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Correio Braziliense

Segue grave estado de saúde de criança espancada na Paraíba

 


postado em 18/06/2008 20:41 / atualizado em 18/06/2008 21:01

O estado de saúde de João Lucas Lima de Araújo, quatro anos, ainda é grave. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, onde ele está internado, João Lucas permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O conselheiro Tutelar da Região Norte de João Pessoa, Carlos Antônio Ribeiro da Silva, afirmou que o padrasto do menino, acusado de ter agredido a criança, continua foragido. Carlos Antônio Ribeiro frisou que pediu ao Ministério Público que movesse uma ação destituindo o poder familiar para que João Lucas não fique com a mãe após sair do hospital.

O conselheiro frisou que em conversa com o promotor Alley Scorel, na tarde desta quarta-feira (18/06), o promotor da Infância e da Juventude disse que até sexta-feira iria acatar o pedido de destituição do poder familiar, mas antes precisaria saber mais detalhes do caso e ouvir a tia e avó do menino.

O padrasto do menino, Rildo Ricceli Paulino da Silva, 25 anos, teria agredido João Lucas no último sábado, enquanto a mãe, Suely Lima de Araújo, estava fora de casa. O menino perdeu um baço, teve outros órgãos perfurados e apresentou vários hematomas. Carlos Antônio Ribeiro disse que o Conselho Tutelar recebeu denúncias de que os responsáveis pela criança são usuários de droga. Segundo ele, esta foi a segunda vez que o padrasto agrediu o enteado.

“Recebemos várias denúncias anônimas de que Rildo e Suely usam drogas e queremos que, ao sair do hospital, essa criança fique longe deles e vá para um lugar seguro”, disse o conselheiro. De acordo com Carlos Antônio Ribeiro, no relatório do Hospital de Emergência e Trauma, datado de 18 de abril deste ano, consta que João Lucas havia sido maltratado.

“Na época o menino teve inchaço de crânio e apresentava marcas pelo corpo. A mãe disse que ele havia sofrido uma queda, mas familiares confirmaram que ele havia sido agredido pelo padrasto, que mora com Suely há apenas oito meses”, disse o conselheiro tutelar.

O caso foi enviado para o promotor da Infância e da Juventude, Alley Scorel, e à Delegada de Repressão a Crimes contra a Criança e Adolescentes, Joana D’arc. “Além de Rildo Ricceli pedimos a delegada que Suely seja ouvida porque ela foi conivente com a violência praticada contra a criança”, disse o conselheiro.

Saiba Mais
De sábado (14/06) até a segunda-feira (16/06) mais duas crianças, vítimas de maus tratos pelos próprios responsáveis, deram entrada no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena. A unidade de saúde divulgou que o menino Túlio de Santana, 10 anos, internado na noite da segunda-feira, recebeu alta na terça-feira. Ele teria sofrido agressões da própria mãe. Também já saiu do hospital a menina de seis anos, moradora de Caaporã, que foi esfaqueada pela mãe, também no sábado.

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