Manifestantes invadem a presidência da Funai e pedem demarcação de área indigena no setor Noroeste

Publicação: 26/11/2009 17:57 Atualização: 26/11/2009 19:48

Cerca de 25 pessoas invadiram o gabinete do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Augusto de Meira, na 702/902 Sul, por volta das 12h desta quinta-feira (26/11). Membros da sociedade civil, como estudantes, representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) de várias faculdades e integrantes de movimentos sociais, querem que a Funai forme um grupo de trabalho para demarcar a área indígena Santuário do Pajé, localizada no Setor Noroeste.

Os manifestantes pretendiam falar com o presidente da fundação, mas, como ele está viajando, decidiram escrever uma carta com as reivindicações. No documento, exigem o agendamento de uma reunião com o presidente da Funai e com a Diretoria de Assuntos Fundiários (DAF) para que se posicionem oficialmente a respeito de uma sentença lavrada na 21ª Vara de Justiça Federal do DF, em 24 de novembro. A decisão judicial impede a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) de realizar obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés.

Além disso, os manifestantes querem uma garantia de participação de representantes da comunidade Fulni-Ô Tapuya na nomeação do grupo técnico da Funai que vai demarcar a área e uma declaração da fundação para a imprensa, reconhecendo que a ocupação realizada nesta quinta-feira foi pacífica. Caso a Funai não cumpra os pedidos, eles prometem passar a noite desta quinta-feira no gabinete.Durante a invasão, os manifestantes gritaram palavras de ordem como "Foraoeste em Brasília" e "Santuário não se move".

No momento a Polícia Federal está no local tentando convencer os manifestantes a sairem da fundação.

Resposta da Funai
Em nota à imprensa na tarde desta quinta-feira, a Funai diz que "não compreende a ação dos estudantes da UnB que ainda não conseguiram fundamentar os motivos da invasão ao órgão indigenista federal. A Funai tem cumprido suas obrigações em relação ao Setor Noroeste de Brasília/DF, conforme previsto na Constituição Federal. O caso do Setor Noroeste está em ação no Ministério Público e, neste sentido, a Funai cumprirá com toda e qualquer determinação legal ou judicial. Até o momento, a Funai não foi intimada de nenhuma decisão".

Índios
Pela manhã, índios da tribo Fulni-Ô Tapuya que vivem na região do Santuário do Pajé foram até a Praça Galdino, na 703/704 Sul, para agradecer à Justiça Federal no DF. Na terça-feira (24/11), a Justiça determinou que a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) não realize ou permita que se realizem quaisquer obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés onde será construído o Setor Habitacional Noroeste. A autarquia também não pode promover qualquer ato que possa intimidar ou ameaçar os membros da comunidade.

Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, para garantir a permanência da Comunidade Indígena Bananal na área até que os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação na região sejam concluídos.

Esta matéria tem: (20) comentários

Autor: Marcos Trajano
É isso, mesmo, é pura falta do que fazer por parte desses estudantes, já fui universitário e tive alguns contatos com esse povo, são pessoas que não querem estudar e ficam anos a fio na universidade ocupando vaga de outro. De politizados não tem nada.

Autor: João Paulo
Só não entendo, se não tem nem licença ambiental como que esta obra começou?

Autor: Jose Martins
Não se pode mais tomar banho ou pescar, porque a água dos rios e lagos do DF estão contaminados com metais pesados e hormônios, devido ao absurdo da venda de água poluída à população do DF e cobrança pelo esgoto que não é tratado adequadamente. Nem os porcos vivem de esgoto, só na capital do BRASIL.

Autor: Jose Martins
Invasores de terras públicas são os atuais governantes, escória que legisla em benefício próprio, contra o direito da população do DF a uma boa qualidade de vida,ar e água puros e usam a polícia militar para mandar incendiar covardemente as casas e matar o cacique Korubo da Reserva Indígena Bananal.

Autor: Alessandra Mariane Caitano
Esses iíndios nem daqui são.Deveriam voltar para a tribo de origem,para viver da caça,pesca e agricultura como aprendemos na escola.Viver no lugar deles como índios deveriam viver realmente eles não querem.O Francisco Alves está certinho no comentário dele.

Autor: Marcos Trajano
Onde estava a PF para retirar esses vagabundos à força da sede da Funai, não existe movimento nenhum, mas uma turma de arruaceiros. É fácil, manda esses falsos índios para outro estado, na amazônia tem terra sobrando para eles.

Autor: Floripes Santana
Mais um motivo para os estudantes se despirem e ficarem peladões.Esses caras não querem nada na vida. Enquanto isso os filhos dos menos abastados que gostaria de estar estudando na UnB, não podem. Os filhinhos de papai não querem nada, só bagunçar, não importa a causa, peia nesses folgados.

Autor: Alan Cavalcante
São esses playboysinhos da unb revoltados sem causa! É só darem um saco de roupa suja pra eles lavarem e encherem a cabeça com alguma coisa útil.

Autor: Leandro Sena
Pois bem... quando será que a sociedade perceberá que nossas revindicações e soluções só partem dos estudantes? Viva a comunidade indígena!! Viva o movimento estudantil!!! Awiry!!!!

Autor: Ricardo Strauss
Aquela área só pode ser considerada indígena se todo o Brasil também o for. E eu, que sou brasileiro, vou para onde? Esse barulho todo é por causa de alguns advogados inescrupulosos que querem lançar seu nome no "mercado". Ainda conseguem a adesão de "estudantes" que não tem o que fazer...

Autor: Cat Devrandom
Pessoal, tentem se informar melhor antes de sair dizendo que "é brincadeira" ou "falta do que fazer". Não confiem apenas na visão que o Correio passa. Sugiro que leiam o outro lado também: www(ponto) santuariodospajes (ponto)org e www(ponto) midiaindependente (ponto)org são um bom começo. Abs, Maira

Autor: Luan Grisolia
Mais uma vez a juventude autônoma do DF faz história, e pela primeira vez um grupo de não indígenas ocupam a FUNAI em defesa do cerrado e dos direitos de indígenas. Com a ocupação eles furam o bloqueio da mídia e falam grandes verdades sobre o devastador projeto noroe$te. Todo apoio a esta luta!

Autor: Fabio Almeida
Discordo do sr Marcio Rocha, pois se o Noroeste é a maior tragédia de Brasília, então vamos deixar o povo invadir de vez o local, e assim, em vez de um bairro ecológico, iremos ter uma gigantesca favela, para o bem social. O Lúcio Costa que projetou o lugar, deve estar infeliz com sua colocação.

Autor: carlos Bina
Nos meus 33 anos de vida aqui em Brasília nunca ouvi falar de nenhuma tribo, comunidade, vila, ... , em fim, qualquer coisa do tipo, vivendo aqui bem perto do centro da Capital. Agora é muito estranho alguns vir a público e contar essa história pra boi dormir, e todos acreditarem! Perdoe-me algo!!

Autor: ADRIANO ADRIANO
Coitadinho do Paulo Octávio, ele é o que mais ganha neste governo arruda. E o noroeste é a mina de ouro deles .

Autor: Marcio Rocha
Com índio ou sem índio, esse Setor Noroeste é a maior tragédia que Brasília está por assistir. Além disso, avisa a essas bestas que invadiram o lugar errado. O problema não é com a Funai.

Autor: Magda
Brasília virou terra sem lei, que até os índios aderiram ao movimento dos invasores de terras públicas. Afinal, aqueles índios que vivem da pesca, tomam banho de rio é coisa do passado. Agora eles são investidores do Setor Noroeste, só estão querendo um pedaço do bolo. Se uns podem... eles também...

Autor: marta souza
É muita falta do que fazer a ação desses manifestantes... com relação aos indíos querer ficar no setor Noroeste não merece nenhum comentário, pois parece brincadeira.

Autor: francisco alves
Lá na Raposa serra do Sol tem tanta Terra que daria uma area maior que o DF para cada um Deles.

Autor: Leonardo
Parece até brincadeira... Índio urbanizado... que vive na rua... impedindo aqueles que estão bancando os políticos de ganharem dinheiro... A culpa é do MP e do judiciário, que demora a agir e decidir!!

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