SANTA CATARINA

Conheça a exuberante Serra do Rio do Rastro, um show de belezas naturais

Pouco mais de 200km distante das belas praias de Florianópolis está um paraíso. Quer uma nova experiência? Esqueça o litoral e aventure-se pelas belezas das montanhas e cânions da região

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postado em 22/11/2017 19:10 / atualizado em 22/11/2017 19:11

Taís Braga/CB/D.A Press

 

“Lá não existe
Felicidade de arranha-céu
Pois quem mora lá no morro
Já vive pertinho do céu…”


João Gilberto em Ave Maria no morro

Santa Catarina — É impossível não se emocionar ao chegar à borda do cânion das Laranjeiras, um dos maiores da região na serra catarinense, em Bom Jardim da Serra. A imensidão traz a sensação de que é naquele lugar que o homem pode tocar o céu. E não é para menos. São 1.640 metros acima do nível do mar, de onde é possível ver o vale, cidades e o mar. Lá, a certeza é de que todos mereciam ter asas para apreciar o cenário de cada ângulo possível.

A emoção não para por aí. Quem vê aquelas formações rochosas ornadas pela mata de araucárias pela primeira vez surpreende-se com a generosidade da natureza e descobre que o silêncio tem um som especial, que une o canto dos pássaros ao sibilado dos ventos e o ruído distante do movimento do rio e da queda das cascatas. É tocante. Muitos aproveitam para rezar, meditar, fotografar ou simplesmente guardar na alma.

 

 

 

Descobrir os encantos da serra catarinense é uma aventura para turistas vindos de outras regiões. O destino turístico é bem explorado pelos nativos e pelos moradores de estados vizinhos. Isso se dá tanto pela proximidade — com estradas novas, bem conservadas e sinalizadas — quanto pela comodidade do clima, além dos costumes. É comum escutar um sotaque quase gaúcho no falar do gaudério, o catarinense que vive no alto da montanha. Para se ter ideia, apenas 1% dos visitantes é estrangeiro

 

Taís Braga/CB/D.A Press


Mas proeza mesmo é percorrer as 284 curvas da estrada SC-438 que contorna a Serra do Rio do Rastro. São 15km de subida contínua desde a cidade de Lauro Muller, ao pé da cordilheira, a Bom Jardim da Serra. A visão é incrível a cada metro percorrido, com direito a surpresas da natureza, como pequenos animais silvestres, pássaros e a flora deslumbrante. Há quem prefira subir de bicicleta e aqueles, mais preparados fisicamente, que desfrutam a pé, caminhando ou correndo, da forma insinuante da rodovia. Haja fôlego! No alto e em alguns pontos, os mirantes são uma espécie de portos de acolhimentos. Dá para descansar e fazer uma selfie.

 

Espetáculo à parte 

Taís Braga/CB/D.A Press

 

O clima é um fator importante na hora de conhecer os três cânions da Serra do Rio do Rastro (Ronda, Funil e Laranjeiras), embora a experiência seja inesquecível a qualquer época do ano. As estações são bem definidas, com cenários característicos. No inverno, apesar do frio que pode trazer a neve, a paisagem é sempre limpa, sem neblina, com muita claridade.

No verão, o turista se depara quase sempre com nevoeiros que se movem rapidamente de baixo para cima das montanhas. O fenômeno surpreende a todos, mesmo os mais experientes. Ela chega e vai embora tão de repente como num passe de mágica. Às vezes a neblina é tão densa que não é possível enxergar dois metros adiante. A vegetação ganha um tom de verde forte, que contrasta com a delicadeza das Marias-moles, pequenas flores silvestres que pontilham a paisagem com a sua luminosidade.

 

Taís Braga/CB/D.A Press

 

O guia Francisco Cândido, o Chico, da empresa Tribo da Serra Ecoturismo, explica que geralmente a neblina se concentra na fenda do cânion. “Saindo da borda tem menos”, afirma. Experiente, Chico aconselha os visitantes sobre as chances de encontrar ou não a paisagem perfeita no alto da montanha.

 

Entre as brumas

Taís Braga/CB/D.A Press

Tal qual uma cortina translúcida, a neblina que encobre e revela as paisagens nos cânions é uma atração principalmente nos dias de verão. Ela chega em segundos, transforma e dá um ar de mistério ao cenário. E se dissipa revelando a beleza do lugar. O fenômeno atmosférico ocorre quando o vapor de água produzido pelo calor da parte baixa da montanha sobe e é submetido a um resfriamento brusco da parte alta, provocando uma condensação e formando uma névoa semelhante a uma nuvem.

 

 

 

Viagem a convite do Rio do Rastro Eco Resort

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