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Conheça as melhores cidades do mundo para praticar o surfe

Basta uma prancha, uma mochila e muita disposição para criar um roteiro de desafios. Fique por dentro de algumas cidades ao redor do mundo que são a mistura perfeita de ondas ideais e energia positiva.

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postado em 13/10/2017 10:00 / atualizado em 11/10/2017 16:10

Emilien Andireux/CB/D.A Press

 

Segundo o dicionário Aurélio, o surfe é uma “prática esportiva que consiste em deslizar sobre prancha na crista de uma onda até a beira-mar ou passar por baixo ou dentro dela”. Para Harley Alves, surfista desde os 9 anos, surfar é muito mais do que isso. Segundo ele, o esporte é um aprendizado constante. Nascido em Brasília, o empresário de 21 anos conta que, através do surfe, se descobriu pessoalmente e profissionalmente. “Todo dia é um dia, você conhece novas manobras, praias, pessoas e pensamentos. Sou quem eu sou devido ao surfe”, reflete. O surfista profissional Antônio de Souza, 27 anos, foi um pouco além: para ele, pegar ondas é um estilo de vida. “O esporte é o meu trabalho, meu lazer e minha paz”, ele define.


Morar em Brasília e ser apaixonado pelo universo do surfe não foi um problema para Harley. A cada temporada que ele passava em Maracaípe, em Pernambuco, o jovem se sentia mais conectado ao estilo de vida que o esporte lhe proporcionava. Ao voltar para a capital se encontrava um pouco limitado, pois, além da cidade não ter praia, as pessoas não se interessam pelo surfe. “Eu gostava muito de falar sobre o assunto, até que me deram a ideia de fazer um canal para falar sobre o esporte. Comecei no Twitter, fiz um site e hoje tenho mais de 89 mil seguidores no Instagram. Atribuo o meu sucesso profissional ao surfe”, afirma. Para ele, falar sobre o esporte nas redes sociais foi uma maneira de estar em contato com a maresia. Atualmente Harley possui a sua própria produtora de vídeos e mora em São Paulo, mas admite que a sua maior saudade não é Brasília. “A minha cidade do coração é Maracaípe. Já viajei para outros picos para surfar, mas nada se compara com a minha casa”, fala, com carinho.

 

Arquivo pessoal
 

 

Não se sabe ao certo a origem do surfe, mas alguns historiadores afirmam que surgiu nas Ilhas Polinésias. Acredita-se que, quando os nativos saíam para pescar, eles deslizavam os barcos através das ondas para voltar mais rápido à terra firme. Com o passar do tempo, essa atividade se tornou hábito entre aquelas civilizações. Outras teorias defendem que foi no Havai que o surfe se tornou uma cultura. Os reis da ilha passaram a praticar o esporte com pranchas feitas de madeira retiradas de árvores locais. Porém, com a chegada dos europeus, o surfe, assim como todos os traços culturais dos nativos, foi transformado. O esporte só ressurgiui no início do século 20 — em meados de 1920, vieram os primeiros campeonatos nos Estados Unidos, na Califórnia.


No Brasil, os primeiros praticantes de surfe surgiram na cidade de Santos, na década de 1930, mas o esporte só se popularizou nos anos 1940, durante a Segunda Guerra Mundial. No período, o Rio de Janeiro serviu de base naval dos aliados e recebeu a visita de americanos que trouxeram as suas famosas pranchas, e isso fortaleceu a prática do esporte na então capital do Brasil — nos anos 50 as praias cariocas já estavam lotadas de surfistas aos finais de semana. O surfe brasileiro está no seu melhor momento, com muitos jovens talentos sendo descobertos pelo mundo afora. Adriano de Souza, Filipe Toledo e Gabriel Medina são os brasileiros com as melhores posições no Circuito Mundial de Surfe (veja quadro), nas posições 6, 7 e 8, respectivamente.


O surfista profissional Antônio de Souza, 27 anos, trocou a bola de futebol pela prancha aos 7 anos. Ele e os amigos passavam a tarde surfando, aprendendo manobras e conhecendo pessoas diferentes. Para ele, a melhor praia para surfar é Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha. “Além das ondas incríveis, as pessoas foram muito hospitaleiras. Surfar com aquela paisagem como cenário foi inesquecível”, relembra. Agora, o jovem pretende conhecer, no ano que vem, as praias da Indonésia, que, segundo ele, “é o paraíso de qualquer surfista”.

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Fique ligado nas cidades que sediarão as próximas fases do Circuito Mundial de Surfe:

Calendário masculino
France Por (FRA) — de 3 a 14 de outubro
Portugal Pro (POR) — de 17 a 28 de outubro
Pipeline (HAV) — 8 a 20 de dezembro

Calendário feminino
France Pro (FRA) — de 3 a 14 de outubro
Maui Pro (HAV) — de 25 de novembro a 6 de dezembro


> Saiba mais

As linhas do surfe são:

Clássica — dá mais importância ao estilo em detrimento da força.
Moderna — dá mais importância à força e a radicalidade do que ao estilo

As manobras mais radicais do surfe são:
Tubo — o surfista fica envolto pela onda, “dentro” dela.
Aéreo — o surfista usa a onda como rampa, alçando voo e “pousando” novamente sobre a água.

 

Aqueles que amam uma boa massa sabem que o melhor lugar para consegui-las é na Itália. Os viciados em mangá vão visitar o Japão para entrar no mundo dos quadrinhos. Para quem gosta de uma boa festa, Las Vegas é a cidade perfeita. Já para os surfistas, a situação é mais animadora: não existe apenas um lugar ideal para o surfe. Turismo selecionou algumas das cidades preferidas dos amantes do esporte. Pegue o protetor solar e venha com a gente!

 

Florianópolis, Brasil

Dircinha/CB/D.A Press


Com mais de 100 praias — se considerar a parte continental e a ilha — a cidade possui um forte senso de preservação da natureza. Para os amantes do surfe, não existe combinação melhor. As épocas do ano perfeitas para pegar ondas são entre março e maio e também em meados de setembro e novembro.

 

Biarritz, França

José María/CB/D.A Press


Pulamos para a França, onde os amantes de surfe podem se encontrar com os fãs de um bom vinho. Por ficar no sudoeste do país, Biarritz tem a vantagem de não ser muito fria no inverno nem muito quente no verão, graças aos ventos que recebe do oceano Atlântico e dos Pireneus. Considerado o “berço do surfe na Europa”, o lugar é perfeito para os surfistas de plantão.

 

Oahu, Havaí

 Beez/CB/D.A Press


A praia de Pipeline, localizada no norte da ilha de Oahu, é o sonho de consumo de surfistas do mundo inteiro, mas ondas grandiosas só são indicadas para profissionais. Em dias normais, as ondas atingem 6 metros de altura, e mais de 20 metros em dias especiais, quebrando em águas rasas com muitos corais pontiagudos. Se tiver coragem de conhecer o mar agitado de Pipeline, aproveite e vá até Honolulu, capital do Havaí, que fica a 60km da famosa praia.

 

Jeffreys Bay, África do Sul

Ryno du Plessis/CB/D.A Press

 

Conhecida como “paraíso dos surfistas”, a cidade sul-africana de Jeffreys Bay é famosa por suas ondas tubulares, que podem chegar a mais de 300 metros. Quando chegar à cidade, não se esqueça de visitar a Paradise Beach, que está localizada a 7 km do centro.

 

 

Gold Coast, Austrália

Mike Robertson/CB/D.A Press


Todo surfista de carteirinha já ouviu falar desse paraíso, que oferece mais de 70 km de praia.  A cidade possui muitos picos de surfe, entre eles, o famoso Superbank. E lembre-se: quando estiver em Gold Coast, visite o bairro de Surfers Paradise, que possui uma infinidade de bares, boates e casas noturnas.

San Clemente, Estados Unidos
Eric/CB/D.A Press

 

Claro que a Califórnia não poderia ficar de fora da lista. Escolhemos a praia de Trestles, em San Clemente, porque ela é a preferida dos turistas. Sempre lotada em qualquer dia da semana, não estranhe se em plena segunda-feira você encontrar centenas de surfistas curtindo uma onda por ali. E lembre-se, quando for a Trestles não deixe, de pegar uma onda em Lowers, onde acontecem diversos campeonatos de surfe.


Bali, Indonésia

Olivier Grende/CB/D.A Press


A ilha mais procurada pelos turistas oferece paisagens espetaculares e é um prato cheio para os surfistas: é perfeita para quem está começando a praticar e também para os veteranos. Com várias praias e ondas dos mais variados tipos. Se você for um profissional, visite a praia de Dreamland. Para os intermediários, a praia de Kuta é mais indicada. E para aqueles que acabaram de começar, a praia de Batu Bolong é o lugar perfeito para treinar. 

 

* Estagiária sob supervisão de Taís Braga 
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