AVENTURA

Aproveite a Chapada dos Veadeiros com muita emoção e faça o famoso trekking

Julho é o mês indicado para fazer a travessia das Setes Quedas, o maior trilha do parque nacional, que é apropriada para quem tem bastante resistência física e gosta de uma boa aventura.

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postado em 27/07/2017 10:00 / atualizado em 26/07/2017 17:59

 

Seu Mochilão/Reprodução


Quem deseja unir aventura a belíssimas paisagens, o trekking da Chapada dos Veadeiros é o maior desafio. São 23km que devem ser percorridos em dois dias. A trilha passa por diversas cachoeiras e cenários encatadores do cerrado brasileiro. Para realizar o trekking, é preciso marcar uma data no site www.ecobooking.com.br. O analista ambiental Fernando Rebelo explica que é um passeio muito bonito, mas infelizmente não é  uma caminhada para todos.” É preciso ter muito condicionamento físico para fazer a trilha. Por ser muito longa e por ter muita pedra no caminho, não são todas as pessoas que conseguem. Por isso, é preciso estar disposto, mas todo o esforço vale a pena.”

 

A caminhada passa por diversas cachoeiras pequenas e, no fim do dia o visitante deve ficar num acampamento para dormir e seguir viagem no próximo dia. O mês de julho é ideal para fazer o passeio, tendo em vista que não há trombas d’água. É preciso se planejar e agendar a visita com antecedência, pois há um limite de pessoas por dia. O valor é de R$ 18. Para mais informações sobre o trekking, acesse o site do ecobooking e  o Guia do Visitante das Sete Quedas, no site do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

 

» O olhar de quem foi

 

“Experiência maravilhosa”

Fiz a reserva pelo site www.ecobooking.com.br com algumas semanas de antecedência. Reservei a travessia de domingo para segunda (16 e 17 de julho). A dica é pagar o boleto de R$18 por pessoa antes de chegar ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Não contratei guia e fui acompanhada do meu namorado. Apesar de ter feito várias trilhas e ido a várias cachoeiras, nunca tinha feito uma de 23km e ainda dormido no meio dela. Os principais pontos positivos são as orientações: a trilha é muito bem sinalizada e facilmente autoguiada, além de tudo ser limpo e bem cuidado.


A noite estrelada é o ponto forte, uma visão inesquecível. Os pontos negativos são o tamanho do trajeto e o peso da mochila (tem que levar muita coisa que pesa bastante). Mas todo o esforço vale a pena e faz parte do desafio. A maior desvantagem é que não há serviço para retorno no fim da travessia para São Jorge (você termina a trilha no meio da BR, a cerca de 12km da cidade). Um funcionário do parque me informou que fazia o serviço por fora, mas cobrava R$ 80 para buscar. Achei abusivo o preço cobrado por ele, bem como por outras empresas, tendo em vista que são apenas 12km, por isso preferimos pegar carona de volta para São Jorge e foi bem rápido e tranquilo: isso faz parte da cultura do local. A experiência foi maravilhosa. Bastante cansativa, mas a vista compensou.

Arquivo Pessoal

No primeiro dia, fizemos 17km de caminhada até chegar ao espaço para camping. Há uma parte que cruza o Rio Preto, onde nos abastecemos de água; depois fizemos 8km direto até o camping sem água. A 300m do camping estão as Sete Quedas — muito bonitas e com águas bem limpas. Passar a noite no parque foi bem diferente, sem energia elétrica ou água encanada. Levamos um fogareiro para cozinhar macarrão instantâneo à noite e o banho foi de rio. A noite foi bem fria dentro da barraca. No segundo dia, fizemos 6km de trilha até o fim da travessia (terminamos por volta do meio-dia). Para fazer a trilha, não é preciso ser atleta ou algo do tipo, pois ela é tranquila e não tem grandes dificuldades, porém é necessário ter um condicionamento físico razoável para conseguir fazer os 23km nos dois dias, além de ter condições de carregar a mochila pesada. Recomendo a todos que gostam de aventura e não têm frescuras.”

 


Marília Mesquita, psicóloga, 26 anos, fez a travessia das Sete Quedas na Chapada dos Veadeiros 

 

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