Peso da mochila não deve ser superior a 10% do peso da criança

Para especialistas, embora sejam consideradas como "mico" em algumas faixas etárias, as bolsas de rodinhas são mais recomendadas

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postado em 17/01/2014 08:00 / atualizado em 10/01/2014 16:53

Lucas Tolentino, especial para o Correio /

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
É quase uma competição. Na turma do 8º ano do ensino fundamental de Mateus Aviani, 13 anos, os alunos disputam quem tem a mochila mais descolada. Apesar do peso do material necessário para cada dia de aula, a maioria prefere os modelos de pendurar nas costas. O próprio jovem preferiu trocar o modelo de rodinhas pelo de alças desde o 3º ano. “Essas são muito mais legais que as de carrinho”, justifica Mateus. A moda é deixá-las mais folgadas, com o fundo abaixo da linha da cintura.

O problema surge quando a quantidade de livros e cadernos aumenta. À medida em que as crianças avançam na idade escolar, o material exigido fica maior e o uso das mochilas pode se tornar prejudicial. Os especialistas descartam que o peso excessivo possa acarretar sequelas irreversíveis para a vida adulta dos estudantes. Dores nas costas e nos ombros, no entanto, ocorrem com frequência. A saída é ajudar os pequenos a cortar da bagagem artigos desnecessários e apostar na busca de soluções junto aos colégios.

As mochilas precisam ter o peso proporcional ao dos jovens que as usam. Quanto mais leve, melhor. Mas, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), cada item deve atingir, no máximo, o equivalente a 10% da massa corpórea da criança. Em suma: um menino ou menina que soma 40kg em cima da balança deve usar uma mochila de até 4kg. Isso vale para o peso total do artigo, contando o tecido de revestimento e os artigos colocados no interior, como livros e estojos.

Ciclo
O ideal é ficar atento aos sinais dados pelos próprios garotos. O ortopedista pediátrico Miguel Akkari, coordenador de campanhas públicas da SBOT, explica que a queixa mais comum se refere a dores nas costas e ombros e alerta que, nesses casos, os pais precisam intervir. “A persistência no uso de forma errada pode gerar um aumento da dor e do desconforto. Quando a crianças reclama, é preciso quebrar o ciclo”, alerta o médico.

Dar preferência aos modelos com alças acolchoadas, material mais firme e vários compartimentos figuram entre as dicas para evitar problemas (leia quadro). “É importante haver vários bolsos para distribuir os materiais e o peso não ficar concentrado em um único ponto”, descreve Akkari. De acordo com o médico, um bom exemplo são as mochilas usadas pelos alpinistas. “Não precisa ser desse nível, é só tomá-las como base e procurar uma parecida”, sugere.

Dicas

Veja como prevenir as dores causadas pelo peso das mochilas:

- Não permita que a mochila ultrapasse 10% do peso da criança

- Deixe em casa os artigos desnecessários para a aula

- Dê preferência aos modelos com duas alças acolchoadas

- Procure as mochilas de material mais firme e evite aquelas em formato de saco

- Coloque os artigos mais pesados junto às costas e os mais leves nos bolsos frontais

- Regule as alças de forma que o fim da mochila fique na altura da cintura
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