MINI

O pequeno cresceu: o novo MINI Cooper Countryman

Modelo da marca inglesa chega às concessionárias em três versões, equipadas com motores 1.5 de três cilindros e 2.0 de quatro cilindros, ambos turbo, mas não contam com GPS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 16/06/2017 15:00

Enio Greco - Especial para o Correio

Mini/Divulgação
 

Do Mini Cooper apresentado no fim dos anos 1950, a nova geração do Countryman preserva basicamente a essência, que é a de um veículo compacto por fora e com bom aproveitamento de espaço interno. De resto, é um carro muito mais moderno. A carroceria é na verdade uma das diferentes variações do modelo, que pode ser hatch, cupé, conversível, perua e crossover compacto, que é o caso do Countryman, lançado em 2010. A segunda geração chega agora ao mercado brasileiro com medidas um pouco maiores, nas versões Cooper, Cooper S e Cooper S All4, a topo de linha, com tração integral. É um carrinho valente e tecnológico, mas fica devendo alguns detalhes.

A Mini também quer a fatia dela no concorrido segmento dos SUVs compactos, por isso tratou de trazer logo o novo Cooper Countryman para o Brasil. O modelo segue o padrão visual da marca, com formas arredondadas e robustas, faróis ovais e grade discreta na frente. As laterais são limpas, com poucos vincos e molduras nas caixas de rodas, e a traseira tem lanternas verticais, compondo bem o conjunto. Em relação à geração anterior, o Mini Cooper Countryman cresceu 7cm na distância entre-eixos, chegando a 2,67m, o que resultou em ganho no espaço interno e no porta-malas, que agora tem 450 litros.

Com 4,29m de comprimento e 1,82m de largura, o crossover compacto ficou também mais alto, alcançando 1,55m. Ele tem a carroceria feita com aços de alta resistência, moldada a laser, além de barras de proteção laterais e seis airbags de série. A versão de entrada é a Cooper Countryman, que vem equipada com rodas de liga leve de 17 polegadas, faróis full LED adaptativos e auxiliares de neblina de LED. Por dentro, o acabamento é de boa qualidade, com bancos revestidos em Leatherette preto (couro é opcional), sendo os dianteiros esportivos com comandos elétricos, volante multifuncional, ar-condicionado digital dual zone, controle de cruzeiro e o rádio Mini Visual Boost, com tela de 6,5 polegadas.

 

Velocidade de carro grande

Mini/CB/Divulgação
 

O motor que equipa a versão de entrada é o três cilindros 1.5 TwinPower Turbo, que desenvolve 136cv entre 4.400rpm e 6.000rpm, com torque de 22,4kgfm já a partir de 1.400rpm. A transmissão é automática Steptronic de seis marchas e com esse conjunto o Mini Cooper Countryman chega aos 100km/h em 9,6 segundos, com máxima de 200km/h. Já o Mini Cooper S Countryman é equipado com o quatro-cilindros 2.0 TwinPower Turbo de 192cv entre 5.000rpm e 6.000rpm, com torque de 28,5kgfm a partir de 1.350rpm. Com esse propulsor e o câmbio automático Steptronic de oito velocidades, o carrinho chega aos 100km/h em 7,4 segundos, com máxima de 225km/h.

Essa versão intermediária tem rodas de 18 polegadas, bancos revestidos em couro, teto solar panorâmico elétrico em cristal e controle de performance. A versão topo de linha, a Cooper S Countryman All4, tem o mesmo conjunto mecânico da anterior, mas é mais pesada, com 1.530kg, e tem tração integral nas quatro rodas. Além disso, traz de série rodas de liga leve de 19 polegadas, bancos elétricos revestidos em couro, suspensão adaptativa (DDC), teto solar panorâmico, sistema de navegação Professional com tela de 8,8 polegadas, sistema de áudio Harman/Kardon, transmissão automática esportiva com Launch Control, controle de performance, câmera de ré, Mini Driving Modes e Head-up display.

Dirigindo

Mini/CB/Divulgação

Para testar o potencial do novo Mini Countryman, saímos de Belo Horizonte, passando por Nova Lima e Rio Acima, até chegar a Ouro Preto, transpondo um percurso de 30 quilômetros de estrada de terra  com piso bem ruim. A versão de entrada, com motor 1.5 turbo, desenvolve bem no asfalto, mas o motor só fica mais esperto acima das 3.000rpm. Na terra, a suspensão bate muito e o carrinho chega a sair de traseira sobre pisos irregulares. Já a versão All4 tem comportamento bem melhor no fora de estrada, mantendo-se firme na trajetória e com respostas um pouco melhores. O modelo tem um sistema com três modos de condução, sendo que o sport deixa o carro um pouco mais arisco. Os outros dois são o normal e o green, que tem como proposta a redução do consumo de combustível.

Os preços para o novo Mini Countryman são de R$ 144.950 para a versão de entrada, R$ 164.950 para a versão Cooper S, e R$ 189.950 para a Cooper S All4. Estranho é ver que um carro com esses preços não tem GPS de série para todas as versões e apenas uma entrada USB. Os primeiros 150 compradores do modelo ganharão o Mini Service Inclusive, que é o serviço gratuito de manutenção pelo período de três anos ou 40 mil quilômetros (o que ocorrer primeiro). A Mini, que pertence ao grupo BMW, pretende vender 500 unidades do Contryman até o fim do ano, sendo 40% da versão de entrada, 35% da Cooper S e 25% da Cooper S All4.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.