RUMO AO FRIO

Antártida é a viagem ideal para quem gosta de desafios e aventuras

O deserto branco atrai cientistas e curiosos do mundo inteiro para suas terras geladas

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postado em 02/11/2017 10:00 / atualizado em 03/11/2017 11:46

Antarctica Expeditions/ Divulgação

Consciência ecológica nas pessoas. Esse foi o principal motivo para o início das viagens turísticas para a Antártida. Apesar de ainda ser pouco conhecido, o turismo no continente começou no final dos anos 50, quando o Chile e a Argentina levaram mais de 500 turistas às Ilhas Shetlands do Sul. Contudo, as viagens só se estabeleceram em 1966. Segundo o Ministério do Turismo (MTur), as temperaturas extremas, o clima adverso, a vida selvagem peculiar e o grande mistério que cerca a região são grandes atrativos ao turismo.


Apesar do preço salgado, as viagens a lazer para a Antártida vêm crescendo pelo mundo. Atualmente, 35 operadoras de 10 países diferentes atuam na região com navios de turismo. As visitas se concentram nas zonas livres de gelo nos meses entre novembro e março — período do verão sul- americano. As opções de passeios são diversas: visitas às regiões costeiras, às estações científicas e colônias de animais. Todas as atividades são supervisionadas pela tripulação do barco, que inclui ornitologistas, biólogos marinhos, geólogos, glaciologistas, historiadores e naturalistas. Além de turistas, muitos navios de viagens transportam, também, pesquisadores e cientistas.

Antarctica Expeditions/ Divulgação

No Brasil, a consultora de viagens mais conhecida é a Antarctica Expeditions. A empresa, que fica em Porto Alegre, representa cinco operadoras de barco exclusivas para as regiões polares. A empresária de turismo e proprietária da Antarctica Expeditions, Zelfa Silva, 56 anos, explica que a única maneira de visitar o continente é através de viagens a navio, que partem de Ushuaia, no Sul da Argentina, em direção ao deserto de gelo. E se engana quem pensa que são embarcações simples: os barcos são fortemente equipados para aguentar as baixas temperaturas, além de possuir modernos sistemas de radares para detectar possíveis icebergs.  “Além disso, os navios oferecem as mais diversas atividades para entretenimento dos passageiros, já que não existem hotéis nem restaurantes na Antártida”, ela explica.Os programas de atividades a bordo vão desde palestras (em inglês) com naturalistas, até bares e restaurantes. Zelfa ainda explica que o turismo na Antártida é muito controlado e cauteloso. Quando ocorrem as excursões para ilhas próximas, somente 100 pessoas podem desembarcar por vez.

A idade mínima para participar da excursão é a partir dos 8 anos, sendo que os menores ficam sob total responsabilidade dos pais. “Não é uma viagem recomendada para as crianças, já que a maior parte do tempo se passa no navio, onde a língua oficial é o inglês. Não tem programação para elas”, Zelfa explica. Segundo ela, o perfil dos turistas são adultos na faixa dos 30 - 40 anos que apreciam uma boa aventura. Muitas pessoas viajam sozinhas e fazem amizades com turistas do mundo todo.  “O público brasileiro vem crescendo. Eu levo, por ano, cerca de 100 brasileiros para a Antártida. São pessoas dispostas a conhecer o inesperado”, conta Zelfa. Apesar de menos procurado, o Ártico também faz parte dos pacotes da Antarctica Expeditions, mas as expedições só acontecem durante o verão europeu, de junho a fim de setembro.

 

* Estagiária sob supervisão de Taís Braga

 

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