Aproveite o outono para conhecer Madri, a capital da Espanha

Fora da rota habitual dos grandes passeios, Madri tem uma oferta de palácios, museus e cantos tão interessantes quanto pouco conhecidos. Muitos são gratuitos

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postado em 29/10/2017 10:00

Palácio de Cibeles/Divulgação
 

Para além dos musicais da Gran Via, caminhadas na Plaza Mayor ou as compras nas ruas Serrano ou Malasaña, a capital espanhola tem uma oferta de roteiros gratuitos, ou com valores muito baixos, que são quase desconhecidos, porém ricos para quem deseja conhecer um pouco mais da cultura, arquitetura e história do país. Com algumas horas, é possível explorar edificações centenárias e desfrutar de paisagens que mesmo aqueles que já visitaram antes a cidade ficarão surpreendidos. O Turismo selecionou 10 passeios. Na sua próxima viagem, organize uma visita.



Palácio de Fomento
Casa Museu Lope de Vega/Divulgação


O Palácio de Fomento é um dos edifícios mais emblemáticos da praça do imperador Carlos V, precisamente na frente da estação de Atocha. Há duas possibilidades de conhecer o palácio, que atualmente é a sede do Ministério da Agricultura: visitas guiadas, que são gratuitas, e visitas teatralizadas.

A primeira opção oferece um percurso por espaços artísticos e arquitetônicos do palácio que inclui uma visita ao escritório da ministra Izabel Tejerina. O tour pode ser realizado com um guia oficial de turismo e tem duração aproximada de 50 minutos, em dois turnos semanais: sábados e domingos ao meio-dia. É preciso reservar com antecedência pelo correio eletrônico entradaspalaciodefomento@magrama.es com o nome e carteira de identidade ou passaporte dos visitantes. Há uma limitação de 30 pessoas a cada visita.

Nas visitas teatralizadas, os atores recordam o século 19, data de construção do palácio. Nesta modalidade há dois tours semanais, sextas-feiras e sábados às 20h e tem um custo de 8 euros. Desempregados, professores, estudantes e engenheiros pagam preço especial, com 50% de desconto.

Palácio da Bolsa  

Augustin González/Flickr


Localizado na praça de Netuno, onde os torcedores do Atlético de Madri festejam as suas vitórias, o prédio celebrará 125 anos em 2018. Todas as visitas são guiadas pelos funcionários da Bolsa de Madri, que respondem a todas as perguntas, tanto sobre a história do edifício como do funcionamento da bolsa. Com uma duração aproximada de 60 minutos, as visitas individuais ocorrem às quintas-feiras a partir do meio-dia. É necessário reservar a visita pelo e-mail visitas@grupobme.es.

Museu São Isidro  


Localizado no bairro La Latina, o museu está no antigo Palácio dos Vargas, que foram os amos de São Isidro, agricultor que se tornou o patrão de Madri. A entrada no museu é gratuita e inclui a exposição permanente Origens de Madri dedicada à arqueologia e à história da cidade desde a Pré-História até a transferência da corte, em 1561, por decisão de Felipe II. www.madrid.es/museosanisidro.

Casa da Moeda 

M Peinado/Flickr


O Museu da Casa da Moeda, localizado perto da TVE, está aberto de terça a sexta-feira, das 10h  às 17h30, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h. A entrada é gratuita para visitas não guiadas. As visitas guiadas têm um percurso com duração de uns 90 minutos nas quais são contadas histórias, com direito a acesso à exposição permanente. O público pode fabricar uma medalha durante a visita. www.museocasadelamoneda.es/museo/informacion-al-visitante.

Casa Museu Lope de Vega  

Casa Museo Lope de Vega/Divulgação


Esse museu é tão desconhecido quanto antigo. Construído em 1578, foi aberto ao público em 1935 e comprado pelo poeta e dramaturgo Lope de Veja 32 anos depois. Quis o destino que a sua casa esteja hoje no número 11 da rua que leva do nome do seu maior rival, Miguel de Cervantes. Foi o local onde viveu Lope de Vega até sua morte, em 1635, e escreveu alguns dos seus mais notáveis textos casamuseolopedevega.org/es/.

Gratuita para todo o mundo, a casa pode ser visitada de terça-feira a domingo. Todas as visitas são guiadas para grupos com um máximo de 15 pessoas, mas tem que reservar pelo correio eletrônico casamuseolopedevega@madrid.org. As visitas começam a cada meia hora e têm uma duração de cerca de 35 minutos.

Museu de América  

Emeritense/Flickr


São mais de 25 mil peças pré-colombinas, etnográficas e coloniais. As coleções mais antigas pertencem ao Real Gabinete de História Natural, fundado em meados do século 18. Em 1771, Carlos III criou um novo gabinete no qual foram incluídas peças das primeiras escavações arqueológicas realizadas na América e objetos etnográficos recolhidos nas expedições científicas. A sede do atual museu nasceu em 1941 e está no metrô, de Moncloa, na entrada da Cidade Universitária.

Aos domingos de manhã e quinta-feira a partir das 14h, a entrada é gratuita para todos os públicos. Maiores de 65, menores de 18 anos e estudantes de 18 a 24 anos com carteira validada não pagam. www.mecd.gob.es/museodeamerica/el-museo/datos-practicos/Tarifas.html.

O Farol de Moncloa 

Leandro Neumann Cluffo/Flickr


Na frente do museu de América está o farol de Moncloa, inaugurado em 1992 na celebração da capital cultural da Europa. Essa torre de 110 metros de altura tem um elevador panorâmico que chega até ao mirador, de onde podem ser vistos monumentos como o Palácio Real, a Catedral da Almudena, o edifício da Telefónica na Gran Vía, as Quatro Torres, inclusive a serra de Guadarrama. É uma visita tão interessante como pouco habitual em Madrid. A entrada custa três euros e é conveniente reservar, pois tem um número limitado de visitantes por dia. www.esmadrid.com/faro-de-moncloa

A Residência de Estudantes 

Carmen Voces/Flickr


Desde a sua fundação em 1910 como alojamento para professores e estudantes, nos seus quartos passaram figuras mundiais da cultura e da ciência como Miguel de Unamuno, Alfonso Reyes, Manuel de Falla ou Juan Ramón Jiménez. Também passaram pelos seus salões personalidades como Albert Einstein, Paul Valéry, Marie Curie e Igor Stravinsky.

Localizada dentro do campus do CSIC (Centro Superior de Investigações Científicas), no bairro de Salamanca, a residência continua tendo uma agenda que faz dela um espaço aberto ao debate, reflexão crítica de nossa época. É possível visitar um quarto dos Pavilhões Gêmeos, onde foi recriado um quarto histórico da residência, com decoração que lembra as estâncias onde estiveram alojados esses ilustres escritores, cientistas e artistas.

No verão e nas férias, costumam apresentar exposições temporárias. O edifício continua oferecendo o serviço de alojamento nos fins de semana para os que queiram dormir nesse local histórico. www.residencia.csic.es/expo/exposiciones.htm  e www.residencia.csic.es.

Palácio de Comunicações  

Thiago Macedo/Flickr


O antigo Palácio das Comunicações é o emblemático e colossal edifício construído como sede dos correios que desde 2007 é a sede da Prefeitura de Madri. Inaugurado em 1909, o edifício foi desenhado como uma “obra de arte total” onde os mínimos detalhes, desde as luminárias até as mesas da sala de operações ou o sistema de ventilação, formam um conjunto artístico unitário ao serviço da sua primeira função como Casa de Correios. Hoje em dia, o visitante pode percorrer quase todo o recinto de forma livre.

 

Foi convertido num centro cultural com uma atividade de exposições muito interessante (www.centrocentro.org/centro/tu_visita=). Além do mais, tem um café e serviço de wi-fi gratuito que é de grande utilidade para os visitantes que andam pela zona. A entrada no edifício é gratuita e a subida ao mirador, com uma vista panorâmica de toda Madri, tem um preço de dois euros o bilhete normal; e de 0,5 euros a reduzida. Nas primeiras quartas-feiras de cada mês, é gratuita.

Palácio de Linares  

Michaël Ducloux/Flickr


O Palácio de Linares, mais conhecido ultimamente como Casa América, está situado no coração de Madri, na Praça de Cibeles. Foi construído pelos marqueses de Linares e decorado pelos melhores arquitetos e artesãos da época. Durante o curto período em que o habitaram (entre 1884 e 1902), foi uma das residências suntuosas e impressionantes de Madri.

Desde 1992 se tornou Casa América. Há alguns anos o seu interior pode ser visitado para contemplar a riqueza das suas telas e tapetes, bronzes, lâmpadas, mosaicos e trabalhos em madeira, que são um dos conjuntos de arquitetura melhor conservados do século 19 na península. As visitas têm uma duração aproximada de 50 minutos e ocorrem aos sábados e domingos, às 11 horas, ao meio-dia e às 13h. A entrada tem o custo de oito euros, mas há descontos para desempregados, aposentados e crianças.

Além do mais, a Casa América também oferece uma ampla programação cultural, social e econômica ligada à América e muitas vezes gratuita. www.casamerica.es/visitas.

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