Figurino tipo Z, a nova motocicleta naked da Kawasaki

Com visual agressivo e motor de dois cilindros em linha, modelo ganhou mais torque, novo quadro e freios com ABS de série, ficando com tocada confortável

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Kawasaki/Divulgação

Completamente reformulado, o modelo naked Kawasaki Z 650, apresentado no fim do ano passado, chega este mês ao mercado nacional com preço sugerido de R$ 32.990. A primeira Z 650 foi lançada em 1976, integrando uma família que, no Brasil, conta com a Z 300, Z 800, Z 1000 e, agora, a Z 650, para substituir a também naked ER-6n, que foi aposentada e saiu de linha. Entretanto, manteve a arquitetura de motor, com dois cilindros paralelos, com 649cm³ de cilindrada, que foram totalmente revistos, para ganhar mais torque, com mínima redução de potência e permitir uma tocada urbana mais confortável.


O arranjo baixou a potência de 72cv a 8.500rpm para 68cv a 8.000rpm. Já o torque aumentou de 6,5kgfm a 7.000rpm para 6,7kgfm a 6.500rpm.  Assim, tanto a potência quanto o torque estão disponíveis em rotações mais baixas, atingindo índices de emissões de poluentes menores em relação à ER-6n. Outra importante modificação foi no quadro. Agora com tubos de aço em treliça, com o motor fazendo parte da estrutura, pesa somente 15kg, contribuindo para a redução geral na balança de 19kg. O peso total, que era de 206kg, passou para 187kg, compensando em parte a perda de 4cv na potência.

 

Estilo
O visual também é outro e segue os padrões da linha Z, que a montadora define como “Sugomi”, que representa força e impõe respeito. Formas agressivas e angulosas, porém, mais compactas. Na traseira, uma rabeta curta, com farolete em LED, com o desenho da letra Z. O escape de saída baixa é bem curto, deixando o conjunto da parte traseira com aspecto ainda mais limpo, revelando a roda de liga leve e a curiosa balança da suspensão traseira. Confeccionada em alumínio, é assimétrica. Do lado direito tem a forma de arco, como nos modelos de competição, e do lado esquerdo é reta, de formato convencional.


Tudo para acomodar de um lado a saída do escape e de outro o amortecedor único da suspensão traseira com links, disposto quase na horizontal. Com 130mm de curso, tem a possibilidade de regulagens na pré-carga. A suspensão dianteira é convencional, não invertida, com tubos de 41mm de diâmetro e 125mm de curso, sem regulagens. A Z 650 também ficou mais baixa e mais estreita em relação à ER-6n. O banco, em dois níveis, fica a 790mm do chão, e as pedaleiras, menos recuadas, deixando a pilotagem mais natural e confortável. Ergonomia indicada para rodar nas cidades e menos agressiva para as estradas.

Kawasaki/Divulgação

Margarida
Os freios também foram reformulados, ganhando potência e a segurança do sistema ABS de série. Na dianteira, dois discos de 300mm de diâmetro, com formato de margarida, mordidos por pinças Nissin de dois pistãos. Na traseira, um disco simples de 220mm, também margarida. As rodas, com aros de 17 polegadas, como nas esportivas, facilitando as mudanças rápidas de direção, são calçadas com pneus de medida 120/70 na dianteira e 160/60 na traseira, enquanto o tanque de combustível encolheu no esforço de deixar a moto mais esbelta. Perdeu um litro na capacidade volumétrica e agora comporta 15 litros.


Outra mudança está no painel multifuncional. Com novo formato, em peça única, fica alojado dentro de microcarenagem acima do farol e tem o conta-giros de leitura analógica e o indicador de cada uma das seis marchas engatadas em destaque. Tem ainda computador de bordo com medição de consumo médio e instantâneo. Para uma tocada mais radical, a embreagem ganhou o sistema deslizante, que permite reduções de marchas mais “violentas”, sem que a roda traseira trave, mantendo a dirigibilidade.
A nova Kawasaki Z 650 tem como opções as cores branca, preta e a tradicional verde, marca registrada da montadora.

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