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Estado de Minas FUJA DE ROUBADAS

Confira dicas importantes para evitar infortúnios durante a viagem

O que fazer ao lidar com problemas como compra de pacotes turísticos, propaganda enganosa, extravio de bagagens e voos atrasados


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Giovanna Brasil(foto: Giovanna Brasil/Arquivo Pessoal)
Giovanna Brasil (foto: Giovanna Brasil/Arquivo Pessoal)

 

Levando o cliente ao erro 

 

“Passei por um transtorno com um site de promoções no ano passado. Comprei uma promoção para hospedagem em Caldas Novas (GO) para viajar no feriado de Tiradentes (21 de abril). Na compra, eles especificaram que a promoção não seria válida para feriados nacionais, regionais e datas comemorativas, exceto em Páscoa, Tiradentes e Dia do Trabalho. Liguei para o hotel para fazer a reserva, informei a data que desejava ir e a moça informou que meu voucher não estava disponível para essa data, pois era feriado. Recebi outra opção de hospedagem, que custaria quase R$ 1 mil a mais. Expliquei que meu voucher especificava que poderia ser  usado nos feriados de Páscoa, Dia do Trabalho e Tiradentes, mas nada adiantou. Além disso, a funcionária informou que o hotel não se responsabilizaria por nenhum mal-entendido e pediu que eu procurasse o site, que, por sua vez, também não se responsabilizou. Tentei chegar a um acordo com eles, procurei um advogado, mas acabei cancelando a compra do pacote.” 

Problemas após comprar pacotes turísticos, voos com atraso, bagagens extraviadas, hotéis e pousadas que não se parecem em nada com o que foi exibido em foto, serviços que não correspondem aos contratados e até promoções que pareciam, à primeira vista, maravilhosas e, depois, se revelaram como pesadelo... São muitos as surpresas que viajantes podem enfrentar. Esse tipo de situação é mais comum do que se imagina. Confira aqui experiências negativas de turistas brasilienses e orientações para evitar cair em roubadas durante a viagem.

 

Giovanna Brasil, 20 anos, recepcionista 

 

Problemas com o voo 

Helaine de Araújo(foto: Helaine de Araújo/Arquivo Pessoal)
Helaine de Araújo (foto: Helaine de Araújo/Arquivo Pessoal)


“Em 2015, comprei passagem para passar dois dias no Rio de Janeiro. O voo era pela Avianca e estava marcado para as 8h, mas acabou atrasando. Ao meio-dia, a companhia não sabia informar nada a respeito do atraso. Às 14h, deram um voucher para almoço e informaram que o voo sairia a qualquer momento. Às 17h, finalmente, o embarque dos passageiros foi autorizado, mas o voo, não,  porque os tripulantes extrapolariam as horas de trabalho permitidas. Só consegui embarcar à meia-noite. Cheguei cansada e com sono ao Rio e descobri que a mala não havia sido despachada. Estava sem roupa. Um funcionário do aeroporto garantiu que pela manhã a bagagem seria entregue. Fui para o hotel. No dia seguinte, nada da mala. Precisei comprar um biquíni para aproveitar meu único dia restante. Resumo da saga: a mala só chegou ao hotel às 20h, quando eu estava indo embora.”

Helaine de Araújo, 23 anos, recepcionista

 


Propaganda enganosa

Leidiane Freitas(foto: Leidiane Freitas/Arquivo Pessoal)
Leidiane Freitas (foto: Leidiane Freitas/Arquivo Pessoal)


“Tive problemas ao reservar uma pousada pela internet em 2014. Comprei hospedagem para Morro de São Paulo pelo site. Pelas fotos, o local era simples, mas muito bonito. No anúncio, prometiam bufê no café da manhã e wi-fi gratuito. Quando cheguei lá, encontrei uma pousada velha, suja e mofada. A água era fria, o colchão da cama era bem fino e não havia cobertas. A televisão não funcionava, não tinha wi-fi, o pão do café era péssimo e duro. Acabei passando apenas uma noite no estabelecimento antes de procurar outro. Troquei de pousada. Já até havia pago porque comprei com antecedência, mas acabei deixando pra lá.”

Leidiane Freitas, 36 anos, professora

 

 

O barato que sai caro 


“Caí em um golpe ao comprar passagem aérea. Adquiri um bilhete para o Chile com o dono de uma empresa, uma espécie de agência de viagem. Tive referência dele por meio um amigo que havia viajado com esse senhor. Entendi que ele organizava algumas viagens, mas de maneira informal. Tinha acesso a muitas milhas, então, a passagem sairia muito em conta. A promessa era uma economia de, no mínimo, R$ 500. Era uma oferta atrativa e acabei aceitando. Então, ele me enviou uma reserva de passagem, fiz a transferência para a conta do homem, que desapareceu e apagou todos os contatos. Perdi R$ 700.”

Hellen Morais, 22 anos, estudante 

 

 

 

Parecer legal

 

"Todos os casos citados na matéria seriam passíveis de processo jurídico. Os forncedores são responsáveis por qualquer falha na prestação de serviço. Em caso de extravio de bagagem, propaganda enganosa e acomodação inadequada, o Groupon responde, a pousada responde e agência que lhe vendeu o pacote turístico responde. Contrate um bom advogado, procure a justiça e não se preocupe. Você receberá reembolso com juros e correções monetários". 


João Costa Ribeiro Neto,

especialista em direito e professsor da Universidade De Brasília (UNB) 

 

*Estagiária sob supervisão da editora Ana Sá 

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