CHILE

Lagos chilenos oferecem combinação entre passeios radicais e relaxantes

Em Puerto Varas e arredores, se jogue nos esportes e curta a adrenalina para depois descansar em águas aquecidas. Imersão cultural e um passeio de barco até a Argentina completam a experiência

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postado em 07/04/2017 10:00 / atualizado em 05/04/2017 12:40

Turismo Chile/Divulgação

Esquiar, relaxar em piscinas de águas termais, pescar, praticar esportes e descobrir novas tradições culturais — a zona dos lagos e vulcões do Chile é tão completa quanto diversa e oferece tudo isso em uma viagem só. Para completar o conjunto de experiências, que tal navegar de catamarã em meio à Cordilheira dos Andes? É possível cruzar a fronteira e chegar à Argentina, saindo da charmosa Puerto Varas.

 

A cultura mapuche é tradicional do sul do Chile. Hospedado na cidade de Curarrehue, próxima de várias reservas e parques nacionais, ou às margens do Lago Budi — que banha a cidade de Saavedra e deságua no Oceano Pacífico, o turista pode experimentar dormir em uma ruca — casa tradicional mapuche feita de madeira e palha. Os pratos típicos da zona são a sopa de pinhão e o café de trigo.

 

Além da imersão cultural, a região dos lagos fornece a experiência de esquiar, só que em lugares incomuns. Quem está acostumado a deslizar na neve em bosques, com árvores pelo caminho ou em terrenos cobertos apenas por neve, não pode perder a chance de fazer isso em cima de um vulcão, com vista para rios e lagos. As opções são muitas. Nas cidades de Antuco, Chillán, Pucón e Osorno, há estações de esqui, mas também é possível ir direto para elas — Antillanca, Corralco e Las Araucarias são boas opções. A reserva biológica privada de Huilo Huilo, localizada em uma parte da selva patagônica, tem estação própria.

 

Café de trigo
A bebida é feita com grãos de trigo maduros, assados lentamente dentro de uma lata. Quando as sementes ficam escuras, são moídas em um moinho manual. A farinha que resulta do processo vai ao fogo, com água fervente, por 10 minutos, e o café está pronto para beber.

 

Tulio Guajardo Salfate/Flickr

Cidade versátil

É na beira do lago Villarica que a cidade de Pucón mostra o quanto o turismo de aventura fica mais prazeroso quando praticado na natureza. Descida de corredeiras (rafting), caiaque, longas caminhadas (trekking), esqui e pesca são bons motivos para curtir o local por alguns dias. No verão, a versatilidade se mostra junto com o sol. Pucón tem boas praias, responsáveis por atrair a maioria dos turistas na época.

 

A cena gastronômica da cidade é bem variada. A oferta de restaurantes vai dos mais simples à alta gastronomia, sempre com o protagonismo dos ingredientes locais. Pratos da culinária mapuche são presença certa, mas também há espaço para a culinária alemã. Para experimentar a comida de quaisquer estilos, os dois melhores lugares são a Calle Fresia, chamada de rua dos restaurantes, e a O’higgins, principal avenida da cidade.

 

Momentos mais relaxantes também estão garantidos em Pucón. Piscinas de água quente, graças ao vulcão Villarica, que tem cerca de três mil metros de altura e está ativo nos limites do Parque Nacional Villarica. As Termas Geométricas são um balneário a 87 km da cidade. O ícone do local é uma passarela vermelha que leva os visitantes às 20 piscinas de água borbulhante — elas fazem parte do leito do rio Aihué.

 

Turismo Chile/Divulgação

» A 200 km de Puerto Varas

As águas do sudoeste da Ilha, no Golfo do Corcovado, são as únicas conhecidas no mundo como ponto de alimentação das baleias-azuis. Mais de 150 animais da espécie foram vistos ali. Com terra não tão firme, as palafitas, casas construídas sobre pilotes sobre a água, são outro símbolo de Chiloé. A paisagem repleta de casinhas coloridas é reconhecida de longe. A ilha conta com centenas de igrejas construídas em madeira, entre os séculos 18 e 19, pelos jesuítas. A viagem ficará completa com uma degustação do curanto, prato com frutos do mar e carnes cozido em um buraco na terra ou em uma panela.

 

Cruce Andino/Divulgação

Travessia dos Andes

Para cruzar as fronteiras de um país, não é preciso planejar uma viagem de cruzeiro. Não, necessariamente. No Chile, há aventuras mais simples, a bordo de catamarãs, que chegam até o território argentino. O melhor fica por conta dos arredores: os paredões da Cordilheira dos Andes. A aventura completa dura 12 horas. No final, o viajante pode optar por retornar ao Chile pela mesma rota ou pegar um avião para qualquer cidade escolhida e continuar viajando. Uma parada em Bariloche, inclusive, tornará a experiência ainda mais rica.

 

A rota navegável entre os Andes é a única no mundo e passa por três lagos, conectados por três estradas — percorridas de ônibus. A viagem é feita todos os dias do ano e há programas só de ida e de volta. O trajeto inteiro é cercado pela Cordilheira dos Andes. Alguns picos passam dos mil metros e é impossível enxergar onde terminam. Controle o medo e tenha em mente que a jornada é segura. Os lagos escolhidos têm águas pacíficas.

 

Nico Aguilera/Flickr

A aventura começa de ônibus, a partir de Puerto Varas. Durante duas horas, o Lago Llanquihue e o vulcão Osorno embelezam a paisagem vista da janela, até que chega a primeira parada — Petrohué, onde todos sobem a bordo do primeiro barco. Depois da travessia do Lago Todos Los Santos, que dura duas horas e tem vista para o vulcão Pontiagudo, os turistas chegam à cidade de Peulla. O próximo ônibus está à espera. Serão três horas e meia de deslocamento até as margens do Lago Frías, onde os tripulantes embarcam no próximo catamarã. Depois de algumas horas navegando, vem o último trecho de ônibus até Bariloche, na Argentina.

 

Não perca
A empresa Cruce Andino realiza a travessia da Cordilheira dos Andes  todos os dias do ano. Cada catamarã comporta até 300 pessoas. Os períodos mais movimentados são de dezembro a fevereiro e entre julho e setembro. A maioria dos turistas que optam pelo passeio é brasileira.
» Informações: www.cruceandino.com

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