SERVIÇO

Ficou doente nas férias? Saiba o que fazer em casos comuns e graves

Fora do Brasil, ir direto para o hospital é uma alternativa, mas não a única. Informe-se, previna-se com as vacinas indicadas e contrate um seguro para garantir o atendimento

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postado em 07/05/2017 10:00 / atualizado em 04/05/2017 17:15

Kleber Sales/C.B/DA Press

Ficar doente durante uma viagem é desagradável, mas ninguém está livre desse infortúnio. Fora do Brasil, cada sistema de saúde tem suas próprias regras. Cidadãos estrangeiros nem sequer têm assistência médica gratuita em alguns países — principalmente os que não têm hospitais públicos.

 

Reino Unido, Canadá, Austrália, França e Suécia integram, junto com o Brasil, o pequeno grupo com sistema de saúde público e gratuito. Alguns acordos internacionais permitem o atendimento sem custo, mas onde a diplomacia não deixa a conta mais barata, há outras soluções.

 

Tomar vacinas, para prevenir, e contratar um seguro de viagem, para remediar, são recomendações do Ministério das Relações Exteriores para quem vai cruzar a fronteira. Informar-se sobre os surtos de doenças infecciosas no exterior no site da Organização Mundial da Saúde (OMS) é outra dica valiosa para quem vai a locais de risco.

 

De graça

A rede pública é realidade em apenas seis países, mas há alternativas para ser atendido de graça em Cabo Verde, Itália e Portugal. Brasileiros podem usar os hospitais desses países — e os estrangeiros, os hospitais do Brasil —, graças a acordos recíprocos.

 

Em viagens de turismo, estudo ou trabalho, é possível obter receitas médicas, pedidos de exames e internações sem desembolsar nada. Basta ter um Certificado de Direito a Assistência Médica, emitido pelo Ministério da Saúde. Nos dois primeiros países, é necessário comprovar vínculo com o INSS. Saiba mais no site www.sna.saude.gov.br/cdam.

 

Custos reduzidos

Em países onde não há hospitais públicos, o viajante é quem paga pelos serviços médicos. No site do Ministério das Relações Exteriores, há uma lista de hospitais, clínicas e profissionais — alguns brasileiros — que atendem viajantes do Brasil por um preço mais em conta ou sem cobrar nada.

 

Nos Estados Unidos, a oferta é alta: ao menos um médico em cada estado. Há opções no mundo todo. Confira mais informações na internet: www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/temas-sociais/servico-de-saude-no-exterior.

 

Arquivo Pessoal

Seguro-saúde

Ao viajar para fora do país, seja qual for, é recomendado contratar um seguro. A maioria funciona assim: o viajante arca com as despesas e depois é reembolsado. A estudante Juliana de Araújo Vaz, 16 anos, ficou doente em uma viagem à Europa em 2013 e recorreu ao serviço. Depois de ter uma convulsão em um hotel em Berlim, Alemanha, teve de ser internada por 10 dias. Os pais pagaram a conta do hospital e foram reembolsados no Brasil.

 

“O seguro é uma coisa muito útil, desde uma gripe a um acidente grave. Se não fosse por isso, não estaria aqui hoje”, avalia. “A excursão continuou e meus pais e minha irmã se revezaram para cuidar de mim e conhecer a cidade”. Depois de melhorar, a jovem seguiu viagem com a família. Eles passaram pela França, por Portugal, Bélgica e Alemanha.

 

Urgências

Acidentes graves e hospitalizações de brasileiros são considerados emergências e devem ser comunicados ao Itamaraty. Cada país tem um telefone específico para receber as notificações. Informe-se: www.portalconsular.itamaraty.gov.br/no-exterior/plantao-consular.

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