Luciano Pires
Publicação: 09/07/2010 07:01 Atualização: 09/07/2010 08:53
Aprovada ontem pelo Congresso Nacional, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2011 estima em R$ 20 bilhões a margem de expansão das despesas do governo consideradas obrigatórias e de caráter continuado. Entendido pelos especialistas em contas públicas como uma espécie de limite de cheque especial, o recurso poderá ser acessado conforme as necessidades da União. Diante das recentes pressões do funcionalismo por novos reajustes, o dinheiro deverá ser alvo de intensas disputas. Além dos servidores, a verba também será destinada a programas sociais e ao pagamento de benefícios previdenciários.
A previsão de fôlego extra foi incluída por força da Lei de Responsabilidade Fiscal(1) (LRF), que manda atrelar a criação de novas despesas a fontes consistentes de financiamento. Para chegar à cifra bilionária, a LDO leva em consideração um salto de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o aumento do volume das importações e receitas federais em bons níveis. De acordo com o texto, a maior parte do dinheiro deverá ser abocanhada pelo crescimento vegetativo dos benefícios previdenciários, do seguro-desemprego, do abono salarial e dos benefícios concedidos com base na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). Reestruturações de pessoal aprovadas também estão contempladas.
Embora a destinação da verba já esteja traçada, os montantes podem variar. Isso quer dizer que, dependendo das conveniências ou das decisões políticas, uma parcela maior ou menor do bolo poderá ser remanejada a quem de direito. Como o governo empurrou para 2011 uma série de negociações e acordos salariais com categorias do Executivo, a tendência é que o grupo tome a dianteira e reivindique seu quinhão.
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Esta matéria tem: (2) comentários
Autor: Servidor Público
Corrigindo, greve só 44 dias, e não há mais de 2 meses como disse a reportagem. Aliás um descaso com o judiciário, já que o Legislativo tem o "caminho" bem mais fácil, não depende de ninguém...
Autor: Nivaldo C. Reis
O desrespeito do executivo com o judiciário é tão grande que, além dos barganhadores do legislativo aprovarem seus aumentos, os do judiciarinho, ainda tem de ter aval de quem for eleito, mas que assumirá em jan/11. Reage cúpula do judiciário. Isso é vergonha para sua Presidência e colegas.