Pergunta rápida: Quem é mais famoso, o presidente Lula ou o Corinthians, seu time do coração? Melhor. Que tal a comparação com o Flamengo? A resposta deveria ser fácil, afinal tratam-se das duas maiores torcidas do país e do esporte mais popular do mundo. Engano. O mercado editorial contraria qualquer previsão apressada ou palpite de torcedor. Nem as duas equipes juntas conseguem se aproximar do número de livros sobre a trajetória política, pessoal, administrativa, dentro e fora do governo, romance ou comédia, de Lula.
Nas principais livrarias do país, é possível encontrar 46 publicações com o nome de Lula na capa. Os dois times juntos conseguem ter — no máximo — 30 livros editados. Esse foi o número do levantamento realizado pelo Correio nos acervos(1) das principais lojas de livros de Brasília. Tem de tudo, desde charges sobre o governo do presidente petista até análises sérias e complexas sobre relações internacionais e política econômica do atual governo.
A literatura de cordel também foi generosa ao retratar a trajetória de Lula, que ganhou fama nas palavras da jornalista Denise Paraná, autora do livro A história de Lula, o filho do Brasil. A obra serviu de base para filme do diretor Fábio Barreto. Tamanha oferta literária pode ser explicada pela popularidade do presidente da República, que beira os 80% e, em algumas cidades nordestinas, atinge espantosos 100% de aprovação.
O livro de Denise Paraná vendeu cerca de 31 mil cópias, segundo a editora Objetiva. Já o do jornalista Marcelo Tas, Nunca antes na história deste país, que remete ao jargão preferido do presidente da República, chegou a 30 mil exemplares. Para um setor bastante árido, esses números podem ser considerados bem sucedidos.
Biografias
Inspirados no livro que virou filme, não faltam nas estantes das livrarias biografias de Lula. Atualmente, seis estão disponíveis. Elas contam como um retirante nordestino, operário em São Paulo, driblou o conservadorismo eleitoral e chegou ao mais alto posto da República: A história de Lula: o operário presidente, de Brito Alves, da Espaço e Tempo; Lula, o início, de Mario Morel, pela Nova Fronteira; O menino Lula, de Audálio Dantas, da Ediouro; Lula na Literatura de Cordel, de Crispiniano Neto, da Imeph; e Lula do Brasil, de Richard Bourne, da Geração Editorial. Há charges do cartunista Chico Caruso Lula Lá – A [o]missão – Parte 1, da Devir. O famoso dicionário criado a partir dos discursos do presidente. O dicionário Lula, de Ali Kamel.
Denise Paraná, sem citar nomes, classifica algumas publicações de oportunistas. “Há publicações bastante oportunistas, sim. É uma pena. Várias são compilações de pesquisas realizadas por outras pessoas, de material que saiu na imprensa reeditado em tom sensacionalista. Algumas podem até vender bastante, mas terão vida curta, porque não se sustentam como bons livros”, disse a autora, em entrevista por e-mail.
Apesar de seu livro ter sido feito na campanha de 1989, a crítica é a mesma que foi disparada contra o filme de Fábio Barreto. Nem na Cuba de Fidel Castro ou na União Soviética de Josef Stalin foram produzidos filmes enaltecedores da vida do presidente em vida. Até nisso Lula é único. “O presidente é carismático, mobiliza muito as pessoas, dificilmente é ignorado por onde passa. Mas isso não significa que sua imagem possa ser transformada num produto que seja rentável do ponto de vista financeiro”, disse Denise.
1 - Média a baixa
Apesar de alguns livros alcançarem boa vendagem para os padrões brasileiros, nem toda a legião de publicações pode ser considerada um sucesso. A maioria atinge vendagem de média a baixa, não chegando a mil cópias vendidas. A editora Garamond possui quatro publicações sobre o presidente, todas do mesmo autor, o cientista político Cândido Mendes. A que atingiu maior vendagem foi Lula: a opção mais que voto, com 5.180 vendidos. A obra foi lançada pouco antes de o presidente se eleger pela primeira vez, em 2002.
Três perguntas para
DENISE PARANÁ, JORNALISTA E AUTORA DA BIOGRAFIA DO PRESIDENTE LULA
Há um apelo sentimental na história de Lula, no brasileiro retirante pobre que chegou a presidente da República?
Há algo maior que um apelo sentimental. Sua história de vida é simplesmente fantástica, uma trajetória de superação inigualável. E, mais do que isso, é o retrato vivo de todo o povo brasileiro, com suas limitações e possibilidades.
A principal crítica ao filme é que ele criou um personagem irreal, com Lula quase como um santo. Pessoas que conviveram com ele na época do sindicato dizem que Lula era uma figura mais bruta do que o personagem que aparece no filme do Fábio Barreto. Há um descompasso nas histórias do livro e do filme? Houve uma tentativa de “beatificar” o presidente?
Há uma série de fatos “heroicos” na vida do Lula, que foram reais, que não entraram no filme. Fábio Barreto não beatificou Lula, pelo contrário, expôs uma série de fragilidades. O filme foi criticado por setores politicamente conservadores por ter beatificado Lula e foi, ao mesmo tempo, criticado por setores progressistas por ter apresentado um Lula fraco, menor do que realmente é. Quase toda a crítica feita ao filme tem viés político. Quase ninguém conseguiu analisar o filme como aquilo que ele verdadeiramente é, uma obra cinematográfica.
É possível apontar os erros do filme?
Sim, claro, tudo o que é humano é imperfeito. Mas, nesse filme, as qualidades superam as imperfeições. Como o filme já foi muito bombardeado com críticas superficiais e tendenciosas, prefiro deixar minha crítica para o futuro, quando, espero, o fogo das paixões já tenha diminuído e ele possa ser realmente “visto” com qualidades e defeitos reais.
Esta matéria tem: (12) comentários
Autor: francisco moura
Esse é o cara! Que deixou de lado os reacionários do PT e abraçou o povo brasileiro que Legal..........!!!
Autor: francisco moura
Esse é o cara! Que deixou de lado os reacionários do PT e abraçou o povo brasileiro! Que legal.......!!!!
Autor: neide aguiar
Os Cristãos, com algumas exceções, cosideram que Jesus Cristo é o Messias.Os brasileiro, com muitas, exceções acham que é o Lula embora o Lula tenha certeza. Que tal?
Autor: Fábio Borba
... Esse não emplacou. O filme mais caro produzido no país não passou dos 400 mil espectadores. O filme da Xuxa, uma produção barata que agrada as crianças, ultrapassou 1 milhão de espectadores. Entre o molusco, o poste Dilma (ela parece a Betty Boop) e a Xuxa, prefiro a rainha dos baixinhos!
Autor: Fábio Borba
... lançadas por FHC, como a "Arte da Política" e "Dependência e Desenv. na América Latina", esta última referência mundial nos estudos sobre a teoria da dependência. São livros com conteúdos, úteis para o desenvolvimento da ciência. E por fim um comentário sobre o filmeco "Lula, o filho do Brasil"..
Autor: Fabiola Tobias
Cuidado que a inveja mata, esse povo não aguenta engolir que um nordestino sem um título de doutorado ou sei lá o q tenho levado o Brasil a tamanho desenvolvimento. Vcs vão ter que engolir!
Autor: Batista Paulo
Isso realmente é uma vergonha. Quanto mal gosto.
Autor: Cristóvão Souza
Lula não pode ser beatificado, pode isto sim, ser santificado, o que Ele (proposital) fez pelo povo brasileiro em poucos anos, essa direita imunda, corrupta e terrorista produziu de revés. Aqueles que hoje criticam nosso Santo, é por pura invenja. Viva o primeiro e legítimo Santo Brasileiro.
Autor: Marco Seifert
a grande maioria do povo brasileiro, não é "ideologizado". Portanto são necessárias estas ações de idolatria, chegando até, primeiro caso em uma democracia moderna, a um filme (que pagamos nos contribuintes) glorificador, livros, procissões e profissões de fé.
Autor: Cris Azevedo
Por isso é que o filme está saindo de cartaz no Brasil todo? A média de espectadores: 1a semana: 190 mil 2a. semana: 101 mil 3a. semana: 66 mil 4a. semana: 12 mil É. Pelo jeito o filmão não agradou. Os críticos são os que o viram etratam de advetir os amigos para que não cometam a mesma sandice.
Autor: João Souza
A explicação é simples: Lula é o cara. Pronto. Seus antecessores que falavam até javanes, tem de espumar de raiva.
Autor: waldir silva
Um capiau desse, dizer que tem mais títulos é uma brincadeira, só num País de terceiro mundo mesmo, pra um jornal, publicar uma besteira dessas, ainda bem que esse presidente tá fazendo as malas, quero saber o que mudou na vida do brasileiro, com oito anos desse governo incomPTente, só ele ficou rico