GRIPE SUÍNA » Governo decide estender prazo de vacinação Preocupado com a baixa adesão de alguns grupos prioritários, Ministério da Saúde estabelece nova data para o fim da campanha: 2 de junho. Crianças até 4 anos e 11 meses também receberão a dose

Flávia Foreque

Publicação: 22/05/2010 11:15

O Ministério da Saúde decidiu ampliar o prazo da campanha de vacinação contra a gripe A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína. O titular da pasta, o ministro José Gomes Temporão, afirmou que o público-alvo da campanha poderá se vacinar nos postos de saúde até 2 de junho — o prazo estabelecido no calendário anterior encerrou-se ontem. Desde o início da campanha até a última quinta-feira, 61 milhões de pessoas foram vacinadas, o que corresponde a 70% do público-alvo. Embora o índice fique próximo da meta estipulada pelo governo, de 80%, a adesão de determinados grupos ficou bem abaixo do ideal.

Temporão disse ainda que a vacinação será estendida a crianças de 2 anos a 4 anos e 11 meses. Ao todo, serão utilizadas 10,8 milhões de doses para o novo grupo. Os pais podem procurar os postos a partir da próxima segunda-feira e devem estar atentos ao fato de que a imunização dessa faixa etária ocorre a partir de duas meias doses da vacina. Assim, 21 dias após a primeira dose, é preciso retornar ao posto para tomar a segunda aplicação.

Apesar de a ampliação do prazo aplicar-se a todos os grupos da campanha, a prioridade será atender às pessoas de 30 a 39 anos e gestantes que ainda não tomaram vacina. No primeiro caso, o percentual de vacinados foi de apenas 37%. O prazo para essa faixa etária começou em 10 de maio.

Na última hora, a microempresária Ruth Cardoso Silva, 31 anos, entrou para o grupo dos vacinados. Ela afirmou que adiou o quanto pôde porque duas parentes tiveram febre alta por conta da aplicação. “Eu estava com medo da reação e preferi tomar à tarde, porque se tivesse alguma reação não teria que deixar o trabalho.” Ruth, no entanto, não esperava encontrar tamanha fila no centro de saúde da 514/515 Sul. Segundo a enfermeira-chefe do centro, Márcia Carneiro Fernandes, 2.014 pessoas foram atendidas durante toda a sexta-feira. Desse total, 62% eram adultos entre 30 e 39 anos.

No local, duas filas foram organizadas. Idosos, gestantes, doentes crônicos e crianças eram atendidos em uma delas, enquanto os demais grupos enfrentavam uma outra, que se prolongava ao lado da via W3 Sul. Além da vacina contra a gripe H1N1, apenas a vacina contra a gripe comum também era disponibilizada — ela também foi prolongada até 2 de junho.

Distrito Federal

Ainda sem os números consolidados, o subsecretário de Vigilância em Saúde do Distrito Federal, Allan Kardec, avalia que o percentual de adultos entre 30 e 39 anos vacinados no DF foi um pouco acima da média nacional. “Acredito que ultrapassou 40%, mas ainda é pouco”, disse Kardec. O subsecretário atribuiu o baixo índice de adesão do grupo à rotina atribulada dos adultos dessa faixa etária. “Essa população geralmente trabalha de manhã e à tarde, e estuda à noite. Eles merecem a extensão do prazo.” Segundo a Secretaria de Saúde, 72,7% do público-alvo no Distrito Federal foi vacinado entre 8 de março e a última quinta-feira. A meta era atender 1,2 milhão de pessoas, mas cerca de 923 mil procuraram os centros de saúde no DF.

Esta matéria tem: (10) comentários

Autor: Ministério da Saúde
(continuação) os indígenas, as crianças de 6 meses a dois anos, gestantes, portadores de doenças crônicas, jovens de 20 a 29 anos e boa parte dos adultos de 30 a 39 anos. Também não houve nenhum caso de complicação. Para mais informações: fernanda.scavacini@saude.gov.br

Autor: Ministério da Saúde
Renato Nava, A vacina é segura, e protege a população. No Hemisfério Norte, mais de 300 milhões de pessoas foram vacinadas, e não houve nenhum registro de complicação provocada pela vacina. No Brasil, já foram vacinados os profissionais de saúde,

Autor: Ministério da Saúde
(Continuação) Em casos mais raros, pode haver reação alérgica. A vacina contra Influenza H1N1 é segura. Ela foi devidamente testada. Antes de ser aplicada aqui no Brasil, esta vacina já foi utilizada em mais de 300 milhões de pessoas no Hemisfério Norte, sem efeitos colaterais graves.

Autor: Ministério da Saúde
Lucia Teixeira, De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os principais efeitos colaterais da vacina são dores de cabeça, nos músculos e articulações e febre. São sintomas leves, que devem durar cerca de dois dias. Em casos mais raros, pode haver reação alérgica.

Autor: Lucia Teixeira
Bem fiz eu em não tomar essa vacina!Nem os cientistas ainda sabem os efeitos nocivos que ela pode causar!Se imunizar mesmo, não terei de quem contrair a H1N1...rsrsrs Tô fora!

Autor: Renato Nava
(continuação) Isso tudo ta me paracendo mais um episódio de Lost. Como vou ter a certeza se você(s) do Ministério da Saúde não são os "outros"?

Autor: Renato Nava
E só agora que vocês do Ministério da Saúde me falam isso? Que campanha de vacinação mais pífia. Eu realmente achei que iria morrer. Já é difícil viver com tantas possíveis causa mortis que nos ronda, que só faltava essa, o governo me matar com uma vacina obscura.

Autor: Ministério da Saúde
(continuação) Para mais informações, fernanda.scavacini@saude.gov.br Att, Ministério da Saúde.

Autor: Ministério da Saúde
Renato Nava, Dores na cabeça e no corpo, indisposição, febre, dor no local da aplicação são alguns dos efeitos adversos esperados da imunização. Em casos mais graves, pode haver reação alérgica. Caso persistam os sintomas, procure um médico. (continua...)

Autor: Renato Nava
eu fiquei muito mal depois que tomei esta vacina. dor de garganta. dor na região do ouvido.uma leve dor de cabeça. moleza no corpo. dores nas pernas. o governo devia falar para a população dos efeitos adversos de se tomar esta vacina obscura.

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