Solidariedade, um doce remédio

Tecnologia a favor do conhecimento

Cursos a distância têm facilitado o acesso não só ao ensino superior como também a cursos de especialização de todas as modalidades

A tecnologia tem sido uma grande aliada da educação. O ensino a distância, por meio de plataformas on-line, tem ajudado muitos brasileiros a concretizarem o sonho de obter o diploma de ensino superior. Segundo o último Censo EAD.BR, são mais de 3,8 milhões de alunos matriculados em todo o país. A oferta de especializações na rede tem contribuído para que o número de pessoas que buscam maior qualificação para o mercado também aumente. As opções são tantas quanto aquelas do ensino presencial: são cursos técnicos, MBA, mestrados e doutorados.

A diretora de Soluções Educacionais da Fundação Getulio Vargas Online, Mary Murashima, acredita que os brasileiros buscam essa modalidade por causa da presença cada vez mais forte da tecnologia no cotidiano. Dessa forma, as barreiras para quem quer estudar se tornam menores. Para ela, um dos pontos-chave que determina a opção pelos cursos on-line é o preço. "Eles geralmente são mais baratos e possuem o mesmo nível que um curso presencial, dá a mesma certificação. Sem contar que é uma educação de ponta", esclarece. Segundo o Censo EAD.br de 2014. Existem no Brasil 360 instituições que oferecem educação a distância.

Eles geralmente são mais baratos e possuem o mesmo nível que um curso presencial, dá a mesma certificação. Sem contar que é uma educação de ponta"
Mary Murashima, diretora de Soluções Educacionais da FGV Online

Adriana Carvalho, 40 anos, fez o curso superior em gestão pública via educação a distância (EAD). Há três meses, começou uma pós-graduação em gestão de projetos pela mesma modalidade de ensino. Ela relata que apostou nesse tipo de aulas por não ter mais ritmo e paciência de frequentar uma sala presencialmente, mas alerta: é necessário ter disciplina. "Se não separar uma hora do dia ou algumas na semana para estudar e fazer as obrigações, o conteúdo acumula e é difícil recuperar depois. Se não tiver organização, tudo foge do controle", admite.

"Eu, por exemplo, talvez não conseguiria conciliar trabalho e faculdade, principalmente com esse trânsito caótico que piora a cada dia. Muitas pessoas já deixaram de estudar ou desistiram no meio do caminho por essa questão. Eu adorei a primeira experiência e, por isso, decidi continuar. Se depender de mim, vou fazer vários desse jeito"
Adriana Carvalho, cursa pós em gestão de projetos a distância

Mary Murashima explica que o que diferencia as aulas a distância é a estratégia de quem está à frente do curso. O planejamento precisa conta com equipes especializadas, recursos tecnológicos, projetos de implantação para elevar a qualidade e profissionais preparados. O fato de o professor não estar presente pessoalmente é um dos fatores que reforçam a necessidade de inovação contínua. "O material precisa ser mais completo e os métodos os mais adequados possíveis. Não ter uma pessoa para tirar dúvidas, por exemplo, não pode ser um empecilho", explica.

Para Adriana Carvalho, o fato de não ter um professor presente diariamente tem pontos negativos e positivos. Ela não é cobrada, o que a poderia fazer se sentir "infantilizada". Por outro lado, se não ficar atenta, corre o risco de perder o foco. A servidora pública acredita que os cursos on-line têm democratizado o espaço da educação. "Abriu um leque de opções. Eu, por exemplo, talvez não conseguiria conciliar trabalho e faculdade, principalmente com esse trânsito caótico que piora a cada dia. Muitas pessoas já deixaram de estudar ou desistiram no meio do caminho por essa questão. Eu adorei a primeira experiência e, por isso, decidi continuar. Se depender de mim, vou fazer vários desse jeito", promete.

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