Reserva da Jaqueira promove encontro com as raízes indígenas

O encontro com as raízes indígenas, preservadas pela tribo Pataxó da Jaqueira, numa reserva encravada na Mata Atlântica, além de passeio histórico, é uma volta ao passado

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 11/05/2017 09:00 / atualizado em 11/05/2017 09:31

Jacqueline Saraiva/CB/DA Press
De Caraíva até a praia do Mutá, Porto Seguro tem aproximadamente 85 quilômetros de praias. A localização atrai muitos turistas do Sudeste, mas é grande a procura por moradores do Centro-Oeste, como os de Brasília, principalmente no réveillon e no carnaval. Na Avenida Beira Mar há alguns complexos de lazer, pontos de barracas de praia que cresceram e viraram clubes bastante frequentados o ano inteiro. Entre os mais famosos está o Axé Moi que, em alta temporada, chega a receber cerca de 4 mil pessoas. No palco, dançarinos animados ensinam coreografias ao som de axé “das antigas”, funk, música pop e outros ritmos.
 
Jacqueline Saraiva/CB/DA Press
 

O trio praia, sol e mar é unanimidade. Mas para quem passa um tempo razoável na cidade vale conhecer outros atrativos culturais. A Reserva Indígena Pataxó da Jaqueira, a 12 quilômetros do centro, é boa opção de passeio histórico. Localizada em área de mata atlântica, a tribo composta por cerca de 100 pessoas, divididas em 32 famílias, impressiona pela organização e dedicação ao turismo.
 
Além de assistir às palestras dos líderes da aldeia, os turistas são convidados a se caracterizar com as pinturas corporais indígenas e a saborear a culinária local, que inclui peixe assado na folha da patioba, tipo de vegetação usada para o transporte de objetos e comida. Os pataxó também vivem do artesanato que produzem. As peças, feitas com sementes, folhas, penas e outras matérias-primas encontradas na natureza, são a melhor expressão da identidade indígena.

» Para saber mais

Indígenas das etnias tupiniquim e tupinambá foram os primeiros a se depararem com os portugueses, mas os pataxó já habitavam o Brasil, vivendo como nômades. Eles precisaram fincar aldeias para conseguir sobreviver à cobiça dos “homens brancos”, tendo terras roubadas e passando a viver à margem da sociedade. A região que compreende o Sul da Bahia foi habitada por vários povos indígenas. Hoje, abriga cerca de 10 mil pessoas das etnias Tupinambá de Belmonte, Tupinambá de Olivença, Pataxó Hã-hã-hae e Pataxó Meridionais. A agricultura é a principal fonte de subsistência, mas cada vez mais indígenas apoiam e participam do turismo local como forma de atividade econômica. 
 
Jacqueline Saraiva/CB/DA Press
 

A jornalista viajou a convite da Secretaria de Cultura e Turismo de Porto Seguro e do Convention & Visitors Bureau 
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.