ESPORTE

Em duas rodas: tire a bike da garagem e aventure-se a bordo da magrela

Modalidade criada nos Estados Unidos, o mountain biking ganhou o mundo rapidamente. Para praticar, é preciso ter sede de aventura e coragem para enfrentar os obstáculos do caminho

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postado em 19/04/2017 20:00 / atualizado em 20/04/2017 13:11

oolitk/Flickr

Na década de 70, um grupo de ciclistas norte-americanos decidiu mudar um pouco as regras e se aventurar em cima de suas bicicletas. Da ânsia em experimentar algo novo nascia o mountain biking (MTB), que troca o asfalto por trilhas desafiadoras, cheias de obstáculos.


A mudança de terreno veio acompanhada de mudanças na bicicleta, que precisou passar por adaptações para aguentar a aventura. Na mountain bike, os pneus são mais largos que os usados no asfalto e os freios, mais potentes. Assim como os materiais da bicicleta, os amortecedores — tanto dianteiros quanto traseiros — também tiveram que se tornar mais resistentes, já que o impacto é maior. No mais, o peso do meio de transporte tende a se manter.

A modalidade foi ganhando espaço e logo conquistou adeptos em todo o mundo, como no Brasil. O MTB chegou ao território brasileiro no fim da década de 80 — sendo mais praticado em estados como Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, o mountain biking já faz parte das vidas de muitos brasileiros, que contam com um bom calendários de provas. Uma das principais competições da modalidade é o Iron Biker Brasil, criado em 1993, com o nome Desafio das Montanhas. A prova ocorre em Mariana, Minas Gerais, e traz muitos desafios para os participantes. Mais informações: www.ironbiker.com.br.

 

Iron BikerBrasil/Reprodução
 

 

Amor antigo

Mountain biking é a paixão de Breno de Luca, 25 anos, desde que ele tinha seis anos de idade. “Meu pai tem uma loja de bicicletas, então, estou imerso nesse mundo desde que eu nasci. A primeira trilha foi bem marcante. Percorrer 25km com muita chuva e muita lama é tudo o que uma criança quer.”

A ligação com a modalidade foi tanta que Breno competiu por oito anos. “Viajei para competir em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro.” E a lista de destinos não para por aí: o jovem também já passou pela Itália, Argentina, Portugal e Chile. “A última trilha foi no Deserto do Atacama. Eu sempre quis fazer.” A experiência foi desafiadora, já que o estudante precisou pedalar e enfrentar uma altitude de dois mil a quatro mil metros. “Poucas pessoas se propõem a subir, por causa da altitude.”

 

Arquivo Pessoal


Mas para se aventurar no mountain biking é preciso estar preparado para a intensa rotina de treinos. “É bem diferente (de outras modalidades). Você e seu corpo precisam estar muito preparados. Tem que estar acostumado com o tipo de pilotagem.” Breno treinava até seis vezes por semana, combinando o pedal com musculação. Mesmo sem competir profissionalmente, continua pedalando e garante que não é preciso ir muito longe de Brasília para fazer boas trilhas. “A Taboquinha, Altiplano, Fercal e até na Ermida são algumas boas. Tem muito lugar bom aqui por perto.”

 

»Presença olímpica

O mountain biking faz parte das modalidades dos Jogos Olímpicos desde a edição de 1996 — sediada em Atlanta, nos Estados Unidos. A partir de então, o esporte marca presença com provas cross-country para mulheres e homens. Até hoje, foram distribuídas doze medalhas de ouro nas competições. Na edição Rio 2016, os vencedores foram a sueca Jenny Rissveds e o suíço Nino Schurter.

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