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Correio Braziliense

Aedes aegypti é resistente ao cloro e aos inseticidas

 


postado em 25/10/2008 09:32 / atualizado em 25/10/2008 09:31

Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) descobriram que o Aedes aegypti é resistente ao cloro e aos inseticidas. Segundo os pesquisadores, 15 horas depois de postos, os ovos do mosquito formam uma película protetora, com uma camada transparente e impermeável, e sobrevivem até um ano para eclodir nas primeiras chuvas do verão seguinte. O Rio de Janeiro registrou cerca de 249 mil casos da doença, com 164 mortes, em 2008. “O que a pesquisa viu é que esses ovos ficam resistentes e impermeáveis. Eles conseguirão ficar no seco, tranqüilamente, por um ano. O mais importante é o papel de prevenção, ou seja, é impedir que os ovos sejam depositados em água parada. O ideal é que, uma vez por semana, sejam lavados os recipientes expostos ao tempo”, explicou o pesquisador Gustavo Rezende. Ele diz que o ideal é que esses recipientes sejam lavados uma vez por semana, que é o ciclo de vida do mosquito, mas uma lavada a cada 15 dias é suficiente. A partir dessa descoberta, os cientistas podem chegar a um inseticida eficaz contra o mosquito. “Esse inseticida é para a forma adulta do mosquito. As características que temos no ovo também são encontradas na forma adulta. Nós podemos desenvolver uma metodologia para combater o adulto. Para combater o ovo, precisaremos de mais pesquisa, porque a partir de 15 horas o ovo se torna resistente.”

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