Eu fui

Leitora se encanta com a cidade e quer voltar

A viagem direto de Brasília faz escala no Panamá, onde uma boa opção é conhecer o famoso canal

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postado em 25/10/2017 20:00 / atualizado em 26/10/2017 12:50

 

Regina Lopes/Arquivo pessoal
Há muito, meu marido e eu, queríamos conhecer a Colômbia. Mês passado, juntamos nossas malas e partimos num voo direto de Brasília, com conexão na Cidade do Panamá. Obviamente não íamos desperdiçar a oportunidade de conhecer o famoso canal, sonho que acalentei desde meus tempos de estudante secundária.

 

É, realmente, uma monumental obra de engenharia, que por si só justifica o passeio, não pela beleza, mas pela magnitude e história! Depois, fizemos um tour pela cidade, que é muito onita, com prédios super modernos no lado novo, e, no lado antigo, edifícios coloniais, muitos já restaurados e outros em trabalho de recuperação, que dão um ar encantador à cidade!

 

No dia seguinte, seguimos para a Colômbia. Primeiro para Bogotá, depois, Medellín e Cartagena. Adoramos Cartagena. A cidade é dividida em parte antiga (antiga mesmo! Data dos anos 1500), onde ficamos hospedados, e a parte nova, que é como qualquer cidade grande, cheia de espigões. Nos idos, a parte antiga ficava distante, isolada dentro da muralha. Hoje as duas partes estão ligadas por pistas e passeios construídos sobre aterros. Dá para ir a pé de um ponto a outro, caminhando à beira mar.

 

Na chegada, do avião, vi de longe o conglomerado de prédios modernos que pareciam nascer de dentro da água, numa visão bonita, cheia de reflexos, que me deixou curiosa. Só isso! In loco, nada de interessante. Fizemos uma visita rápida a essa parte de se chama Bocagrande. Lembra um pouco a orla da praia de Iracema, em Fortaleza (CE), com edifícios alinhados e muitos hotéis estrelados, bom para quem não tem praia e quer botar o pé na areia. E nada mais (praia, a gente tem no Brasil!). A parte antiga sim, essa vale a pena.

 

Cercada por uma muralha (originalmente de 12 km, hoje, com 8 km), que protege uma cidade com prédios que não ultrapassam 2 andares, muito bem conservada (muitos edifícios sendo restaurados), colorida, florida e limpa. Linda! E cheia de pracinhas! É uma delícia caminhar por suas ruazinhas apreciando a arquitetura predominantemente colonial, os artesanatos baratos expostos ali mesmo, as palanqueiras (típicas vendedoras de frutas com roupas super coloridas), parando para um café em uma dessas casas, que por dentro surpreendem com jardins internos como se fossem claustros.

 

Regina Lopes/Arquivo pessoal
Muitas dessas casas estão transformadas em restaurantes, museus, hotéis boutique, etc. Ficamos hospedados em um deles. Aliás, aos que forem, recomendamos hospedar na parte antiga. Chama-se Cidade Amuralhada. Come-se muito bem por lá. Há muitas opções de restaurantes. Fomos com algumas indicações, mas não tivemos tempo de conhecer todos. Há também muitas frutas exóticas. Recomendamos experimentar.

 

À tarde, a pedida é ir ver o por do sol em um dos pontos da muralha, tomando limonada de coco, que é uma delícia, bem refrescante, ou a cervejinha gelada Club Colombia que, dizem, é a melhor de lá. Nós gostamos. E à noite, sair para badalar pelas movimentadas praças da cidade, cheias de mesinhas nas calçadas.

 

O único inconveniente é o calor! Manhã, tarde, noite, sombra, sol... a temperatura é a mesma! Um calor úmido que faz a gente transpirar o tempo todo. O lado bom foi que minha pele voltou ótima! Ah! E tem esmeraldas! E até acessíveis. Para todos os bolsos! Dizem que a Colômbia é a melhor e maior produtora de esmeraldas no mundo!! Tem também pérolas de água doce vendidas por ambulantes pelas praças e ruas. Bem baratinhas.

 

E tem boutiques de grife tipo “Miranda”, e outras não tão assustadoras. Muitas roupas lindas, de cambraia de linho. Ficamos quatro dias por lá, mas faltou tempo para conhecer um pouco mais de tão encantadora cidade.

 

A leitora Regina Lopes, 66 anos, viajou com o marido Bohumil Med, 78.

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