Família tem papel fundamental na adptação do filho em nova escola

Estratégias como visitar a escola com a criança antes das aulas, ir durante horário reduzido no primeiro dia de aulas ajudam na adaptação

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postado em 12/01/2014 08:00 / atualizado em 09/01/2014 18:15

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
Não é fácil encarar uma nova escola — muito menos o primeiro dia. Os grupos de amigos já estão formados. O ambiente de estudos, as professoras e até o método de ensino são diferentes. Por isso, pais e escola têm papel fundamental para que o processo de adaptação seja o mais tranquilo possível. Algumas atitudes, como ir ao local com o filho antes do início das aulas ou mostrar o uniforme, ajudam na transição.
O pequeno Vinícius Khalil, 8 anos, enfrentou esse processo no ano passado e se tornou exemplo de uma boa adaptação. “Não fiquei com medo, fui conhecendo a escola e os amigos aos pouquinho. As professoras me ajudaram”, diz. “O que mais gosto aqui é o parquinho”, completa. Até o melhor amigo de Vinícius já é da turma.

A assistente psicopedagógica da escola, Sara Azevedo, conta que cada aluno tem um tempo de adaptação. Mas algumas estratégias, lembra, devem ser adotadas pelo centro educacional e pela família para facilitar o processo. “Uma dica é começar com horário reduzido. No primeiro dia, o estudante novo fica umas duas horas e, depois, aumenta-se o tempo. Isso facilita, pois quando os pais buscam o filho, ele está feliz e vai embora com esse sentimento”, conta.

Outra iniciativa importante da escola é realizar muitas atividades lúdicas a fim de a criança interagir, soltar o sorriso e provocar o encantamento com o espaço e a aprendizagem. Além disso, é interessante realizar uma roda de conversa pela manhã. “É o momento onde o pequeno se expõe e que você também pode apresentar aos amigos”, diz Sara Azevedo.

Ela acrescenta que é importante que a família transmita segurança e que, toda vez que sair da sala de aula, se despeça dele e diga que vai voltar para buscá-lo. “A mãe ou o pai não devem sumir”, avisa. Com os alunos menores, de 2 anos, Azevedo costuma, inclusive, entregar uma foto da professora antes das aulas para que os pais mostrem aos filhos, eles comecem a se familiarizar. “Vestir o uniforme em casa antes do primeiro dia e fazer a brincadeira do desfile, tirar fotos, dizer que ficou lindo também ajuda”, conta.

De olho nos sinais
Para Paula Gomes, professora do curso de pedagogia da Universidade Católica de Brasília e mestre em educação, é fundamental a família conhecer a proposta da escola, conversar com a coordenação e ficar tranquila. Assim como Azevedo, também aconselha que parentes visitem, com o aluno novo, o estabelecimento escolar. “É importante ir com a criança e mostrar o parquinho, reparar nas árvores, por exemplo, para que ela tenha uma expectativa positiva”, diz.

Gomes comenta ainda que há alguns sinais que mostram se a criança está se adaptando bem ao novo ambiente e à nova rotina. “A família vê a reação do filho ao longo do dia e à noite, não é na hora de buscá-lo, no carro”, avalia. “Quando o pai chegar, é aconselhável fazer perguntas específicas sobre o dia dele. Se forem questões muito amplas, o pequeno vai responder apenas ‘legal’. Também é importante estar presente, mas de forma tranquila”, aconselha.

Os familiares também devem ficar atentos a comportamentos que podem indicar uma má adaptação. A falta de interesse, a resistência por parte da criança e o fato de não atingir o resultado desejado na escola são alguns desses indícios. “Ir à escola não pode ser um processo penoso, um sofrimento emocional. Nesses casos, é importante procurar a orientadora pedagógica, ver o histórico do aluno e avaliar se realmente vale a pena continuar insistindo”, conclui.


Como facilitar a adaptação

» Visitar a escola antes do primeiro dia com o filho;
» Vestir uniforme antes das aulas e fazer brincadeira do desfile, tirar fotos para a criança já se familiarizar com a roupa;
» Conhecer bem a escola. Isso permite que os pais fiquem tranquilos e passem segurança para pequenos novos alunos;
» Fazer perguntas específicas e não bombardear o filho com um “inquérito”
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