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Correio Braziliense

Homens resistem a ir aos postos

 


postado em 20/08/2008 09:37 / atualizado em 20/08/2008 09:46

A campanha nacional para eliminação da rubéola no Brasil fecha a primeira semana de vacinação com 23 milhões de pessoas vacinadas. O percentual de imunização está 3,1% acima da média (30%) pretendida pelo Ministério da Saúde, mas a quantidade de homens entre 20 e 39 anos imunizados fica abaixo da expectativa do governo. O ministro José Gomes Temporão acredita que a população masculina — principal alvo da campanha — têm uma postura menos sensível às políticas de promoção de saúde e espera que, nesta segunda semana, o segmento se sensibilize e vá aos postos. “O que nós queremos é erradicar a doença e acabar com a possibilidade da síndrome da rubéola congênita. O homem tem que entender que pode transmitir (o vírus) para a companheira, amiga, filha, caso ele não esteja protegido. A mulher pode estar grávida e desenvolver a síndrome”, explica. Apenas 10 das 27 unidades da federação conseguiram cobertura da população masculina acima dos 30%. Segundo o ministro, o resultado exige uma “reflexão mais detalhada” para não colocar em xeque o percentual de 50% de vacinação planejado para a segunda semana da campanha. Dificuldades regionais Quatro dos sete estados do Norte não atingiram a meta. Roraima tem o menor índice (19,49%) da região. Nem entre as mulheres (23,22%) a meta no estado foi alcançada. De acordo com Temporão, as características da distribuição da população na região exigem grandes deslocamentos das equipes de imunização, o que pode ter dificultado o registro no sistema que traz os resultados da campanha. “Ainda não dá para dizer se (os resultados) estão efetivamente abaixo ou se são defasagem dos dados”, pondera Temporão. Com exceção de Goiás (26,34%), o Centro-Oeste teve cobertura geral acima da média. Mas, embora o Distrito Federal tenha atingido 32,66% no total de vacinados, a quantidade de homens que buscaram a imunização (27,86%) ficou abaixo da meta. A maior adesão à campanha ocorreu em Santa Catarina, totalizando uma cobertura geral de 51,66%. A mobilização iniciou no dia 9 de agosto e vai até o dia 12 de setembro. Quem não tomou a vacina pode receber a dose em qualquer centro de saúde da rede pública. Mesmo quem já foi vacinado em anos anteriores ou já teve rubéola deve procurar o atendimento. Os imunizados não podem doar sangue por um período de 30 dias.

 

Ranking da cobertura por estados

 

Recorde antipólio A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, realizada em junho, registrou a maior cobertura de imunização dos últimos cinco anos. A cobertura atingiu 97,32%, o que corresponde a 15,4 milhões de crianças até 5 anos. Os números foram divulgados ontem pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Para o ministro, o resultado é conseqüência das parcerias e do investimento em mídia. “Houve toda uma disseminação de alerta. Acho que a gente tirou o Zé Gotinha (mascote da campanha) da aposentadoria”, brinca. A meta para a primeira fase da campanha é de 95%, mas há três anos o país não conseguia atingir o percentual pretendido. Os resultados foram de 93,29% em 2007, 94,56% em 2006 e 94,58% em 2005. A segunda etapa foi lançada em 9 de agosto. A campanha tem por objetivo garantir a manutenção da erradicação da poliomielite no Brasil.

Vacinação infantil atinge melhor índice em cinco anos. Confira os dados por estado.

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