Arte marcial chinesa, tai-chi-chuan é uma das atividades preferidas no DF

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Dulce Angelina/Esp. CB/D.A Press
O Parque Jequitibás, em Sobradinho, recebeu há poucas semanas uma área com equipamentos de ginástica, no chamado “ponto de encontro comunitário”. São aparelhos para alongamento, caminhada de impacto reduzido, exercício abdominal e outros tipos de ginástica localizada à disposição dos usuários. Equipamentos semelhantes existem também no Parque Olhos D’Água, na Asa Norte, e em outros pontos do DF. Quando bem conservados, são uma excelente alternativa às academias particulares, sobretudo para os que não se dão muito bem com o ambiente competitivo.

A assistente social Ester Aragão, 42 anos, mora próximo ao Jequitibás e vem usufruindo dos equipamentos desde a instalação. “Já entrei e saí de todas as academias de Sobradinho, porque não consigo me adaptar. Aqui é legal, porque vem uma galera mais velha, não dá tanto marombeiro”, comenta. No ponto de encontro, os frequentadores do parque trocam dicas de aeróbica, corrigem a má postura dos colegas a cada exercício e conversam sobre banalidades. Percorrido o circuito dos aparelhos, chega a hora de caminhar ou correr pelas pistas do parque. “Gosto de malhar aqui porque tem bastante árvore, o ar é mais puro. A gente vê famílias com crianças, gente passeando com cachorro, o ambiente é bem mais agradável”, elogia Ester.

Entre as atividades gratuitas no Distrito Federal, uma das mais famosas é o tai-chi-chuan. A arte marcial veio da China e tem relação direta com as práticas de meditação e de saúde mental. De longe, parece um filme de samurais em câmera lenta. Os movimentos calmos e precisos contrastam com o ritmo acelerado da cidade em redor. O gramado da entrequadra 104/105 Norte recebeu até nome especial: se chama Praça da Harmonia Universal. De segunda a sábado, a partir das 7h30, o mestre chinês Woo reúne alunos ao ar livre para a prática. Além da praça, a atividade é oferecida em diversas cidades do DF, como Lago Sul, Guará, Brazlândia e Santa Maria.

Desde 2006, o tai-chi-chuan é organizado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que cuida da formação de professores à aplicação das aulas. Os postos de saúde da capital também oferecem, sem custo, terapias alternativas orientais como acupuntura, reiki e lian gong. As sessões de homeopatia, musicoterapia e meditação também estão disponíveis em pontos espalhados pelo DF (veja quadro), e horários e locais exatos podem ser consultados na Gerência de Práticas Integrativas de Saúde da Secretaria de Saúde do DF, pelo telefone 3348-6191.

Com traje adequado e força de vontade, é possível fazer várias atividades nas ruas e nos parques do Distrito Federal. Sem gastos, sem estresse e com mais qualidade de vida. Alívio para a mente, para o corpo e, mais ainda, para o bolso.

Terapias milenares

Mesmo quem nunca entrou em contato com a cultura oriental tem uma vaga noção de termos como automassagem, meditação e acupuntura. Mas você já ouviu falar em hatha yoga? E em shantala? Conheça um pouco mais sobre essas terapias, que também são oferecidas na rede pública do DF:

Reiki
Técnica baseada na imposição de mãos, trabalha com os fluxos de energia. Utilizada no tratamento complementar de diversas patologias e na promoção de bem-estar, não tem relação com uma religião específica.

Shantala
Massagem feita em bebês, bastante usada no alívio de cólicas e para regular o sono a partir do primeiro mês. Recomenda-se que a mãe ou o pai da criança aplique a massagem, que também estimula as articulações e a coordenação motora.

Hatha yoga
Também chamado de “ioga vigoroso”, consiste na meditação aliada ao fortalecimento físico do corpo, buscando a estabilidade física e mental em posições específicas de relaxamento.

Lian gong
Exercícios desenvolvidos na China, na década de 1970, para prevenção e tratamento de dores no corpo. As “sequências” de movimentos é específica para cada enfermidade ou área dolorida.

 

 

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