Apesar de ter se 'esquecido' de convocar Ronaldinho Gaúcho para o amistoso contra a Irlanda, dia 3 de março, em Londres, o último antes da estreia da seleção brasileira na Copa da África do Sul, o técnico Dunga garantiu, em discurso repetitivo, que o sonho do craque do Milan de disputar o Mundial não está definitivamente enterrado.
"Todo jogador tem chance. Nós analisamos e montamos o grupo da seleção brasileira e, nesse momento, ele não faz parte", sintetizou o técnico, que esbanjou sua conhecida ironia quando questionado a respeito dos critérios que utilizará para elaborar a lista definitiva para a África do Sul.
"Tenho três meses até lá para amadurecer as ideias. Se tenho uma prova no final do ano, para que vou dar as respostas agora? Tenho tempo para estudar e aprender e não há motivos para dar essa lista hoje", disparou.
A mesma animosidade foi mostrada pelo treinador quando o assunto foi o setor ofensivo. Questionado se a volta da boa fase de Vagner Love, hoje no Flamengo, e de outros nomes que já passaram por seu grupo, como Fred, do Fluminense, poderia fazê-lo alterar o quarteto formado por Robinho, Nilmar, Adriano e Luis Fabiano, Dunga bateu forte.
"Já trouxemos esses nomes e vocês criticaram muito, mas agora querem de volta. Na vida, tudo se repete, pois foi assim com o Felipão e com o Parreira. Quem está fora sempre é bonitinho, mas quando chega, fica feio", comparou, emendando uma pergunta na sequência.
"Há jogadores que não vão bem em seus clubes, mas chegam na seleção e correspondem plenamente. Agora pergunto a vocês, que entendem de futebol: o que é melhor? Quem rende no clube ou quem rende na seleção? Eu prefiro aquele que corresponde quando está na seleção, sob meu comando", concluiu.
Envie sua história
efaça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog.
Manifeste seu mundo.
Esta matéria tem: (0) comentários