O PT e o PMDB finalmente selaram, na noite desta terça-feira (20/10), o acordo político para lançar uma chapa unindo os dois partidos para a corrida presidencial de 2010. Mais de 20 caciques das siglas se reuniram no Palácio da Alvorada para definir a estratégia da campanha da ministra Dilma Rousseff, cotada para suceder Lula. O presidente Luís Inácio Lula da Silva, anfitrião do encontro, recebeu o "noivo" - o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP) - e levou-o ao altar da ministra Dilma.
O encontro serviu para que o PMDB apresentasse formalmente um nome para participar da coordenação de campanha da ministra da Casa Civil. O escolhido é o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que vai ajudar o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, a colocar no papel os pontos da campanha do próximo ano.
ViceEmbora o cardápio apontasse que Michel Temer seria o nome natural para a função de vice de Dilma Rousseff, o deputado paulista desconversou. "Não, não. A escolha (do vice) será fruto das circunstâncias políticas. Os outros falam que serei eu, mas eu não falo", afirmou.
Para consolidar a união, os partidos divulgam hoje uma nota conjunta. "PT e PMDB selaram um acordo político com o objetivo de caminharmos juntos em 2010", sintetizou o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP). Em breve, as legendas também vão contar com coordenadores dos demais integrantes da aliança, como o PR, o PDT e o PCdoB.
PalanquesUm ponto imprescindível para os peemedebistas com esse casamento é colar nos dividendos políticos do presidente Lula. Assim, o PMDB reivindica que o carimbo de programas do atual governo, como o Bolsa Família, possam ser divididos com eles.
Outro acerto político é levar Lula aos estados onde PMDB e PT devem lançar candidatos aos governos estaduais. Por exemplo, no Rio Grande do Sul, na Bahia, no Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro. Há duas semanas, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoíni (SP), aceitou a sugestão dos peemedebistas de dividir Lula no horário eleitoral dos dois partidos. Contudo, o PMDB quer mais: colocar Lula em cima do palanque do candidato do partido, nos casos em que for impossível uma composição entre as duas legendas.
O encontro no Palácio da Alvorada, que começou por volta das 21h, contou com a presença dos ministros Tarso Genro (Justiça); Luiz Dulci (Secretaria Geral); Edison Lobão (Minas e Energia); Reinhold Stephanes (Agricultura); Geddel Vieira Lima (Integração Nacional); Nelson Jobim (Defesa), entre outros. Do Congresso, compareceram o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL); o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-PR); o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP) e o deputado federal petista Antônio Palocci (SP).
Colaborou Mariana Branco
Esta matéria tem: (4) comentários
Autor: Ricardo Cubas
Temer vice ? Credo em cruz ave maria ! E se a Dilma vier a falecer ? seremos presididos pelo senhor que diversos programas humorístimos o classificam como o autêntico mordomo eternamente suspeito ? O câncer da Dilma é um sinal amarelo e se o pior acontecer, teremos o pior, o PMDB no poder. Triste !
Autor: jose pina
a mafia deste pais mais uma vez estao juntos falta so maluff,collor,jarbas barbalho....
Autor: João Oliveira
Posso até estar enganado, mas acho que, nem Serra, nem Dilma, nem Marina e nem Heloisa Helena, serão um dos próximos Presidentes. Vamos ver os demais candidatos. Volto a afirmar: quem elege os candidatos não são os Partidos e sim os Eleitores. 2010 será, em termos de eleições, uma grande surpresa.
Autor: FREDY VASCONCELOS
Bom dia. Este acordo pode ser feito também em Brasília, desde que, permaneça o PT na cabeça de chapa. Creio ser vencedora em todos os cargos majoritários. Como neste ano eleitoral são 2 vagas para o senado, 1 ficaria com o PMDB, outra com o PT, e seus aliados na chapa teriam probabilidades fortes.