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Que horas são? Descubra nos relógios mais impressionantes do planeta

O famoso Big Ben, em Londres, ficará sem funcionar por quatro anos para manutenção. Outros relógios de destaque pelo mundo, localizados em espaços públicos, contam e criam história

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postado em 01/09/2017 10:00 / atualizado em 30/08/2017 18:23

Justin Tallis/AFP

O tempo importa muito em uma viagem. Chegar atrasado para participar de um evento, entrar em museus, concertos e shows ou perder um voo são perrengues a que todo viajante está sujeito. Mas prever a passagem das horas para, de alguma maneira, controlar o tempo é uma obsessão que extrapola o contexto de viagens. Faz parte da natureza humana desde a Antiguidade. Os relógios, símbolo dessa ambição humana, já tiveram várias versões — de sol, de água, de quartzo — e seguem intactos mesmo após as guerras mundiais.


Algumas cidades têm uma estreita relação com o tempo. Nelas, os relógios estão em evidência e são considerados monumentos. No topo de torres, em cima de pontes e em prédios históricos, construídos com todo tipo de material, inclusive flores, e ornamentados por esculturas que se movem a cada hora, eles são motivo da visita de gente do mundo inteiro.

 

Arquivo Pessoal
 

Pontualidade
O Big Ben, em Londres, é um clássico cujas badaladas são ouvidas desde 1856, na Elizabeth Tower, torre do Palácio de Westminster — sede do governo do país. Além de ser um local por onde turistas e moradores passam com frequência, ele simboliza uma característica dita típica dos londrinos — a pontualidade. “Dá para perceber isso no transporte público, que sempre chega na hora e tem uma tela informando quantos minutos o metrô vai demorar para chegar. Em Londres as pessoas são muito pontuais”, relata a estudante Laura Barros Alves, 18 anos, que foi à capital do Reino Unido no ano passado e conheceu o Big Ben.

“O relógio é lindo, o mais bonito que já vi! Ele chama a atenção, mas confesso que é menor do que nas fotos. O lugar é extremamente cheio, principalmente no verão, mas é possível tirar fotos tranquilamente”, avalia. Sobre as badaladas, a estudante destaca o volume. “O som é muito alto, como se fosse de uma igreja.”

 

 Ela aproveitou que estava por lá para fazer uma visita guiada dentro do Palácio de Westminster. “Recomendo muito esse passeio. Você pode ver as salas do Legislativo, onde tem a Câmara dos Comuns e a Câmara dos Lordes, e saber a história da rainha Elisabeth”, lembra. “O ideal é comprar o ingresso pela internet e já agendar o dia e horário. É muito interessante, porque você entende a política de um país, as leis e como tudo funciona”. Conheça outros relógios célebres pelo mundo.


» Para saber mais
Pausa para restauração

Em funcionamento desde 1856, o Big Ben parou de funcionar em 2007 e entre 1983 e 1895, para manutenção. Em 21 de agosto deste ano, deu sua última badalada. O silêncio vai durar quatro anos, período em que a Elizabeth Tower, a esfera, as campainhas e outros mecanismos serão restaurados.  Atualmente, para chegar ao topo da torre é necessário subir 334 degraus. A reforma inclui a construção de um elevador. Informações: www.parliament.uk/visiting/visiting-and-tours.

 

PeJo/Wikimedia Commons
 

Relógio Astronômico de Praga (República Tcheca)

Conhecido como Orloj, fica na Praça da Cidade Velha. Construído entre os séculos 15 e 16, é composto por um mostrador astronômico que indica a localização do Sol, da Lua e dos trópicos no céu. Além dela, há a Caminhada dos Apóstolos, um show que acontece a cada hora do dia. Nele, é possível ver as figuras dos seguidores de Jesus Cristo e outras esculturas em movimento. O terceiro elemento é o anel do zodíaco. O relógio tem informações sobre a Antiga Hora Boêmia (da era medieval), mostrada em números góticos, além da Hora da Europa Central e de um esqueleto — representação da vida.

Jebulon/Wikimedia Commons

Rathaus-Glockenspiel (Alemanha)
Localizado na Marienplatz, praça que concentra boa parte dos atrativos de Munique, o Carrillon (como também é conhecido) oferece um espetáculo cênico todos os dias — às 11h, ao meio-dia e às 17h (no verão). A musicalidade fica por conta de 43 sinos e 32 personagens articulados, que se movem de acordo com o ritmo por 15 minutos. É a encenação do casamento entre o Duque de Wilhelm e Renata de Lorena. Os cavaleiros de azul e branco simbolizam a Bavária, e os de vermelho e branco, Lorena. Um galo de ouro, no topo do relógio, canta três vezes e bate asas para marcar o fim da performance.

Simplesmente Paris/Reprodução

Relógio do Palácio da Justiça (França)
O relógio mais antigo de Paris tem ouro 24 quilates e duas coroas da Polônia e da França (usadas por Henry III) na sua composição. O original foi destruído e substituído em 1585, a pedido do mesmo rei. A versão atual tem flores-de-lis como símbolo da monarquia e duas figuras humanas que representam a Lei e a Justiça. O relógio fica na Conciergerie — primeiro palácio real francês e antiga prisão da capital. Abaixo das horas, cujo centro é o Sol, é possível ler, em latim: “esse mecanismo que divide o tempo em 12 horas perfeitas te convida à administração da justiça e ao respeito das leis”.

Viajando na Janela/Flickr

Relógio de Flores (Chile)
Em uma praça pública da região de Caleta Abarca, em Viña del Mar (a 120 km de Santiago), uma das atrações mais famosas é um relógio-jardim, inaugurado em 1962 para a Copa do Mundo, quando a cidade foi uma das sedes. Os ponteiros medem três metros de comprimento cada um. As flores têm até dez centímetros de altura e desabrocham o ano inteiro, graças ao clima local, parecido com o do mediterrâneo. O relógio funciona de acordo com um sistema de satélite combinado a um mecanismo eletrônico. Quem passa por ele pode ouvir músicas diferentes a cada 15 minutos, tocadas por sinos.

Stan Harris/Flickr

Relógio Âncora (Áustria)

Além de icônico, é resiliente — o relógio construído entre 1911 e 1914 está intacto mesmo após os bombardeios de duas guerras mundiais. Projetado no estilo art nouveau, homenageia personagens importantes da história do país. A cada hora, um deles aparece acompanhado de uma música de fundo. As badaladas do meio-dia são as mais aguardadas pelos turistas, que se reúnem debaixo de uma ponte próxima, por onde as doze personalidades do relógio se movem juntas — ao som de músicas clássicas de várias épocas. Para ver o espetáculo, vá à Praça Hoher Markt, em Viena. 

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