Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Neymar, Fred... A lista de jogadores que vêm correspondendo em seus clubes e acabaram 'esquecidos' por Dunga para o amistoso contra a Irlanda, dia 2 de março, em Londres, é extensa e, à exceção do novato santista, conta com atletas que integraram o grupo que fracassou na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006.
E é justamente a pífia campanha verde e amarela sob o comando de Carlos Alberto Parreira no último Mundial que foi utilizada como argumento por Dunga para aliviar a pressão popular e da mídia especializada pelo retorno de alguns medalhões - especialmente a dupla de 'Ronaldos'.
"Quero que o torcedor lembre o que vocês (jornalistas) falavam em 2006 e o que falam hoje, pois ou vocês estavam errados naquela época ou estão agora", disparou. "Todos reclamavam dos jogadores que não eram comprometidos com a seleção brasileira. Hoje tenho um grupo com jogadores que brigam com seus clubes para jogar na seleção. Vou deixar esse jogador fora?", completou, irritado.
Companheiro inseparável de Dunga, o auxiliar Jorginho endossou o discurso e, apesar de não eliminar nominalmente as chances do 9 corintiano estar na seleção, deixou claro que o Fenômeno, principal ícone do fiasco canarinho na Alemanha (se apresentou visivelmente acima do peso ideal), dificilmente disputará sua quinta Copa do Mundo.
"Hoje, para estar na seleção brasileira não é mais uma questão técnica, é uma questão de comprometimento. E isso o próprio grupo já cobra de todos", disparou o ex-lateral do Flamengo e da própria seleção.
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