NORUEGA

Descubra os encantos da Noruega, país que vai além dos fiordes

Paisagens exuberantes, povo gentil e hospitaleiro, culinária deliciosa e muitas opções de passeios. O país conquistou brasileiros

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postado em 18/10/2017 20:00 / atualizado em 18/10/2017 17:42

Ana Maria Campos/CB/D.A Press
Os brasileiros descobriram a terra dos vikings. É isso mesmo. Até bem pouco tempo considerado um destino inusitado, a Noruega está se tornando uma escolha de turismo de quem vive por aqui. Passeando por Oslo e até na pacata Åslund, a capital do bacalhau, já se esbarra com muitos turistas falando o nosso português.


O país dos fiordes, do sol da meia-noite, da aurora boreal e de paisagens exuberantes, sem dúvida, é um roteiro a se incluir na lista dos lugares a visitar. Tudo bem que é uma viagem para abrir o bolso. Uma garrafinha de água mineral sem gás no hotel pode sair a 45 coroas, o equivalente a R$ 18, pouco menos da metade do que custa um shot de Aquavit, a bebida típica do país, destilada de batatas, cereais e ervas.

Oslo figura entre as cidades mais caras do mundo em todos os rankings que avaliam custo de vida. Eles são ricos graças ao petróleo e à exportação de bacalhau e de outros peixes e frutos do mar — grande parte da produção para o Brasil. Mas dizem que quem converte não se diverte. Então, o jeito é aproveitar a vista. Vale a pena. O visual é de tirar o fôlego. A Noruega é um país com 324 mil metros quadrados, um pouco maior que a Itália, recortado por 5 mil ilhas e mais de mil fiordes. O maior, Sognefjorden, tem 204 quilômetros de extensão. Um dos mais belos é o de Geiranger, com cachoeiras nos paredões das montanhas. Na Noruega, também é possível caminhar sobre geleiras ou apenas admirá-las como parte da beleza natural.

Dados do governo norueguês revelam o interesse pela Noruega. Na alta temporada, em julho deste ano, o total de noites em acomodações utilizadas por brasileiros visitando o país foi de 12.323. Mais do que o dobro do registrado no ano passado, quando ficou em 5.811. De janeiro a julho deste ano, esse número chegou a 38.021, mais do que todo o ano anterior (35.582), quase o total de 2015 (39.929). Há 10 anos, os brasileiros não passavam mais do que 10 mil noites no Reino da Noruega.

Esse lindo país tem atraído também imigrantes. Hoje representam 16% dos 5,2 milhões de noruegueses. Por que tanto interesse por um país gelado, em que a temperatura média no auge do verão varia entre 15° e 20°? Neste ano, em apenas três dias o calor chegou a 25°. Motivos não faltam. A Noruega, além de linda, é segura, tem um povo gentil e oferece muitas opções para quem curte a natureza, gosta de trekking, hiking, ski, pedal e até de surfe.

Para quem não está disposto a praticar esportes também há muitas atrações. A culinária é divina e sofisticada. Não faltam museus, como o de Munchen que ganhará nova sede em Oslo, o Vikingskipshuset com barcos vikings originais, ou o Vigeland Park, com esculturas espalhadas pelo jardim. Os hotéis oferecem spa com vista para o paraíso: fiordes, geleiras e montanhas.

Aqui vai uma dica: se viajar no verão, não deixe de levar uma sombrinha. Chove muito. Mas os noruegueses parecem não se importar. Põem uma capa e saem para passear tranquilamente com os cachorros, que, em geral, também não se incomodam com o pelo molhado. O país dos Trolls — figura nórdica que faz parte do folclore — tem uma excelente qualidade de vida. O índice de desemprego é baixo, não passa de 5%. Quer mais um motivo para visitar a Noruega? Com certeza, suas fotos vão arrasar nas redes sociais.


Conheça:

População:
 5.214.000

Imigrantes e descendentes: 848.200

Capital: Oslo

Línguas: norueguês, mas o inglês é quase uma segunda língua

Moeda: coroa norueguesa

Visto: não precisa

Fuso: 5 horas a mais que Brasília

 

O projeto de revitalização do porto inclui também a construção de uma área com restaurantes à beira-mar. Um argentino diria que é o Puerto Madero de Oslo. A região Aker Brygge e Tjuvholmen é cheia de restaurantes, com opções para todos os gostos. É uma tentação para quem adora lagostas, camarões, mexilhões e peixes. E, claro, não faltam opções de bacalhau. A sopa de peixes é entrada em todo restaurante de Oslo.

 

Mas, para quem gosta de mercados gourmet no estilo Eataly, de Nova York e São Paulo, vale a pena almoçar no Mathallen. Além de restaurantes de várias especialidades, há queijos, doces, sorvetes e cafés. Pense num povo que gosta de café! São os noruegueses.

No Vulkan Fisk, tem o velho e conhecido Fish n’chips, mas, para quem quer fugir do óbvio, a sugestão é se aventurar nos frutos do mar. O ouriço cru é exótico, não chega a ser gostoso. Boa mesmo é a pata de caranguejo que o chef Oyvind Glorstad joga vivo na panela.

Mas nem só de comidas do mar se faz uma boa refeição norueguesa. Não dá para ir a Oslo e deixar de provar o salame de rena.  Vende em qualquer supermercado e até em lojas de souvenirs para turistas. Muito comum também é o caviar em pasta. Gosto forte, uma delícia para passar no pão.  (AMC)

Museu Vicking  

Ana Maria Campos/CB/D.A Press

 

As histórias dos conquistadores vikings estão no nosso imaginário com as cenas de guerreiros loiros, com barcos de madeira e capacetes com chifres. Quem se interessa pela história não pode deixar de visitar o Museu Viking, que exibe três barcos originais usados em cerimônias fúnebres de seus donos no século IX.

 

Bem conservados, os barcos foram encontrados enterrados com várias peças que pertenceram aos vikings. Mas os guias de Oslo contam que esses guerreiros nunca usaram chifres. O resto da história é real. Um vídeo conta detalhes sobre a construção dessas embarcações e mostra o trajeto que esse povo viajou em busca de riquezas e expansão.

 

Ana Maria Campos/CB/D.A Press
Parque Vigeland 
É um museu a céu aberto, espalhado no parque. A exposição tem 212 esculturas de bronze e granito de pessoas nuas. São homens, mulheres, casais, crianças, velhos e jovens. Cada uma revela uma cena do cotidiano, com sentimentos como amor, compaixão, raiva, paixão, alegria, carinho e tristeza. Ao longo de uma fonte, as figuras representam o ciclo da vida, do nascimento à morte.


Todas as obras são do escultor norueguês Gustav Vigeland (1869-1943). Uma das esculturas, a de um menino com cara de raiva, virou símbolo de Oslo e é a mais fotografada pelos turistas. Existe uma superstição de que tocar na mão do garoto irado dá sorte. Resultado é que ela já está se desgastando, uma vez que o Vigeland é uma das atrações mais populares da cidade.


Para comer bem:
www.sanguinebrasserie.no/english
www.sjomagasinet.no/english

 

* A jornalista viajou a convite do Innovation Norway e do Conselho Norueguês da Pesca

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