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Casa de Chico Mendes e Aeroporto de Belém homenageiam heróis brasileiros

Dois homens em destaque: um, na luta pelos direitos dos trabalhadores e pela natureza. Outro, para ter uma invenção revolucionária reconhecida. Conheça atrações dedicadas a eles

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postado em 29/05/2017 13:16 / atualizado em 29/05/2017 13:28

José Aguilera/IPHAN
 

» ACRE

Xapuri

Depois de conhecer a realidade precária dos trabalhadores da região amazônica como seringueiro, Chico Mendes liderou um movimento de resistência pacífica que ganhou apoio internacional. O grupo defendia a floresta, os direitos dos trabalhadores e era contra a violência e a exploração dos patrões. Chico Mendes se envolveu em questões que envolviam a posse de terra — lutou contra donos de madeireiras, seringais e fazendeiros de gado. Por isso, foi ameaçado de morte várias vezes. Além disso, o herói foi responsável pela criação do movimento sindical no Acre, em 1975.

 

Como uma das pessoas que mais defenderam a ecologia, Chico Mendes ganhou vários prêmios e homenagens pelo mundo. A casa onde viveu seus últimos dias de vida, no centro da cidade de Xapuri, é o único bem tombado como patrimônio cultural nacional no Acre e foi recentemente restaurada. O imóvel é simples — uma casa cabocla —, feito de tábuas de madeira e coberto por telhas de barro. Lá dentro, os visitantes podem ver objetos pessoais e a cadeira onde o herói foi morto a tiros, em 1988.

 

Visite

» Casa de Chico Mendes

Endereço: Rua Doutor Batista de Morais, 455

 

» PARÁ

C.S.D./Flickr

Belém

Tido como precursor da dirigibilidade aérea, Júlio César Ribeiro de Souza nasceu em São José do Acará e inventou o dirigível. Seus estudos, baseados no voo dos pássaros, conseguiram unir a aviação ao balonismo. Para fazer flutuar seu primeiro protótipo de balão fusiforme em Belém, o inventor pede apoio à província do Amazonas, mas os recursos chegam quase um ano depois, em 1884. A exposição é prejudicada por faltas técnicas: havia baterias danificadas e perfurações nas mangueiras condutoras de hidrogênio.

 

No mesmo ano, ele é informado de que dois capitães franceses realizaram o feito: um percurso fechado a bordo de um balão com dimensões quase idênticas às do projeto do brasileiro. Ele havia patenteado a ideia na França, cerca de três anos antes, mas não foi sequer mencionado nas teorias dos franceses. Ele vai à Europa para tentar ser reconhecido como inventor dos balões fusiformes, mas não tem êxito.

 

No Brasil, o inventor recebeu algumas homenagens: em Belém, uma avenida importante e o aeroporto internacional (foto) têm seu nome. Além disso, ele ocupa a cadeira número 17 dentre os Patronos do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica — INCAER, organização da Força Aérea Brasileira que preserva a memória da aviação do Brasil.

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