LISBOA

Visite os principais lugares que fazem parte da memória portuguesa

O brasileiro que vai a Portugal pela primeira vez não pode deixar de fazer o circuito tradicional, onde está guardada a história das aventuras dos navegantes, como a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos

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postado em 01/06/2017 15:00 / atualizado em 01/06/2017 15:49

Enilton Kirchhof/Flickr

O brasiliense que aderir ao Stopover da TAP (a empresa mantém voos diários para Lisboa e é a única companhia que opera trechos diretos à Europa a partir do Aeroporto JK) tem até três dias para permanecer em Lisboa. Num passeio de 72 horas é possível aproveitar o melhor da capital portuguesa.

 

Parada

Com 11 milhões de passageiros transportados em 2016, a TAP tem rotas para 34 países. Apesar do grande número de pessoas transportadas pela companhia portuguesa, menos da metade dos clientes visitava Portugal. O programa Stopover permite a interrupção da viagem por até três dias para permanência no país, sem cobrança de taxas extras e com incentivo de empresas parceiras.

 

Há um tour tradicional para quem vai pela primeira vez à capital portuguesa. Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, Monumento aos Descobrimentos e Castelo de São Jorge são visitas que todo brasileiro precisa fazer. Além da beleza das praças e prédios, limpos e seguros, o visitante tem uma aula da história de Brasil e Portugal. Há igrejas, palácios e museus em todos os bairros. Um alerta: também há cobrança de ingresso — em média, custam 8 euros, mas atrações na cidade que chegam a 18 euros — na maioria desses espaços, além de longas filas. Chegar cedo e ter paciência para esperar são requisitos fundamentais no passeio.

 

Um tempinho de espera, mas que vale muito a pena, é para quem não quer deixar de provar os pasteizinhos de Belém, um dos símbolos gastronômicos de Portugal. Há quitutes semelhantes e muito gostosos por toda a cidade, os chamados pastéis de nata. Mas somente na casa localizada no bairro de Belém são encontrados os doces que podem levar a célebre denominação. A receita é antiga, vem de 1837. E não é preciso ficar na mesa à espera do garçom: o turista pode comprar uma boa porção e seguir com o passeio por Lisboa.

 

Marcelo Agner/CB/D.A Press

Bem ali pertinho da confeitaria dos pastéis de Belém fica um curioso museu, num prédio moderno. Seu interior, no entanto, guarda relíquias que surpreendem. O Museu do Coche tem enormes carruagens dos tempos do império. Carros que transportaram reis, nobres e até papas pelas ruas de Lisboa e de outras cidades europeias. O luxo impressiona. Peças banhadas a ouro relembram os tempos em que Portugal dominava o mundo. No mesmo prédio de linhas arrojadas, exposições de arte moderna fazem o contraponto com a riqueza das carruagens e indicam que o país milenar está definitivamente com os pés no futuro.

 

Modernidade que pode ser vista também no famoso oceanário de Lisboa, construído numa área de expansão da capital, também às margens do Tejo, mas afastado do centro histórico. Completam a paisagem do século 21 um centro de convenções, teleféricos e shoppings.

 

Uma joia na floresta

Carlos Viedma/Flickr

No terceiro dia de um stopover, uma visita à Sintra, nas cercanias de Lisboa, é um passeio obrigatório. Para se chegar à cidadezinha tombada pela Unesco como patrimônio da humanidade, um trem (ou comboio, como falam os portugueses) e ônibus estão à disposição. Em menos de uma hora, o turista desembarca num lugarejo cercado de verde e de belas construções.

 

Refúgio da nobreza e da burguesia nos séculos 19 e 20, Sintra atraiu ricos moradores pelo clima e pela beleza dos vales e montanhas. Casarões foram construídos nas encostas — muitos serviram de locações para o cinema e para a TV — e estão muito bem preservados. No alto de uma colina, uma relíquia da ocupação moura na Europa: um castelo construído entre os séculos 8 e 9 é a marca da presença dos muçulmanos na Península Ibérica.

 

Depois de um passeio pelas igrejas e ruelas de Sintra, sem deixar de passar pelas lojinhas de presentes — há lembranças para toda a família — o turista que estiver de ônibus pode aproveitar a viagem de volta a Lisboa para conhecer outros locais históricos, como a Vila de Paços dos Arcos, às margens do Tejo, bem próximo ao Oceano Atlântico. Ali, além da maravilhosa paisagem, um imponente casarão merece uma visita.

Dmitriy Fomenko/Flickr

Tornado em hotel pela rede Vila Galé, um antigo palácio de nobres oferece hospedagem a clientes interessados num mergulho na história. Cinco quartos são localizados no casarão, que fica à frente da ala moderna do hotel. Aliás, a reforma de casarões antigos e castelos para instalação de hotéis é uma das marcas do turismo em Portugal, com apoio do governo e dos institutos históricos. 

Hora de arrumar as malas! Acredite, quem visita Portugal vai sempre querer voltar. 

 

» Fica a dica  

 

Onde comer:

Chapitô

Uma casa que mistura teatro, música e alta gastronomia funciona num antigo centro de reabilitação de menores, na Costa do Castelo, com visão maravilhosa para o Tejo. Até rodas de samba podem ser encontradas ali, regadas a sangrias, vinho e bacalhau. (www.chapito.org

Tasca da esquina

Restaurante que oferece menus-degustação, numa versão mais moderna da culinária portuguesa. (www.tascadaesquina.com

 

Onde ficar:

Vila Galé Ópera

Às margens do Tejo, ao lado da histórica ponte 24 de abril e pertinho do centro, o hotel temático tem decoração baseada nos grandes espetáculos de ópera.

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