Com e-reader, tablet, smartphone, netbook, notebook e all-in-one, informações estão disponíveis em tempo real Confira detalhes de alguns modelos

Tiago Falqueiro

Publicação: 02/02/2010 11:21 Atualização: 02/02/2010 11:27

<i>Kindle: O leitor de livros virtuais da Amazon traz conexão 3G embutida, por onde chegam jornais e livros comprados na maior livraria da internet. Sai por US$ 259 (6'') e US$ 489 (9'')</i> - (Elio Rizzo/Esp. CB/D.A Press)
Kindle: O leitor de livros virtuais da Amazon traz conexão 3G embutida, por onde chegam jornais e livros comprados na maior livraria da internet. Sai por US$ 259 (6'') e US$ 489 (9'')
A palavra de ordem é convergência. Redes sociais, música e muito vídeo perpassam toda sorte de equipamentos, povoando os cômodos da casa e também o escritório. Tocadores de mídia, como iPod (segundo Steve Jobs, CEO da Apple, foram vendidos 250 milhões de unidades), ganham concorrência forte nos netbooks, tablets e até dos leitores de livros virtuais, que também tocam MP3.

“O que percebo é uma convergência maior, já que a internet traz essa característica”, confia Luis Mascarenhas, diretor de produtos da área de consumo da HP. A empresa teve seu tablet apresentado por Steve Ballmer, CEO da Microsoft, na Consumer Eletronics Show (CES), em Las Vegas. A dobradinha teve motivo: reforçar a capacidade do Windows 7 em soluções com tela sensível ao toque.

Na ocasião, Ballmer afirmou que o Slate, nome do aparelho, será “mais potente que um telefone e quase tão potente quanto vários PCs”. E completou: “É ótimo para ler navegar e ainda ter entretenimento portátil”. O executivo ainda apresentou modelos de tablets de outros fabricantes. A Lenovo, fabricante chinesa que comprou a divisão de computadores pessoais da IBM, também trouxe uma novidade interessante.

Se você ficou na dúvida entre tablet ou notebook para
<i>Mini 3: Primeiro celular da Dell no Brasil, taz tela de 3,6 polegadas, câmera de 3.15MP, Wi-Fi e 3G</i> - (Dell/Divulgação)
Mini 3: Primeiro celular da Dell no Brasil, taz tela de 3,6 polegadas, câmera de 3.15MP, Wi-Fi e 3G
sua próxima aquisição, pode ter os dois, e ao mesmo tempo. É o U1, que tem tela sensível ao toque destacável, funciona como laptop de processador Core 2 Duo, da Intel; e como tablet, quando destaca o display de LED com 11,6 polegadas. Aí, em até três segundos, segundo a companhia, começa a rodar o processador Sanapdragon, da Qualcomm.

Ricardo Barrio Dominguez, gerente de marketing de produto da Lenovo, confia no espaço para a novidade. “O U1 é revolucionário porque se pode destacar a tela e ter outra unidade, rodando outro sistema operacional, e virá para atender uma necessidade específica. Diferentemente dos PCs all-in-one, que devem substituir em definitivo os PCs tradicionais”, aposta.

Sistemas
Enquanto notebook, o U1 roda Windows 7. Como tablet, passa a funcionar uma distribuição de Linux customizada pela empresa, o Skylight OS. No caso do iPad, o sistema é derivado do Snow Leopard X, mas está mais próximo do que roda no iPhone e no iPod Touch. O novo aparelho da Apple, com display de 9,7 polegadas, aposta em até 10 horas de bateria. E também traz uma boa solução de conectividade, 3G e Wi-Fi.

A questão é saber se, mesmo com as duas redes sem fio atividas, a autonomia continuará a mesma. Certo é que não se aproximará da disponibilizada pelo Kindle,
<i>U1: O note tablet da Lenovo ainda não tem previsão para chegar ao Brasil, mas já conquista pela versatilidade. É uma boa para quem precisa fazer anotações em classe e digitar depois...</i> - (Lenovo/Divulgação)
U1: O note tablet da Lenovo ainda não tem previsão para chegar ao Brasil, mas já conquista pela versatilidade. É uma boa para quem precisa fazer anotações em classe e digitar depois...
leitor de livros virtuais da Amazon, que chega em 10 dias. “É certo que o Slate é bem mais que um leitor de e-books. Tem “n” aplicações, como internet, social networking, vídeo e televisão no futuro”, aposta Mascarenhas.

A diferença do número de aplicações que se pode conseguir com o uso de sistemas como o Android, o Windows ou o nativo da Apple é muito grande em relação a leitores que fazem apenas o que foram designados na fábrica para fazer. “Não acho que o iPad venha para competir com o Kindle. A pergunta é se vai concorrer com determinados tipos de netbooks, por exemplo”, acredita Luciano Crippa, consultor do IDC, que deixa claro que o mercado de tablets ainda tem muito o que crescer: “Da venda mundial de PCs, não chega a 0,5%”.

Esta matéria tem: (0) comentários

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Envie sua história efaça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.


Saiba mais...
Grupo Fujitsu reivindica uso do nome "iPAD" desde 2002 nos EUA Entrada da Apple no mercado de tablets mostra a tendência de diversificar para agradar a todos os gostos Especialistas ouvidos pelo Correio elogiam o iPad, novo tablet da Apple A sofisticação de Steve Jobs