MONUMENTO

Muito além do cartão-postal: conheça a história do Cristo Redentor

A Sétima Maravilha do Mundo é um dos locais mais visitados no Brasil. O que poucos sabem é que existem várias réplicas em cidades brasileiras e pelo mundo.

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postado em 06/09/2017 20:00 / atualizado em 08/09/2017 13:18

RioTur Eventos/Flickr


Rio, você foi feito pra mim Cristo Redentor Braços abertos sobre a Guanabara Este samba é só porque Rio, eu gosto de você

(Samba do avião, Tom Jobim)

 

De braços abertos no alto do Corcovado, o Cristo Redentor abraça os moradores e turistas de todo o mundo que visitam o Rio de Janeiro. Inaugurado em 12 de outubro de 1931, o monumento se tornou um símbolo nacional e o principal ícone da imagem brasileira no exterior. Esculpida em pedra-sabão, a estátua tem 38 metros de altura, sendo 8 metros do pedestal, 28 metros de envergadura e pesa 1142 toneladas. Uma das Sete Maravilhas do Mundo Contemporâneo, levou cinco anos para ser construída e pouco tempo para cair nas graças de todos os que a conhecem. É a terceira maior escultura de Jesus Cristo do mundo. Depois da sua criação, inúmeras réplicas foram feitas em sua homenagem.

O Cristo Redentor surgiu no sonho do padre Pedro Maria Boss que, em 1859, pretendia homenagear a princesa Isabel com uma escultura religiosa em cima do morro do Corcovado. Passados 53 anos, em 1912, o sonho começou a tomar forma quando o Cardeal Dom Joaquim assumiu as rédeas do projeto. No início, o Pão de Açúcar, o Corcovado e o morro de Santo Antônio estavam na disputa para receber a escultura. Em 1921, o Corcovado foi escolhido por ter uma vista melhor da cidade e por ser maior. As obras começaram, de fato, em 1926.

A imagem do Cristo nasceu nos traços do desenhista brasileiro Carlos Oswald e ganhou forma a pelas mãos do escultor francês Paul Landowsky. A execução do projeto ficou a cargo do engenheiro Heitor da Silva Costa. Principal ponto turístico da cidade, recebeu visitas ilustres, como o papa João Paulo II, o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, e a princesa Diana. Aos pés da escultura gigantesca, que recebe muitos pagadores de promessa, é possível realizar casamentos, contemplar a vista do Rio de Janeiro ou simplesmente desfrutar de um cenário de paz e beleza.

A redentora


Isabel Cristina Leopoldina de Bragança foi a segunda filha do imperador D. Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina. Ela foi regente do império por três vezes, casou-se com o francês Luís Gastão de Orleans, o conde D’Eu. Antes de assinar a Lei que aboliu a escravatura no Brasil, foi responsável por atos importantes como a liberdade dos filhos dos escravos, com a Lei do Ventre Livre, a naturalização de estrangeiros, a relação comercial com países vizinhos e determinou o primeiro recenseamento do império.

 

A visita fica na lembrança 

 

Carol Favre/Flickr


Ao longo dos seus quase 86 anos de vida, o Cristo Redentor atraiu centenas de milhares de visitantes. Durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, bateu o recorde ao receber 20 mil visitas em um só dia. A média diária de visitantes é de 5,5 mil. Ir ao Rio de Janeiro e não visitar o Cristo Redentor é como ir a Paris e não visitar a Torre Eiffel, ou ir a Nova Iorque e não conhecer a Estátua da Liberdade.

A estudante Ana Carla Vasconcelos, 22 anos, diz que, além da beleza, o Cristo Redentor transmite paz. “Minha primeira visita ao Cristo Redentor ocorreu em 2013, quando fiz uma viagem curta ao Rio de Janeiro para passar o réveillon e aproveitei para conhecer o monumento. Apesar dos obstáculos que existem para chegar ao topo do morro, valeu muito a pena, pois a sensação de estar ali tão perto dele, e de poder apreciar a paisagem incomparável do Rio de Janeiro, em uma visão ampla e total, supriu e superou toda e qualquer expectativa que eu tinha. Com toda a certeza, é um local que voltarei em breve; não só por ser um cartão-postal brasileiro, como pela energia positiva, alegria e paz que é possível sentir estando aos pés do Cristo”, afirmou ela.

Arquivo Pessoal
Maria Fernanda Pereira, 25 anos, não teve a mesma sorte. Embora tenha programado a visita no período de alto verão, em janeiro, teve a visita prejudicada por uma forte neblina que cobriu o Cristo Redentor. Além disso, a grande quantidade de turistas provocou uma espera de seis horas para subir o morro a bordo do bondinho”. No Corcovado existe uma estrutura que permite esperar a sua vez com conforto. Lá há restaurante, bares, uma lojinha e a linda vista”, explicou. A administradora, no entanto, não ficou triste. “Estar naquele lugar é compensador de qualquer forma e parece que toca as nossas almas. É um lugar indescritível, realmente uma maravilha. Quem já conhece, quer ir sempre. Vale a pena todo o esforço.” (LR)

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Horário de Funcionamento: todos os dias, das 8h às 19h Ingresso: R$ 28,00 em baixa temporada e R$ 41,00 na alta temporada Quando ir: procure ir em dias ensolarados, que não tenha neblina. Dessa maneira, poderá contemplar a vista panorâmica do Rio de Janeiro.

 


*Estagiária sob supervisão de Taís Braga 

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