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Correio Braziliense

Conheça os candidatos que aceitaram o desafio do Correio para mudar de vida

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A busca pela qualidade de vida está nas promessas de fim de ano, nos pensamentos de domingo à noite e nas listas de planejamento de curto, médio e longo prazo. Mas dietas e caminhadas planejadas para começar na fatídica segunda-feira desmoronam já na sexta-feira seguinte, e dificilmente sobrevivem ao primeiro mês.

Em outubro, convidamos dois brasilienses a mudar de vida. Com a ajuda de um life coach — uma espécie de tutor de hábitos saudáveis —, Leandro e Ludimila vão combater o sedentarismo, o estresse e o cansaço e reformular toda a rotina. Nas próximas semanas, você vai acompanhar aqui e no hotsite como foi o primeiro mês dessa mudança. A ideia é inspirar você, leitor, a mudar também. Parece difícil no começo — e é mesmo — mas o resultado, pode ter certeza, vale a pena. Conheça um pouco mais das nossas “cobaias”:

Leandro, 33 anos

Engenheiro civil, Leandro divide a jornada de trabalho entre reuniões, visitas a obras e horas em frente ao computador. Sobra pouco tempo em casa para ficar com a esposa, grávida, e a primeira filha do casal, de um ano e oito meses. “O ambiente de trabalho não é estressante, mas o ritmo é muito cansativo”, diz. Quando chega o fim de semana, o resultado é um só: dor nas costas, indisposição e humor alterado.
A partir das dicas de exercício do life coach, o engenheiro se comprometeu a fazer algumas mudanças na alimentação. Diminuir doces, não pular o café da manhã e se acostumar com lanches saudáveis entre as refeições estão entre as metas. Há dez anos sem praticar esportes, o desafio é uma oportunidade para Leandro sair do sedentarismo. “Preciso de uma válvula de escape para o estresse acumulado durante a semana”, admite.

Ludimila, 34 anos

A publicitária diz nunca ter sido o maior exemplo de vida saudável. Não toma café da manhã, almoça sem horário definido e baseia grande parte das refeições em fast food e refrigerante. As aulas de balé e jazz foram interrompidas aos 16 anos, quando entrou na faculdade. De lá para cá, a rotina ficou cada vez mais corrida e, em 2011, Ludimila sucumbiu a uma crise de estresse. “Desmaiava todos os dias pela manhã, me sentia muito fraca, tive que passar uma semana em um spa vegetariano me reabilitando. Levei um mês pra retomar o ritmo de trabalho”, relembra.

Por uns dois meses, ela conseguiu manter a dieta vegetariana do spa, mas aos poucos foi voltando à rotina anterior. Com a ajuda de uma terapeuta, Ludimila percebeu que dedicava 90% do tempo às obrigações, e dividia o resto entre sono, lazer e religião. “Sou patrocinadora de academia, sempre pago o plano anual e abandono. Dessa vez vou fazer de tudo para manter o ritmo”, asssegura. Ela acredita que o exercício físico pode ser a chave para buscar uma melhor qualidade de vida, antes que surjam novas complicações — os primeiros sinais de refluxo gastroesofágico já começaram a aparecer.

Daniel Ferreira/CB/D.A.Press

Nome: Ludimila Martinelli
Idade: 34 anos
Peso: 48,4kg
Altura: 1,58m
Profissão: Publicitária
Histórico médico: Tem pressão baixa, com episódios ocasionais de tontura e desmaios. Na semana anterior ao começo do desafio, a pressão arterial chegou a 8 por 5. Também descobriu recentemente um quadro de refluxo gastroesofágico. Na família, tem histórico de fibromialgia, mas nunca teve sintomas.
Atividade física: Fez balé clássico e jazz até os 16 anos, mas interrompeu por conta da faculdade. É “financiadora de academia”: paga planos anuais, frequenta três meses e para.
Alimentação: Três refeições diárias, sem muita regularidade de horário. Café reforçado, almoço normal e jantar reduzido, como aprendeu no spa.“Não acredito nessa teoria de comer a cada 3 horas. O estômago é uma maquininha e, se você come a toda hora, ele vai querer mais e mais toda hora”.
Sono: De cinco a seis horas por dia, sem interrupções.
Trabalho: Na maior parte do tempo, em frente ao computador. Tem muitas reuniões também, e com frequência precisa ficar na empresa além da jornada padrão para resolver projetos.
Bebe: Não.
Fuma: Não.
Decisão de se reeducar: Fez terapia por dez meses após a crise de estresse e descobriu a necessidade de dedicar um tempo maior para si mesma, largar o perfil de workaholic. Parou com a terapia por questões financeiras e, após um mês, decidiu começar a atividade física.

Daniel Ferreira/CB/D.A.Press

Nome: Leandro de Castro Melo
Idade: 33 anos
Peso: 95,2kg
Altura: 1,83m
Profissão: Engenheiro civil
Histórico médico: Cálculo renal recorrente há 15 anos. Atualmente, reclama de dores em toda a coluna. Tem histórico de problemas cardíacos na família. Faz exames anualmente e as taxas metabólicas são normais.
Atividade física: Praticava vôlei, futebol e judô na juventude. Parou há mais de 10 anos por “questões de rotina”. Tentou retornar à academia, mas sempre começava e parava.
Alimentação: Por muito tempo, pulou o café da manhã. Agora, tenta se reeducar. O mesmo vale para os lanches entre as refeições. Almoça na rua e come muito doce.
Sono: Dorme tarde, sempre após a meia-noite, e acorda cerca de
seis horas depois. Não costuma interromper o sono.
Trabalho: Faz diversas reuniões ao longo do dia e passa muito tempo no trânsito para visitar obras. “Não é um ambiente estressante, mas o trabalho é bem exaustivo”.
Bebe: Socialmente.
Fuma: Não.
Decisão de se reeducar: Há mais ou menos um mês. Percebeu muito cansaço físico e mental e não tinha uma válvula de escape, algo para relaxar. Ao fazer atividades físicas eventuais (subir escada, caminhar, brincar com a filha), a falta de condicionamento físico pesou. Também andava se sentindo pouco disposto no trabalho.
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