PANTANAL

Hotel investe em preservação e recebe turistas às margens do Rio Cuiabá

Reserva particular com o maior complexo hoteleiro da região garante a proteção do meio ambiente, desenvolve a educação e organiza passeios com foco na sustentabilidade

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postado em 29/06/2017 10:00 / atualizado em 28/06/2017 15:54

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

O que hoje é um coração no interior da floresta, há 20 anos foi uma área devastada por fazendas e pela criação de gado. Um projeto do Serviço Social do Comércio (Sesc) conseguiu recuperar e preservar  quase 100% dos 108 mil hectares de área pantaneira. As atividades coordenadas pelo órgão destacam a importância da sustentabilidade e desenvolvem ações de educação ambiental com moradores e turistas que visitam o local.

 

Construído no Pantanal de Poconé e de Barão de Melgaço, às margens do rio Cuiabá, a 145km de Cuiabá, capital de Mato Grosso, o hotel Sesc Porto Cercado é a melhor opção para quem deseja ter contato com a vida pantaneira de uma maneira confortável e segura. A diretora do Sesc Pantanal, Christiane Caetano, reforça que o hotel é uma maneira de atrair o turista e que, a partir daí, eles realizam o trabalho de conscientizar os visitantes sobre a grandeza do local. “Sem o hotel ficaria muito mais difícil demonstrar a importância da preservação do Pantanal”, afirma.

 

Os turistas que visitam o hotel e a reserva são surpreendidos com diversas atividades que unem lazer à ecologia. Os hóspedes podem fazer passeios a cavalo, experimentar o contato com jacarés, participar de passeios pelo rio Cuiabá e outras atividades como arvorismo, trilhas ecológicas, passeios de bicicleta,  arco e flecha, passeios fluviais para ver o alvorecer, entre outros. Os preços são em uma média de R$ 50, mas há passeios gratuitos, como o arvorismo, e alguns não chegam a R$ 10.


O hotel está localizado no coração do Pantanal e a cidade mais próxima fica a 45 km de distância. Por isso, funciona com serviço de pensão completa. O preço da diária é diferente para aqueles que são associados à rede do Sesc.

A gastronomia é baseada nos pratos típicos da região, com o objetivo de valorizar a cultura local. Muitos dos ingredientes usados são frescos, naturais e orgânicos. E a maioria deles cultivados na reserva. O chef explica que, em média, são produzidos 180 kg de alimentos na baixa temporada e 300 kg nos meses de alta rotatividade.

Serviço
Para beneficiários do Sesc, os preços da categoria mais simples são: R$ 173 para quarto individual, R$ 138 para o duplo. Quem não possui vínculo paga R$ 346 (individual) e R$ 276 (duplo). Há opções de quartos mais completos e a opção day use para passar só o dia no complexo.

 

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

» Personagem da notícia
Pai das borboletas

Há 18 anos, o pantaneiro de nome típico brasileiro deixou a lida nas fazendas e a atividade com o gado pela delicadeza das borboletas. João da Silva, o João do borboletário, garante que a troca mudou a vida completamente. “Hoje em dia, eu descobri uma sensibilidade que antes eu pensava que não tinha".

 

» Projetos 

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

Cobra pra que te quero

Além do hotel, diversos pequenos projetos são desenvolvidos com a ajuda de pesquisadores vindos de diferentes lugares do país com o objetivo de estudar e compreender cientificamente o funcionamento do bioma. Um deles é voltado para as sucuris, mais especificamente a sucuri-amarela.

 

O pesquisador Fábio Fogaça trabalha com os ribeirinhos para conscientizá-los da importância do animal para o ecossistema. A sucuri é um ser místico, embora as pessoas se sintam ameaçadas e assustadas pelas histórias trágicas envolvendo a cobra. Na verdade, muitas delas correm risco de morte, caso surjam nas propriedades dos moradores. Os cientistas procuram mostrar a importância da cobra para o meio ambiente e para a cadeia alimentar de diversos animais.

 

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

Asas coloridas
Outro importante projeto local é o borboletário. É um dos mais envolventes, com a participação dos habitantes da região. As famílias que moram em Poconé, cidade próxima à reserva, têm como dever cuidar dos ovos das borboletas e, depois de nascidas, entregá-las em seu novo lar, o Sesc. Elas recebem um incentivo de R$ 850 por mês pela atividade. O compromisso e a responsabilidade pela vida de seres tão frágeis, mais que a remuneração mensal, transformaram a comunidade local. Há muitos relatos de vidas que foram mudadas por intermédio dessa ação.

 

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