O deserto é o único ponto de reprodução de flamingos conhecidos na Namíbia. Pode haver até um milhão deles, de uma só vez, circulando por lá. A superfície salgada é comparada com a do Titã, satélite de Saturno, e aparece no filme Uma Odisséia no Espaço (2001).

» Informações: www.etoshanationalpark.org

Stefan Schinning/Flickr

Cratera de Darvaz (Turcomenistão)
O buraco que cospe fogo, chamado de entrada para o inferno, fica no meio do deserto de Karakum, a 260km da capital do país, Achkhabad. Ele surgiu em 1971, quando geólogos soviéticos perfuravam o solo em busca de gás. O solo cedeu e abriu a cratera de 70 metros de diâmetro. Para evitar que  emitisse gases tóxicos, eles decidiram atear fogo para que o gás, em combustão,  se dissipasse. As chamas, entretanto, continuam vivas há quase 50 anos e atraem visitantes para observar o fenômeno.

Thomas/Wikimedia Commons

Parque Estadual Red Rock Canion (EUA)
Cenário do filme Planeta dos Macacos (1968) e de vários outros, o lugar simula o hábitat de macacos superinteligentes, decididos a exterminar a humanidade. As formações rochosas do parque californiano são imponentes, avermelhadas, e lembram a superfície de marte. A área foi habitada por povos indígenas no passado. Hoje, a relevância é mais que turística: há fósseis encravados nas pedras e resquícios da era da mineração, que movimentou o território por volta de 1890. É possível acampar — há infraestrutura com água e luz — passar um dia inteiro por lá ou passear montado a cavalo pelo parque.

» Informações: www.parks.ca.gov/page?_id=631


Ana Hopfinger/Flickr

Wai-O-Tapu Thermal Wonderland (Nova Zelândia)
A paisagem encoberta por fumaça, com crateras coloridas para todo lado fazem desse um destino com cara de extraterrestre. O parque, cujo nome em maori significa águas sagradas, fica a 30km da cidade de Rotorua — literalmente dentro da depressão vulcânica (ativa) da região de Taupo. Crateras, piscinas borbulhantes de lama vulcânica, gêiseres, fumarolas (aberturas no solo que liberam fumaça vulcânica) e fontes termais coloridas são algumas das atrações vistas por lá. A atividade vulcânica acontece há mais de 160 mil anos. Algumas crateras servem como depósito de enxofre e parecem piscinas amarelas.

» Informações: www.waiotapu.co.nz 

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