Representantes das três esferas de governo lançaram nesta segunda-feira (1°/3), no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, zona sul da cidade, o projeto Mosaico Carioca de Áreas Protegidas. A medida cria uma gestão integrada de 27 unidades de conservação e três áreas protegidas.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, explicou que a parceria não vai substituir a administração individual, mas sim otimizar e fortalecer as ações de proteção da Mata Atlântica, onde há espécies raras e ameaçadas de extinção. “Vamos potencializar tanto a proteção quanto o usufruto. Teremos mais monitoramento e mais recurso”.
Minc adiantou que ainda neste semestre será lançado o Fundo Nacional da Mata Atlântica, com aporte inicial de US$ 40 milhões, provenientes de um resíduo de dívida com os Estados Unidos, e que parte desse dinheiro será investida em ações do Mosaico Carioca.
Durante o lançamento, a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica (formada pela Fundação SOS Mata Atlântica e pela Conservação Internacional) anunciou que vai financiar nos próximos três anos, pelo menos, iniciativas do projeto voltadas ao manejo, à recuperação e à gestão desses espaços protegidos. O valor do investimento ainda está sendo estudado, mas contará com captação de recursos na iniciativa privada.
Além de áreas localizadas na cidade do Rio de Janeiro, o projeto contempla 35 mil hectares nos municípios de Nova Iguaçu e Nilópolis. O Parque Nacional da Tijuca é um exemplo de gestão compartilhada entre os três entes federados, criada no final da década de 90.
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