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Correio Braziliense

Por um novo modelo

 


postado em 24/07/2008 09:32 / atualizado em 24/07/2008 09:34

O movimento evangélico indígena vai ganhar uma nova força em setembro e pode mudar de cara. O Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (Conplei), entidade criada em 1990 e dirigida por representantes de vários povos, vai realizar, em setembro, no Amazonas, o sexto congresso da instituição para definir o modelo de cristianismo evangélico que será pregado nas aldeias. A Bíblia será difundida sem a participação de missionários “ocidentais”. “Defendemos o intercâmbio cultural e religioso, com respeito às nossas tradições e uma evangelização contextualizada à nossa vida”, explica Eli Ticuna, militante evangélico, teólogo e estudante de mestrado em administração. O conselho funciona como uma supra-organização nacional de índios evangélicos, espécie de concorrente direto do Conselho Indigenista Missionário(CIMI), da Igreja Católica. Um dos principais objetivos é evitar a forma de atuação de pastores evangélicos que não pertencem às aldeias. “Queremos uma igreja com a cara do índio, que respeite a nossa diversidade cultural e não nos imponha conceitos”, define Eli. O diálogo proposto pelo Conplei é mais fácil com as denominações evangélicas do que com os católicos.

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