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Réplicas e ruínas das sete maravilhas do mundo antigo recebem visitas

De sete em sete, as maravilhas do planeta despertam paixões e provocam acalorados debates. Das antigas às modernas, há espaço para tesouros naturais e cidades eleitas por voto popular

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postado em 26/04/2017 20:00 / atualizado em 26/04/2017 17:15

Feelix/Flickr

As maravilhas do mundo antigo foram listadas de um jeito nada convencional — em um poema. O escritor grego Antípatro de Sídon fez, na Antiguidade, sua própria lista do que considerava ser um conjunto das construções mais importantes da época. Além de ser muito pessoal, a relação de monumentos era restrita ao Oriente Médio e ao Norte da África — regiões por onde Antípatro viajava.

 

Séculos depois, as sete novas maravilhas do planeta surgem para atualizar as definições de beleza. A decisão sobre o que entra e o que sai do elenco fica mais democrática. Com votação on-line e por telefone, aberta a moradores de todos os países, os monumentos são escolhidos de acordo com a vontade da maioria.

 

Além da primeira lista das maravilhas e das atuais, do mundo moderno, há mais três concursos desse gênero: o das sete maravilhas da natureza e outro, que seleciona as sete cidades mais maravilhosas do planeta. As competições são organizadas por uma empresa suíça, que divulgou o primeiro ranking em 2007. O sucesso da primeira lista motivou a criação das demais.

 

AFP PHOTO/EGYPTIAN PRESIDENCY

Das antigas

Templos, esculturas e edificações, cada um com sua característica marcante, são os personagens principais dos escritos de Antípatro de Sídon. Os textos continham o nome e a data de construção dos monumentos. A maioria não existe mais, exceto a Pirâmide de Quéops, no Egito, fundada em 2600 a.C. Ela é a maior entre todas do complexo das Pirâmides de Gizé.

 

Cuidado para não ter um torcicolo, mas preste atenção nos detalhes — a pirâmide tem 140 metros de altura e foi erguida com mais de dois milhões de blocos de pedra. Cada um pesa, em média, duas toneladas. O mistério que a ciência não desvendou é como esses materiais foram posicionados ali e naquele formato, na Antiguidade.

 

O monumento é revestido com pedra calcária polida, material utilizado em pisos atualmente. Por isso, a pirâmide refletia a luz do sol e podia ser vista a quilômetros de distância. No interior, passagens e câmaras secretas alimentam a imaginação dos fãs de Indiana Jones e metidos a desvendar mistérios.

 

Pirâmides (Egito)

Elas estão a 28km do centro de Cairo, na cidade de Guiza. O complexo inclui nove pirâmides e alguns cemitérios, mas é mal sinalizado. Vá com um mapa ou contrate um guia local e fique atento: escalar os monumentos é crime. Entre outubro e maio, o calor diminui e a visitação fica mais agradável, mas espere ver o local cheio de turistas. O complexo fica aberto todos os dias e a entrada custa o equivalente a R$ 9. Entrar na pirâmide de Quéops custa R$ 18 adicionais.

 

Jebulon/Wikimedia Commons

Colosso de Rodes

Hélio, personificação do Sol na mitologia grega, inspirou a criação de uma estátua no porto da ilha de Rodes, na Grécia. Estima-se que a figura, um homem forte e musculoso, tivesse 30 metros de altura e 70 toneladas. Os barcos que entravam e saíam cidade passaram por baixo das pernas do Colosso ao longo de 55 anos, quando um terremoto o destruiu. As ruínas foram encontradas no fundo do mar no século 7.

 

Rony Siegel/Wikimedia Commons

Estátua de Zeus em Olímpia

Sentado em um trono de cedro, com 13 metros de altura, feito de marfim e ouro, Zeus foi esculpido em 435 a.C. e ficou exposto em um templo. O imperador Suetônio ordenou que sua própria cabeça fosse posta no lugar da de Zeus e Teodósio I mandou fechar o espaço, mas a história mais aceita do fim da estátua é que ela foi incendiada em Constantinopla. As ruínas onde a estátua ficava ainda existem.

 

Following Hadrian/Wikimedia Commons

Mausoléu de Halicarnasso

Uma tumba com 45 metros de altura, com direito a três arquitetos envolvidos na construção — foi Artemísia  que mandou construir para abrigar o corpo Mausolo, seu amado. A obra de arte foi erguida pelos maiores artistas da época, em cima de uma colina, com direito a vista para a cidade de Halicarnasso. Depois de terremotos e da passagem do tempo, só restaram as ruínas, que podem ser visitadas na Turquia.

 

Wikimedia Commons/Divulgação

Templo de Ártemis

O templo, homenagem à deusa da caça, foi erguido em Éfeso, Turquia. É considerado o maior da Antiguidade. Da primeira à última construção, foi destruído várias vezes. Alexandre, o Grande, foi o último a reerguê-lo, mas os godos demoliram tudo no ano 269. Parte das pedras foi usada na catedral de Santa Sofia, em Istambul. Na cidade, o templo ganhou uma miniatura no parque Miniatürk.

 

Batkya/Reprodução

Jardins suspensos da Babilônia

Há registros escritos, mas não arqueológicos, da existência dessa maravilha. O rei Nabucodonosor teria mandado construí-la no século 6 a.C. Eram seis andares de 120m² cada, com árvores frutíferas e esculturas de deuses. Historiadores da Grécia Antiga documentaram até mesmo o sistema de irrigação das plantas, feito por escravos, mas não há documentos oficiais que atestem a existência do jardim.

 

Wikimedia Commons/Divulgação

Farol de Alexandria

Com 137 metros de altura foi, por muitos anos, a edificação mais alta da Terra e serviu de modelo para os outros faróis. A torre feita em blocos de calcário, sustentava uma tocha de fogo e um espelho que refletia a luz do sol. Ficou submerso e foi redescoberto por arqueólogos marinhos em 1968. Hoje, a aventura é mergulhar e ver as ruínas.

 

» Eleição

Quando realiza um concurso como o das sete maravilhas do mundo, o site New 7 Wonders recebe votos de milhões de pessoas do mundo todo. Em 2007, os locais mais votados integraram um grupo de 28 maravilhas. Os curadores do site visitaram e divulgaram as atrações de cada um, tanto durante quanto após a competição. Os vencedores foram revelados em uma festa em Lisboa (Portugal). Para saber mais sobre o projeto, acesse world.new7wonders.com.

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