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| Paulo Azambuja foi encontrado no Gama. Digitais dele estavam na moto usada no assalto e testemunhas o reconheceram |
O chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Antônio José Romeiro, apresentou ontem o homem acusado de roubar e matar o bancário aposentado Edmilson Godinho de Carvalho, 71 anos, na 116 Norte, na última sexta-feira. Paulo Azambuja de Souza Mota, 26, foi preso na tarde de segunda-feira, no Setor Sul do Gama, no mesmo dia em que a Polícia Civil divulgou o retrato falado do suspeito de matar o aposentado com três tiros.
A polícia chegou até ele por meio de impressões digitais na moto utilizada no assalto, uma Honda Twister amarela placa JKH 0989-DF, localizada na noite do crime. Seis testemunhas também o reconheceram como autor. Segundo o delegado, Paulo é apontado como o suspeito também no latrocínio de outro idoso, em agosto de 2008 (veja memória).
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| Polícia procura, agora, outro suspeito: Osley Oliveira
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No dia do crime, Edmilson saiu de uma agência do Banco do Brasil (BB) da 116 Norte, por volta das 11h30. O idoso havia sacado o dinheiro da aposentadoria, R$ 4.087, para despesas de casa. Em uma área verde entre os blocos A da 316 e D da 116, atrás da escola de Ensino Fundamental Golfinho Dourado, ele teria sido abordado pelo acusado. Segundo testemunhas, o aposentado reagiu e foi assassinado. O bandido teria roubado a carteira de Edmilson com o dinheiro e corrido para encontrar o comparsa, que o esperava na moto estacionada nas proximidades.
Segundo os investigadores, o condutor da moto seria Osley Max Muniz de Oliveira, 31 anos, considerado foragido. Paulo é indicado, ainda, como autor de outros dois roubos em porta de banco, um em Taguatinga e outro na CLN 304. É acusado também de atentado violento ao pudor. Osley tem nove passagens pela polícia, entre elas assalto e estelionato.
A polícia procura por um terceiro suspeito, que estaria no banco e viu Edmilson sacar o dinheiro. Essa pessoa poderá ser identificada por meio das imagens do circuito interno da agência. “Essa prisão (de Paulo) deve nos levar à identificação de elementos de uma quadrilha especializada, que age há cerca de dois anos no DF. O auxílio da Delegacia de Repressão a Roubo (DRR) foi importante para as investigações”, disse o delegado Antônio Romeiro.
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| Retrato falado divulgado na segunda-feira |
Romeiro ressaltou também que uma das ferramentas que ajudaram na identificação de Paulo Azambuja foi o retrato falado. “Em alguns casos, até a população identifica, quando há uma característica marcante. Mas é impossível fazer um retrato perfeito, porque ele é realizado por meio de descrições”, explicou o delegado.
Alívio Para a família de Edmilson, a prisão de Paulo representa um alívio. A reportagem conversou com Aline Morais Godinho, 26, filha do aposentado assassinado, que se disse confortada em saber que o acusado não irá realizar outros crimes. “Isso não traz meu pai de volta, mas ao menos evita outras injustiças e que idosos, mulheres, quem quer que seja, se tornem vítimas dele”.
Do valor sacado por Edmilson, a polícia recuperou R$ 1.700. Romeiro disse que Paulo Azambuja só quer falar em juízo. O delegado destacou que as provas contra o ele são robustas. “Somente pelo latrocínio, ele pode pegar de 15 a 30 anos, mas terão outras condenações para somar”, concluiu Antônio Romeiro.
MemóriaSituação semelhante
Paulo Azambuja é apontado também como o principal suspeito do latrocínio do aposentado Douglas Pescadinha, 77 anos, assassinado em 7 de agosto de 2008 na 714 Norte. Pescadinha havia sacado cerca de R$ 1 mil e, ao sair da agência, foi abordado pelo assaltante, que pediu sua carteira. Segundo testemunhas afirmaram à polícia, ele teria reagido e até pedido socorro às pessoas. O idoso chegou a correr. Foi quando o assaltante largou a carteira do homem e disparou duas vezes contra a cabeça da vítima. O dinheiro, no entanto, não chegou a ser levado. Após os disparos, o bandido teria corrido para um matagal na 914 Norte e não foi encontrado. De acordo com o chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Antônio José Romeiro, algumas testemunhas chegaram a admitir que Paulo se parecia com o assassino.
Opinião dos internautasLeitores comentaram no site do
Correio a prisão do acusado de matar o bancário aposentado na 116 Norte. Leia algumas opiniões:
“Parabéns pela rapidez na elucidação do caso!“
Luciene Ribeiro “Parabéns à polícia pelo trabalho de capturar mais um assassino!
É muita covardia tirar a vida de um ser humano.”
Josi Carvalho “Infelizmente, este bandido estará nas ruas brevemente.
A polícia faz a parte dela e o Judiciário manda soltar. Isso é uma
vergonha para a Justiça brasileira. Acorda, Justiça!”
Rodrigo Lira “Parabéns ao serviço investigativo! Infelizmente, o crime não foi evitado, restou a dedicação e a competência para a elucidação do crime. Essa é a resposta que a sociedade brasiliense esperava – bandido preso. Continuem o empenho e prendam o outro (criminoso) que ainda está à solta.”
Arthur Edson “Indiscutivelmente, temos a melhor Polícia Militar e a
Polícia Civil do Brasil. Detalhe: não pertenço a nenhuma.”
Hildo Evaristo
Esta matéria tem: (7) comentários
Autor: marco ferreira
Parabéns à PCDF. Tenho muito orgulho de ter feito parte dos quadros da gloriosa. O futuro da persecução Penal está na Polícia Científica, mas só os governantes não vêm isso. Investimento em tecnologia e capacitação é a base de uma boa investigação criminal.
Autor: Tulio Morais
Parabéns ao trabalho da policia civil do df ! Quando as leis terão cara de Brasil pra resolver nossas mazelas ? Nunca !!!!
Autor: Marcelo Silva
Em pouco tempo estará nas ruas novamente roubando, matando e destruindo famílias. Até quando esta legislação condenará os cidadãos de bem a viverem o pavor da crescente violência no Brasil.
Autor: anderson aquino
Reginaldo silva vc tem razão, quando nossa legislação vai evoluir? Estes bandidos ficam impunes.
Autor: Paulo Cesar Oliveira do Amaral
A polícia prende e a justiça solta. Quanta injustiça!!!
Autor: reginaldo silva
Difícil é saber que esse CANALHA que destrui uma família, não vai ficar nem dez anos preso, pelos benefícios da lei execuções penais, isso tem que mudar!!
Autor: Fabiana Oliveira
Art. 157 § 3º. Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de 7 (sete) a 15 (quinze) anos, além da multa; se resulta morte (latrocínio), a reclusão é de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, sem prejuízo da multa.