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| Loja Gold Sol, do casal Lixiong e Zhang: representantes do consulado chinês virão a Natal para acompanhar o caso |
No comércio alecrinense, perplexidade. Junto à Polícia Civil, pouco é dito "para não atrapalhar as investigações". E os corpos dos quatro chineses mortos a tiros em Macaíba, na Grande Natal, ainda aguardavam liberação do Itep até o início da noite de ontem. O caso do assassinato em série, que vitimou Zhon Maozhen, 36 anos, Jin Wanghai, 39, Lixiong Lin, 36, e Zhang Hayan, 38, e chocou o estado no último fim de semana, está envolto em mistério.
O cunhado de Jin Wanghai, Liu Dun Jian, proprietário de um restaurante no Alecrim, conversou com a reportagem do Diário de Natal e afirmou que os parentes do casal não têm ideia do que possa ter motivado a chacina. "Entregamos o caso à polícia para que seja resolvido", disse. Ele relatou, ainda, a última vez que avistou os dois. "Saíram da loja [JMF Variedades] por volta das 18h30 da quinta-feira e não disseram para onde iriam. Não sabemos de nenhuma transação comercial ou negociação que fariam", continuou.
Liu Dun Jian, que mora no mesmo prédio onde funciona seu restaurante, era, ainda, vizinho do outro casal morto, Lixiong Lin e Zhang Hayan. "Os quatro eram amigos e não sabemos de mais nada", resumiu. Segundo ele, que é casado com a irmã de Jin, os parentes moravam em Natal há cerca de dez anos. Já Lixiong e a esposa viviam na cidade há quase dois anos.
A reportagem do Diário de Natal esteve nas proximidades da loja JMF Variedades e na Gold Sol - esta última de propriedade do casal Lixiong e Zhang - e conversou com um comerciante, um ambulante e uma vendedora, que não quiserem ser identificados. Entre os três, predomina o sentimento de indignação. "Eles eram pessoas muito simpáticas, falavam com todos por aqui e eram bem quistos", lamentou um deles.
InvestigaçãoAinda segundo Liu Dun Jian, representantes do consulado chinês no Brasil estão vindo para Natal com o intuito de acompanhar de perto o inquérito, presidido pelo delegado Ronaldo Gomes, titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deicor), com o apoio de Maurílio Pinto, da Especializada em Capturas (Decap). Os dois se limitaram a dizer que, como estão no início das investigações, não podem fornecer informações concretas sobre o caso. "Estou ouvindo pessoas ligadas a eles, como familiares e amigos, e não posso dar mais detalhes, para não interferir no nosso trabalho", respondeu Ronaldo Gomes.
No domingo, o delegado Maurílio Pinto havia descartado a hipótese de sequestro ou latrocínio, já que não houve contato prévio com a família e sequer foi subtraído algum pertence dos casais no momento do crime. Um outro ponto curioso envolvendo os homicídios é que todos levaram tiros na região da cabeça e os corpos foram dispostos de forma "combinada". Além disso, a polícia não encontrou cápsulas de munição no local.
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Autor: marcos sousa
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