Para assumir a área de comunicação do GDF em lugar de Weligton Moraes, que deixou o governo no fim da semana passada, o governador José Roberto Arruda alçou dos bastidores o jornalista Ademir Malavazi. Amigo e conselheiro de Arruda há duas décadas, os dois trabalharam juntos pela primeira vez após a eleição do político para o Senado, em 1994.
Desde o início do atual governo, Malavazi tornou-se um colaborador de Arruda, trabalhando como uma espécie de ghost-writer do governador. É dele a autoria de boa parte dos discursos lidos e dos artigos escritos pelo chefe do Executivo do DF. Malavazi atuava no GDF informalmente, porque é funcionário de carreira da Câmara dos Deputados.
Com a crise, que colocou abaixo quase todo o organograma do primeiro escalão do governo, Malavazi aceitou emprestar o currículo de jornalista construído nos últimos 46 anos na tentativa de ajudar o amigo no pior momento político de sua carreira pública. Ademir também estudou sociologia na Universidade de São Paulo (USP) e foi aluno de Florestan Fernandes, do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e de sua esposa, Ruth Cardoso.
Entre 1976 e 1986, Ademir se revezou nos cargos de editor de política, da primeira página, secretário de redação e diretor da sucursal da Folha de S. Paulo em Brasília, tendo sido coautor do primeiro Manual de Estilo da Folha. Na capital da República, trabalhou ainda como editor-chefe do Jornal de Brasília, período onde nasceu sua amizade com Arruda, que na ocasião era secretário de Governo na administração de Joaquim Roriz.
No governo de José Sarney, assumiu a direção de comunicação do Ministério da Justiça e, mais recentemente, voltou ao serviço público, desta vez como concursado da Câmara dos Deputados, onde dirigiu o setor de comunicação da Casa em 2004. Na semana passada, após o pedido de demissão de Weligton Moraes — que saiu em função das denúncias feitas por Edson Sombra sobre a intermediação dele no suposto episódio de pagamento de propina comandado por Arruda —, o GDF mandou para a Câmara dos Deputados um pedido de transferência do servidor de carreira para a administração local. O jornalista aguarda a confirmação da Câmara para assumir oficialmente o posto no governo.
Esta matéria tem: (7) comentários
Autor: neide aguiar
São todos farinha do mesmo saco:Lula. Arruda, Sarney,Malavasi. Essa CLDF precisa ser implodida o mais depressa possível. Por muito menos o Collor, outro bandido, foi defenestrado da Presidência. O Arruda e sua camarilha está precisando de um Fiat p/chamar de seu.
Autor: neide aguiar
Meu Deus! O canalha, ladrão, malfeitor não para de governar, de mandar, dar ordens, dar cargos, dinheiro.Ele não para de zombar dos babacas da Justiça que não decobriram o que fazer com ele.É uma piada, Sr, Gilmar Mendes.Para que serve a Justiça no Pais?
Autor: sailes Rosas
A policia do goiás tem agentes pra mandar pra Brasilia fazer arapongagem em gabinetes da CLDF, porque não manda também pra Luziania resolver o problema dos rapazes desaparecidos?. Depois o delegado na maior cara de páu diz que o efetivo é insuficiente e por isso ta demorando as investigações, é mole?
Autor: Gildo Souza
Veja só a fria que esse ai ta pegando, um governo totalmente sem estrutura política, um governo que sujou o proprio nome duas vezes na camara dos deputados e agora no Governo do Distrito Federal, nem se me pegasse 1milhão por mês eu pegaria vaga nesse Governo sem moral e sem conduta.
Autor: sidnei araujo
A "mafia" das agências de publicidade que controlam a publicidade do GDF vai transformar o jornalista Ademir Malavazi em um cara sem escrupulos, como fizeram com todos os "gente boa" que passaram pela secretaria. A mafia dos editais para jornais pequenos tem que acabar na publicidade oficial.
Autor: sidnei araujo
Administrar um orçamento gigantesco como o da secretaria de comunicação do GDF, com os interesses que existem sobre os "editais" publicos e produzir matérias que enalteçam o governo não vai ser tarefa fácil para o competente jornalista Ademir Malavazi. Espero que ele não se deixe levar pelo "poder".
Autor: romerio batista
daqui apouco ta milhonario.