Capital da Noruega, Oslo é um canteiro de obras: cidade não para de crescer

Em meio ao cenário deslumbrante da natureza e as maravilhas da arquitetura, destacam-se os guindastes. Cidades é um canteiro de obras

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postado em 19/10/2017 10:00

Ana Maria Campos/ CB/ D.A Press


Impossível apreciar o skyline da orla de Oslo sem se deparar com um guindaste. A capital da Noruega é a cidade da Europa que mais cresce desde o início dos anos 2000. De lá para cá, a população, hoje de 660 mil habitantes, teve um acréscimo de 30%, grande parte de imigrantes em busca de qualidade de vida. No turismo e na cultura, não é diferente. A cidade está em constante desenvolvimento para se tornar ainda mais atrativa para os moradores e visitantes.



Entre paisagens exuberantes, há maravilhas da arquitetura. Para 2020, espera-se a inauguração de um novo museu dedicado ao pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944), um dos precursores do expressionismo alemão. O prédio vai abrigar todo o acervo do artista, incluindo 28 mil peças, entre pinturas, esculturas, fotografias e gravuras. Hoje é possível conhecer parte da obra do pintor idolatrado na Noruega no Munch Museum, mas a mostra não é permanente. Num espaço reduzido, as exposições variam ao longo do ano. Há muito mais a exibir.

E não espere encontrar no museu que hoje leva o nome do artista de O Grito, uma das pinturas mais famosas do mundo, motivo de orgulho na Noruega. A obra, que tem como pano de fundo o fiorde da cidade, está exposta na Galeria Nacional de Oslo. Sem problemas, essa é uma outra atração para quem gosta de arte, com quadros de Renoir, Manet, Monet e Picasso.

O novo museu de Munch está sendo erguido perto da Ópera e Ballet de Oslo, um edifício que chama a atenção pela arquitetura moderna, como parte da transformação de Bjørvika, zona industrial na margem do fiorde, num projeto de revitalização que mudou a cara do porto. Na Ópera, além dos espetáculos, vale a pena visitar o monumento, principalmente à noite, para apreciar a vista do fiorde no topo do prédio. Quem vê de fora, tem a impressão de que o monumento surge de dentro da água. Mas por dentro é tão bonito quanto.

A Ópera e Ballet de Oslo tem uma programação de espetáculos musicais e apresentações de dança em três salas, sendo a principal com 1.369 assentos. O topo e o foyer também são palco de concertos, como o de Justin Bieber, em 2012. Uma dica é pegar uma boa mesa no restaurante Sanguine Brasserie, da Opera, curtir frutos do mar e o ambiente agradável.

 

O Grito

Nasjonalmuseet/Divulgação

A obra mais conhecida do artista norueguês Edvard Munch, criada na Alemanha, é uma série de quatro pinturas a óleo sobre tela. Nela, uma figura com expressão de desespero é retratada na doca de Oslo, ao pôr do sol. O Grito foi pintado em Berlim, na Alemanha, em 1893, onde o pintor se estabeleceu. O trabalho original foi feito em óleo e pastel sobre cartão e é o que está exposto na Galeria Nacional de Oslo.

 

Ana Maria Campos/ CB/ D.A Press
O paraíso está a cinco minutos 

Dos fiordes para o topo das montanhas, em cinco minutos. Essa é a nova aventura oferecida aos visitantes da pequena vila de Loen, no município de Stryn. Inaugurado em maio, com a presença do casal real norueguês, o Loen Skylift oferece uma vista estonteante do fiorde de Nord e do Parque Nacional Jostedalsbreen, com suas exuberantes geleiras, montanhas e águas azuis do Lago Loen.

Loen é um vilarejo encrustrado no meio das montanhas, ponto de saída para várias atividades. A 1011 metros de altura, na estação da montanha, o visitante tem algumas atrações a curtir. Além do visual, que já vale uma boa parada para contemplação, o local oferece o Hoven, restaurante com boa comida e vista para o paraíso. Vale a pena pedir uma taça de vinho ou uma cerveja e pegar uma das mesas em frente ao fiorde. Uma opção para almoço é o hambúrguer com abacaxi e abacate, acompanhado de batata-doce frita.

Mas não dá para ficar apenas parado admirando a natureza. A estação dispõe de trilhas, de 1,9 km a 7,9 km, para caminhadas nas montanhas, inclusive para quem tem dificuldades de locomoção. No percurso, há lagos formados entre as pedras pelo degelo e uma vista do outro lado da cidade, com mais belezas. Esse é um passeio para ser feito principalmente no verão. No fim da estação, a temperatura já é baixa para os padrões brasileiros, em torno de 10°. No inverno, é hora de esquiar ou praticar snowshoeing, caminhadas com raquetes na neve.

No Alexandra Hotel, o mais tradicional de Loen, 4 estrelas, dá para relaxar depois das trilhas, na piscina aquecida. O local é privilegiado, a poucos metros do teleférico e de frente para o fiorde e dispõe de um bom restaurante self service, com todas as comidas típicas da Noruega, como salmão, bacalhau e carne de rena.

Não é fácil, no entanto, chegar em Loen. Uma opção é partindo de Alesund, a capital do bacalhau, mais ao Norte. São três horas e meia de viagem de carro, mas a estrada é belíssima, passando por túneis construídos sob o mar e muitas montanhas.

Serviço

Teleférico

O tíquete para subir pelo teleférico custa 485 coroas norueguesas, o equivalente a R$ 190. Para crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos, o preço é 240 coroas norueguesas, ou R$ 95. www.loenskylift.com/

Hotel

www.alexandra.no 

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