Mais de 60 alunos da UnB entregam carta de demandas que garantam mais segurança no câmpus Reitoria diz que se manifestará sobre o assunto até o próximo dia 27

Publicação: 20/03/2010 08:14 Atualização: 20/03/2010 08:28

“Eu não quero mais estudar em uma universidade que é cúmplice da violência.” O desabafo da estudante de geografia Luana Weyl, 18 anos, foi recebido com uma salva de palmas por colegas que lotaram o auditório da Reitoria da Universidade de Brasília (UnB). Ao som de marchas de repúdio ao machismo, ao estupro e à insegurança, mais de 60 alunos se reuniram com o reitor, José Geraldo de Sousa Júnior, na tarde de ontem para entregar uma carta de exigências a fim de incrementar a segurança do câmpus Darcy Ribeiro. A iniciativa foi de um grupo de alunas revoltadas com mais um caso de estupro, ocorrido na segunda-feira, contra uma estudante de letras. Desta vez, ao contrário da reunião de quarta-feira, muitos homens participaram do encontro e levantaram a bandeira contra a violência.

A lista de providências pede, principalmente, que os câmpus da UnB sejam limpos e melhor iluminados, que haja a contratação de vigilantes e seguranças mulheres, o aumento do transporte interno gratuito, a transparência da reitoria em relação aos casos de violência sexual dentro da universidade e a criação de um centro de referência das mulheres. “Nosso corpo não é objeto. A cada mulher, a cada homem que se solidariza, peço que não aceitem que as promessas não saiam do papel. Vamos nos manifestar até que algo aconteça. Não queremos mais ter medo”, declarou Juliana Peña, 19 anos, aluna de ciências sociais. “Sabemos que a segurança tem gente suficiente, mas por problemas políticos, não existe planejamento tático”, criticou a estudante de letras Priscila Francisco Pascoal, 27 anos. O documento não foi assinado por José Geraldo, que pediu mais tempo para refletir sobre o conteúdo da carta. Ele, no entanto, concordou em se manifestar publicamente sobre o assunto até o dia 27, data estipulada pelas estudantes.

O reitor disse que não vai “fugir das responsabilidades” e defendeu a divulgação das estatísticas criminais da UnB. “A informação serve para proteger, para envolver a sociedade no debate e criar soluções”, acrescentou. Entretanto, frisou que muitas decisões não dependem só da reitoria. “A universidade é uma estrutura complexa. Não basta definir em um ato. É preciso criar condições para fazer as mudanças funcionarem”, alegou. No início da tarde, o mesmo auditório foi palco para a 3ª reunião do Conselho Comunitário de Segurança da UnB. Estiveram presentes tanto conselheiros quanto membros do GDF e das polícias Militar e Civil, que pediram uma parceria com a comunidade acadêmica. O prefeito da UnB, Silvano da Silva, afirmou que o edital para a licitação de modernização e ampliação da iluminação, obra orçada em R$ 1,7 milhão de reais, será publicado na semana que vem. Segundo ele, mais de 1 mil novos pontos de luz se somarão aos 2 mil presentes hoje.

Esta matéria tem: (9) comentários

Autor: Giordana Garcia
Acredito que antes da manifestação deve existir a denúncia...é preciso que hajam fatos, ocorrências registradas...reclamar e não denunciar não adianta nada. Esperar acontecer o fato, seja ele qual for e depois falar mal de todos é fáil. É preciso prevenir, interagir com todos os órgaõs, registrar.. .

Autor: Raquel Morais
próximas ou mesmo fiscalizassem melhor essas questões. De qualquer forma, a situação é chata mesmo. Durante esses dois anos de faculdade, já ouvi e vi muita coisa esquisita. Tenho medão de ficar na UnB até mais tarde. E, infelizmente, a gente não vê uma postura forte da reitoria sobre tudo isso...

Autor: Raquel Morais
Daniel, acredito que o pedido por vigilantes mulheres seja por motivos maiores que os que você expôs... Pelo que algumas meninas relataram na comunidade, tem casos de caras entrando nos banheiros femininos, tentando entrar nas cabines, escalá-las... TALVEZ pensem que essas vigilantes ficariam mais...

Autor: Jack Jones
Fumam maconha feito uns malucos e querem segurança? É no mínimo trágico...

Autor: JOSIAS JUNIOR
... tinha um barrigudo fogoió, chamado LIMA que fez uma greve para se candidatar a REITOR. Quem ganhou a eleição na época foi a GENI, uma cadela vira-latas que andava pelo campus. Os professores faziam pós, com a FINATEC para receber por fora.NA FS as pós são pagas,para dividirem em caixinhas.

Autor: JOSIAS JUNIOR
Os seguranças só dormem e vigiam os prédios. Tinham apenas uma parati velha, para circularem pelo campus.PM era ficção. A Universidade deveria ter no mínimo 10 seguranças com motos, circulando pelo campus.Os seguranças são uns barrigudos que só dormem na entrada dos prédios.Na época...

Autor: JOSIAS JUNIOR
Acredito que este tarado deva ser servidor da UNB, desde que estudei lá, em 1991 a 1996, ocorriam casos de estupro. Duas colegas foram agredidas no campus, e uma foi seviciada.Nunca pegaram. É alguém que conhece a rotina do campus e a fragilidade da segurança.

Autor: Daniel Spezia
Qualquer coisa que acontece é motivo pra esse grupinho de mulheres da unb tentarem se autoafirmar como feministas.Daqui a pouco vão criar um centro de convivência feminino, poxa, ja basta o "centro de convivência negra". Mas o assunto é sério. Vamos proteger as nossas mulheres! (clamor aos homens)

Autor: Daniel Spezia
Mais uma vez, as feministas tomam a frente e poluem o que deveria ser um movimento bonito contra a violência. Contratar vigilantes mulheres? Lutar contra o machismo? Meu Deus! O crime de estupro é repudiado por homem e mulheres do mundo inteiro.

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